IDF quer especialistas florestais nas empresas madeireiras

Cabinda – O director Nacional do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), Simão Zau, defendeu, em Cabinda, a necessidade de as empresas do ramo madeireiro contarem com engenheiros florestais para garantir uma melhor gestão dos recursos florestais.

Em entrevista à ANGOP, Simão Zau, afirmou que toda gestão sustentável da floresta exige uma capacidade humana especializada, como engenheiros florestais, para permitir com que a exploração seja feita de acordo com a ciência com vista a melhorar a gestão dos recursos florestais.

"É a equipa técnica que deve cubicar e ter estatística do volume da madeira cortada diariamente para maior controlo e uniformizar toda cota que cada campanha decidir", disse.

Simão Zau afirmou que embora o ano de 2020 tenha sido de muitas surpresas devido ao surgimento da pandemia da Covid-19, o sector tomou providências para a revalidação das licenças de exploração de 2019, para permitir o exercício da campanha de 2020.

Reconheceu a atribuição tardia das licenças de exploração, que só foi cumprida no mês de Novembro deste ano quando por norma o documento é atribuído antes do início de cada campanha florestal anual que arranca em cada dia 1 do mês de Maio até 31 de Outubro.

Para Simão Zau,  houve alguns constrangimentos na revalidação e atribuição de licenças nos anos anteriores (2017/2018 e 2019) e foram tomadas medidas no sector que visou a revalidação das licenças para os que possuíam as de 2019, para a campanha de 2020 que iniciou em Novembro e se prolongará até finais deste mês.

"Este ano fomos surpreendidos devido à pandemia da Covid-19 e fez com que a campanha florestal e outras actividades atrasasem  por razões de impedimento na movimentação de técnicos que deveriam fazer avaliação ou inspecção das empresas o que implicou a não remessa de documentos no tempo oportuno", reforçou.

A exploração, que é feita neste momento referente a época 2020, é considerada de atípica por não ser a época de exploração desse recurso devido as chuvas.

Simão Zau pediu aos empresários madeireiros para a remessa da documentação que visa a revalidação das licenças para a época de 2021.

"Os madeireiros devem já começar a tratar a sua documentação por ser  vontade do IDF começar a trabalhar com a revalidação desses documentos até finais de Janeiro de 2021 para a atribuição do documento que legaliza efectivar a campanha que inicia em Maio", disse.

Em relação a concessão de áreas de exploração, Simão Zau disse que esta medida carece de estudos da parte do Ministério da Agricultura para que, futuramente, possa ser implementada somente para as empresas bem constituídas e organizadas com indústrias de transformação, quadros médios e superiores especializados (engenheiros) formados no ramo florestal.

Descartou a intenção da validação de licenças de exploração por não haver ainda nas empresas madeireiras técnicos especializados em gestão de florestas, elemento chave que possa definir políticas mais serias de sustentabilidade dos recursos florestais, sua gestão e repovoamento.

Para os madereiros em Cabinda, o Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) deve continuar a honrar os compromissos plasmados pela Lei de Exploração de Madeira, com a entrega das licenças e dos certificados nos períodos de vigência, para evitar constragimentos na produtividade e transformação desse recurso.

O presidente da Associação dos Madeireiros de Cabinda (ASSOMAC), Femuel Bamana, ressalta que os atrasos resgitados nos ultimos três anos na atribuição de licenças de exploração, agravado pela pandemia da Covid-19, levou as pequenas empresas do sector à falência.

Pediu ao IDF para flexibilizar e evitar atrasos na cedência antepada das licenças para a época de 2021. "Se existe legislação e um regulamento, cabe às autoridades competentes pôr em prática os instrumentos legais para que as empresas que mostram capacidade não sejam penalizadas nas próximas épocas exploraçã florestal", disse.

Já o administrador do Grupo Abílio de Amorim, Herculano Amorim, disse que a empresa trabalhou de forma irregular, por falta de emissão de licenças atempadamente.

Por isso, defende que não se pode deixar de isentar o Estado pelos sistemáticos atrasos registados nas campanhas anteriores, com os adiamentos dos licenciamentos anuais as empresas que aconteceram em 2017, 2018, 2019 e 2020.

Para recuperar os prejuízos causados, as empresas madereiras, para além de explorarem, trabalham também com certificados de exploração, documento que permite apenas transportar madeira em toro já cortada  que se encontra em parques para as áreas de transformação.

Em Cabinda existem 17 empresas do ramo registadas.

A extensa e vasta floresta do Maiombe, com potencialidades florestais que  abrangem uma área de aproximadamente 250 mil hectares, dos quais 175 mil correspondem a densa floresta do Maiombe, conta com variedades de espécies de elevado valor comercial, como as madeiras de tipo, nkassa, takula, lifuá, Pau-rosa, Limba, Kungulo, Tola Branca, e Tola Chinfuta, Kâmbala, Livuite, Moabi,  Undianunu (preto e vermelho), Ndola e N´singa.


A exploração florestal em Cabinda data desde a época colonial.

 

 

 

 

Em entrevista à ANGOP, Simão Zau, afirmou que toda gestão sustentável da floresta exige uma capacidade humana especializada, como engenheiros florestais, para permitir com que a exploração seja feita de acordo com a ciência com vista a melhorar a gestão dos recursos florestais.

"É a equipa técnica que deve cubicar e ter estatística do volume da madeira cortada diariamente para maior controlo e uniformizar toda cota que cada campanha decidir", disse.

Simão Zau afirmou que embora o ano de 2020 tenha sido de muitas surpresas devido ao surgimento da pandemia da Covid-19, o sector tomou providências para a revalidação das licenças de exploração de 2019, para permitir o exercício da campanha de 2020.

Reconheceu a atribuição tardia das licenças de exploração, que só foi cumprida no mês de Novembro deste ano quando por norma o documento é atribuído antes do início de cada campanha florestal anual que arranca em cada dia 1 do mês de Maio até 31 de Outubro.

Para Simão Zau,  houve alguns constrangimentos na revalidação e atribuição de licenças nos anos anteriores (2017/2018 e 2019) e foram tomadas medidas no sector que visou a revalidação das licenças para os que possuíam as de 2019, para a campanha de 2020 que iniciou em Novembro e se prolongará até finais deste mês.

"Este ano fomos surpreendidos devido à pandemia da Covid-19 e fez com que a campanha florestal e outras actividades atrasasem  por razões de impedimento na movimentação de técnicos que deveriam fazer avaliação ou inspecção das empresas o que implicou a não remessa de documentos no tempo oportuno", reforçou.

A exploração, que é feita neste momento referente a época 2020, é considerada de atípica por não ser a época de exploração desse recurso devido as chuvas.

Simão Zau pediu aos empresários madeireiros para a remessa da documentação que visa a revalidação das licenças para a época de 2021.

"Os madeireiros devem já começar a tratar a sua documentação por ser  vontade do IDF começar a trabalhar com a revalidação desses documentos até finais de Janeiro de 2021 para a atribuição do documento que legaliza efectivar a campanha que inicia em Maio", disse.

Em relação a concessão de áreas de exploração, Simão Zau disse que esta medida carece de estudos da parte do Ministério da Agricultura para que, futuramente, possa ser implementada somente para as empresas bem constituídas e organizadas com indústrias de transformação, quadros médios e superiores especializados (engenheiros) formados no ramo florestal.

Descartou a intenção da validação de licenças de exploração por não haver ainda nas empresas madeireiras técnicos especializados em gestão de florestas, elemento chave que possa definir políticas mais serias de sustentabilidade dos recursos florestais, sua gestão e repovoamento.

Para os madereiros em Cabinda, o Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) deve continuar a honrar os compromissos plasmados pela Lei de Exploração de Madeira, com a entrega das licenças e dos certificados nos períodos de vigência, para evitar constragimentos na produtividade e transformação desse recurso.

O presidente da Associação dos Madeireiros de Cabinda (ASSOMAC), Femuel Bamana, ressalta que os atrasos resgitados nos ultimos três anos na atribuição de licenças de exploração, agravado pela pandemia da Covid-19, levou as pequenas empresas do sector à falência.

Pediu ao IDF para flexibilizar e evitar atrasos na cedência antepada das licenças para a época de 2021. "Se existe legislação e um regulamento, cabe às autoridades competentes pôr em prática os instrumentos legais para que as empresas que mostram capacidade não sejam penalizadas nas próximas épocas exploraçã florestal", disse.

Já o administrador do Grupo Abílio de Amorim, Herculano Amorim, disse que a empresa trabalhou de forma irregular, por falta de emissão de licenças atempadamente.

Por isso, defende que não se pode deixar de isentar o Estado pelos sistemáticos atrasos registados nas campanhas anteriores, com os adiamentos dos licenciamentos anuais as empresas que aconteceram em 2017, 2018, 2019 e 2020.

Para recuperar os prejuízos causados, as empresas madereiras, para além de explorarem, trabalham também com certificados de exploração, documento que permite apenas transportar madeira em toro já cortada  que se encontra em parques para as áreas de transformação.

Em Cabinda existem 17 empresas do ramo registadas.

A extensa e vasta floresta do Maiombe, com potencialidades florestais que  abrangem uma área de aproximadamente 250 mil hectares, dos quais 175 mil correspondem a densa floresta do Maiombe, conta com variedades de espécies de elevado valor comercial, como as madeiras de tipo, nkassa, takula, lifuá, Pau-rosa, Limba, Kungulo, Tola Branca, e Tola Chinfuta, Kâmbala, Livuite, Moabi,  Undianunu (preto e vermelho), Ndola e N´singa.


A exploração florestal em Cabinda data desde a época colonial.