Conta corrente tem superávit no quarto trimestre de 2020

  • Banco Nacional de Angola
Luanda - A conta corrente de Angola registou um saldo superavitário na ordem de 463,7 milhões de dólares no IV trimestre de 2020, equivalendo a 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em comparação com o III trimestre de 2020, representa uma redução na ordem de 16,2%, de acordo com o Relatório da Balança de Pagamentos 2020 publicado, recentemente, pelo Banco Nacional de Angola (BNA).

A conta corrente indica um contrato mediante o qual duas pessoas jurídicas que têm relações comerciais, acordam em conceder créditos de forma recíproca, sendo apenas pago o respectivo saldo no fim de determinado período.

De acordo com o documento a que ANGOP teve acesso, o comportamento da conta corrente, no referido período, é justificado pelo bom desempenho da conta de bens no período em análise.

Conta de bens, segundo o documento, é a única componente que tem gerado fluxos líquidos positivos nas relações económicas do país com o resto do mundo, porém, a conta de serviços e rendimentos estruturalmente deficitárias.

 A conta corrente, em termos anuais, observou uma redução cifrada em 82,6% ao passar de 5 137,4 milhões de dólares em 2019 para 893,8 milhões de dólares em 2020.

Tal redução, é decorrente da queda substancial das exportações, com realce para o petróleo bruto, não obstante a contracção das despesas de importação de bens, serviços e pagamento de rendimentos.

Quanto às exportações, no período em referência, as receitas de exportação de bens (mercadorias), mantiveram a sua consistência em termos de sobreposição às despesas de importação de bens, tendo apresentado uma recuperação notável em relação ao trimestre precedente.

O saldo da conta de bens passou de 2 837,9 milhões de dólares no terceiro trimestre de 2020, para 3 140,9 milhões de dólares no período seguinte, como resultado da recuperação observada nas exportações, realçando-se as exportações não petrolíferas.

O relatório dá conta de uma significativa deterioração do saldo da Conta de Bens, em termos anuais, de cerca de USD 9 204,2 milhões, correspondendo a uma redução de 44,7% ao passar de USD 20 598,5 milhões, em 2019, para USD 11 394,4 milhões, em 2020.

De acordo com o documento, o comportamento das exportações foi influenciado pela evolução positiva do preço médio das ramas angolanas, que passou de USD

43,4 por barril, no terceiro trimestre de 2020, para USD 44,7 por barril no trimestre em análise.

Nota-se ainda que, apesar do preço do petróleo bruto tenha aumentado, o seu efeito sobre a exportação foi inferior à 123,4%, relativamente à magnitude do efeito quantidade (230,3%).

Os dados apontam também a queda no volume exportado, que terá contribuído na ligeira redução das receitas de exportação de petróleo bruto para USD 4653,8 milhões, no IV de 2020, contra USD 4767,3 milhões do III trimestre.

Dentre os principais países de destino das exportações de petróleo bruto angolano, a China manteve-se na liderança, com uma quota de cerca de 71,9%, seguida da Índia e da Itália com 5,3% e 4,0%, respectivamente.

Sobre as importações, o valor da aquisição de bens cifrou-se em 2 626,2 milhões de dólares, contra 2 362,9 milhões de dólares do terceiro trimestre de 2020, representando um aumento na ordem de 11,1%.

O aumento das importações foi observado pela maioria das categorias de produtos, com realce para os veículos, locomotivas para os caminhos- de- ferro, os combustíveis e os materiais de construção, que tiverem um aumento de USD 130,9 milhões USD, 72,1 milhões e USD 37,4 milhões, respectivamente.

Em termos anuais, verificou-se uma redução das importações de mercadorias em cerca de USD 4 583,9 milhões, correspondendo a uma redução de 32,4% ao passar de USD 14 127,1 milhões, em 2019, para 9 543,1 milhões de dólares em 2020.

A importação de bens de consumo corrente apresentou um peso de 61,4% na estrutura das importações, enquanto os bens de capital e de consumo intermédio foi de 25,4% e 13,2%, respectivamente.

 Quanto às importações de bens de consumo corrente, de capital e de consumo intermédio registaram um incremento de 12,5%, 8,1% e 10,8%, comparativamente ao trimestre precedente.

Em comparação com o III trimestre de 2020, representa uma redução na ordem de 16,2%, de acordo com o Relatório da Balança de Pagamentos 2020 publicado, recentemente, pelo Banco Nacional de Angola (BNA).

A conta corrente indica um contrato mediante o qual duas pessoas jurídicas que têm relações comerciais, acordam em conceder créditos de forma recíproca, sendo apenas pago o respectivo saldo no fim de determinado período.

De acordo com o documento a que ANGOP teve acesso, o comportamento da conta corrente, no referido período, é justificado pelo bom desempenho da conta de bens no período em análise.

Conta de bens, segundo o documento, é a única componente que tem gerado fluxos líquidos positivos nas relações económicas do país com o resto do mundo, porém, a conta de serviços e rendimentos estruturalmente deficitárias.

 A conta corrente, em termos anuais, observou uma redução cifrada em 82,6% ao passar de 5 137,4 milhões de dólares em 2019 para 893,8 milhões de dólares em 2020.

Tal redução, é decorrente da queda substancial das exportações, com realce para o petróleo bruto, não obstante a contracção das despesas de importação de bens, serviços e pagamento de rendimentos.

Quanto às exportações, no período em referência, as receitas de exportação de bens (mercadorias), mantiveram a sua consistência em termos de sobreposição às despesas de importação de bens, tendo apresentado uma recuperação notável em relação ao trimestre precedente.

O saldo da conta de bens passou de 2 837,9 milhões de dólares no terceiro trimestre de 2020, para 3 140,9 milhões de dólares no período seguinte, como resultado da recuperação observada nas exportações, realçando-se as exportações não petrolíferas.

O relatório dá conta de uma significativa deterioração do saldo da Conta de Bens, em termos anuais, de cerca de USD 9 204,2 milhões, correspondendo a uma redução de 44,7% ao passar de USD 20 598,5 milhões, em 2019, para USD 11 394,4 milhões, em 2020.

De acordo com o documento, o comportamento das exportações foi influenciado pela evolução positiva do preço médio das ramas angolanas, que passou de USD

43,4 por barril, no terceiro trimestre de 2020, para USD 44,7 por barril no trimestre em análise.

Nota-se ainda que, apesar do preço do petróleo bruto tenha aumentado, o seu efeito sobre a exportação foi inferior à 123,4%, relativamente à magnitude do efeito quantidade (230,3%).

Os dados apontam também a queda no volume exportado, que terá contribuído na ligeira redução das receitas de exportação de petróleo bruto para USD 4653,8 milhões, no IV de 2020, contra USD 4767,3 milhões do III trimestre.

Dentre os principais países de destino das exportações de petróleo bruto angolano, a China manteve-se na liderança, com uma quota de cerca de 71,9%, seguida da Índia e da Itália com 5,3% e 4,0%, respectivamente.

Sobre as importações, o valor da aquisição de bens cifrou-se em 2 626,2 milhões de dólares, contra 2 362,9 milhões de dólares do terceiro trimestre de 2020, representando um aumento na ordem de 11,1%.

O aumento das importações foi observado pela maioria das categorias de produtos, com realce para os veículos, locomotivas para os caminhos- de- ferro, os combustíveis e os materiais de construção, que tiverem um aumento de USD 130,9 milhões USD, 72,1 milhões e USD 37,4 milhões, respectivamente.

Em termos anuais, verificou-se uma redução das importações de mercadorias em cerca de USD 4 583,9 milhões, correspondendo a uma redução de 32,4% ao passar de USD 14 127,1 milhões, em 2019, para 9 543,1 milhões de dólares em 2020.

A importação de bens de consumo corrente apresentou um peso de 61,4% na estrutura das importações, enquanto os bens de capital e de consumo intermédio foi de 25,4% e 13,2%, respectivamente.

 Quanto às importações de bens de consumo corrente, de capital e de consumo intermédio registaram um incremento de 12,5%, 8,1% e 10,8%, comparativamente ao trimestre precedente.