Código de barras de Angola ainda dependente de assinaturas

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Luanda - A conclusão do processo da adesão de Angola à plataforma Global Standard (GS1), entidade que avalia e aprova os códigos de barras dos países, carece ainda da recolha de 112 assinaturas de empresas detentoras e utilizadoras desses códigos.

O processo de adesão do Código de Barras (representação gráfica de dados numéricos) já se arrasta desde 2014 e o país tem o prazo definitivo, até 31 Março de 2022, para submeter a candidatura a Bruxelas (Bélgica), depois de sucessivos adiamentos.

A Global  Standard (GS1) exigiu cerca de  250, metade dos 500, como sendo um dos requisitos para a adesão à plataforma.

Farah Bouhamara, coordenador técnico para a implementação do código de barras em Angola, disse , esta quarta-feira, que o processo conta, actualmente, com a recolha de 88 assinaturas de empresas, com uso código de barras GS1 de outros países, que aderiram ao processo.

O processo está, há menos de um ano, sob responsabilidade da Câmara de Comércio e Indústria  de Angola (CCIA), depois da exclusão do Ministério do Planeamento (MEP) do dossier, como sendo também uma das exigências da GS1.

Falando no seminário sobre “Caminhos da internacionalização de Angola”, promovido pela Zona Económica Especial e Câmara de Comércio e Indústria de Angola, apelou a sensibilidade das empresas em aderirem a iniciativa, apontando as mais variadas vantagens, caso o país tenha um código de barra específico.

Desta feita, a comissão, sob coordenação da CCIA, está a dinamizar campanhas de sensibilização, junto das empresas, para o levantamento daquelas que exibem código de barras, no sentindo de informar o que identifica os seus produtos, actualmente.

Como vantagens do código de barras, Farah Bouhamara destaca o aumento  do nível  de eficiência na cadeia produtiva e logística do país, recolha de informação  sobre os produtos nacionais e garantia dos níveis de rastreamento até o consumidor final.

A plataforma da GS1 está  disponível em 150 países e conta, actualmente, com 11 códigos de barras, sendo o mais comum, o EAN-13, encontrado nas embalagens  primarias e secundárias de produtos  encontrados em supermercados, caixas de frutas e até em produtos do sector da saúde.

Caso  Angola adira ao GS1, será atribuído um prefixo (número) no código de barras para identificar o país, seguida  da empresa que produziu o item, descrição das características do produto, digito verificador, entre outras informações.

“Se tivermos uma dinâmica com todas as associações industriais, acredito que conseguiremos, rapidamente, o número em falta até  finais de Agosto”, augura Farah Bouhamara.

Com o prazo limite  de até 31 de Março de 2022, para a submissão das candidaturas, Angola deve envidar esforços para a apresentação da mesma.

Depois de submetido,  Bruxelas terá o mês de Maio, para avaliar os processos, para Junho, poder aprovar e ser, desta feita, uma realidade, o código de barras em Angola.

O impacto da ausência do código de barras  no mercado está a criar vários  constrangimentos, como a impossibilidade de rastrear os produtos de forma precisa e alguns produtos nacionais passarem  como “estrangeiro”, pelo facto de terem  patentes, nos rótulos, com o código de barra de outros países.

Tal impasse está a fazer com que os produtos “Feitos em Angola”, com destaque para  as bebidas, sejam catalogados com códigos de barras de países estrangeiros como África do Sul, Namíbia (África), Portugal (Europa), Brasil (América do Sul).

“Há empresas que fabricam os seus produtos em Angola, mas são obrigados a recorrer outras plataformas  estrangeiras para poderem  adquirir o código  de barra. Mas quando o seu produto  é exportado, a leitura daquele código de barra  apresenta-se como se fosse de um outro país, o que demonstra uma certa congruência  com aquilo que é o produto feito em Angola”, apontou.

Enquanto não acontece, alguns produtores nacionais exibem o selo “feito em Angola” e outros recorrem ao mercado externo.

Até 2017, 194 produtos nacionais, dos mais variados sectores, com foco no de bebidas, já exibiam o selo.

O processo de adesão do Código de Barras (representação gráfica de dados numéricos) já se arrasta desde 2014 e o país tem o prazo definitivo, até 31 Março de 2022, para submeter a candidatura a Bruxelas (Bélgica), depois de sucessivos adiamentos.

A Global  Standard (GS1) exigiu cerca de  250, metade dos 500, como sendo um dos requisitos para a adesão à plataforma.

Farah Bouhamara, coordenador técnico para a implementação do código de barras em Angola, disse , esta quarta-feira, que o processo conta, actualmente, com a recolha de 88 assinaturas de empresas, com uso código de barras GS1 de outros países, que aderiram ao processo.

O processo está, há menos de um ano, sob responsabilidade da Câmara de Comércio e Indústria  de Angola (CCIA), depois da exclusão do Ministério do Planeamento (MEP) do dossier, como sendo também uma das exigências da GS1.

Falando no seminário sobre “Caminhos da internacionalização de Angola”, promovido pela Zona Económica Especial e Câmara de Comércio e Indústria de Angola, apelou a sensibilidade das empresas em aderirem a iniciativa, apontando as mais variadas vantagens, caso o país tenha um código de barra específico.

Desta feita, a comissão, sob coordenação da CCIA, está a dinamizar campanhas de sensibilização, junto das empresas, para o levantamento daquelas que exibem código de barras, no sentindo de informar o que identifica os seus produtos, actualmente.

Como vantagens do código de barras, Farah Bouhamara destaca o aumento  do nível  de eficiência na cadeia produtiva e logística do país, recolha de informação  sobre os produtos nacionais e garantia dos níveis de rastreamento até o consumidor final.

A plataforma da GS1 está  disponível em 150 países e conta, actualmente, com 11 códigos de barras, sendo o mais comum, o EAN-13, encontrado nas embalagens  primarias e secundárias de produtos  encontrados em supermercados, caixas de frutas e até em produtos do sector da saúde.

Caso  Angola adira ao GS1, será atribuído um prefixo (número) no código de barras para identificar o país, seguida  da empresa que produziu o item, descrição das características do produto, digito verificador, entre outras informações.

“Se tivermos uma dinâmica com todas as associações industriais, acredito que conseguiremos, rapidamente, o número em falta até  finais de Agosto”, augura Farah Bouhamara.

Com o prazo limite  de até 31 de Março de 2022, para a submissão das candidaturas, Angola deve envidar esforços para a apresentação da mesma.

Depois de submetido,  Bruxelas terá o mês de Maio, para avaliar os processos, para Junho, poder aprovar e ser, desta feita, uma realidade, o código de barras em Angola.

O impacto da ausência do código de barras  no mercado está a criar vários  constrangimentos, como a impossibilidade de rastrear os produtos de forma precisa e alguns produtos nacionais passarem  como “estrangeiro”, pelo facto de terem  patentes, nos rótulos, com o código de barra de outros países.

Tal impasse está a fazer com que os produtos “Feitos em Angola”, com destaque para  as bebidas, sejam catalogados com códigos de barras de países estrangeiros como África do Sul, Namíbia (África), Portugal (Europa), Brasil (América do Sul).

“Há empresas que fabricam os seus produtos em Angola, mas são obrigados a recorrer outras plataformas  estrangeiras para poderem  adquirir o código  de barra. Mas quando o seu produto  é exportado, a leitura daquele código de barra  apresenta-se como se fosse de um outro país, o que demonstra uma certa congruência  com aquilo que é o produto feito em Angola”, apontou.

Enquanto não acontece, alguns produtores nacionais exibem o selo “feito em Angola” e outros recorrem ao mercado externo.

Até 2017, 194 produtos nacionais, dos mais variados sectores, com foco no de bebidas, já exibiam o selo.