Bispo defende mudança nas relações económicas de África com Ocidente

  • Mapa de África com as respectivas Bandeiras de cada país
Ndalatando - O bispo da diocese de Ndalatando, província do Cuanza Norte, Dom Almeida Kanda, defendeu mudança de paradigma nas relações com o Ocidente, sobretudo nos modelos de financiamento das economias africanas, visando promover o desenvolvimento do continente.

O prelado, que falava à ANGOP a propósito do 25 de Maio – Dia da África, que se assinala nesta terça-feira, sublinhou que o actual modelo de relações económicas entre países africanos e o mundo ocidental, deixa o continente cada vez mais endividado e empobrecido.

O líder religioso aconselha os governantes locais a negociarem financiamentos justos e serem eles próprios a estabelecerem as prioridades para o desenvolvimento do continente e rejeitarem propostas que apenas vão beneficiar empresas europeias.

Defendeu também a conversão desses financiamentos em construção de infra-estruturas, transferências de tecnologias para a industrialização do continente. E que esses financiamentos ajudem a África a transformar localmente as suas matérias-primas.

Asseverou que este modelo de parceria acrescenta valor à economia continental, com a venda de produtos acabados e consequentemente a criação de empregos.

Frisou que a exportação de matérias-primas, tal como se processa actualmente, contribui apenas para gerar empregos noutros continentes, continuando a África a se debater com o desemprego.

“Durante a colonização, o princípio era privilegiar os interesses europeus em detrimento dos interesses africanos e depois o continente devia consumir aquilo que a Europa produzisse. Há que inverter este quadro e começar a exigir a montagem de infra-estruturas para a transformação aqui da nossa matéria-prima”, afirmou.

Por exemplo, disse, pedir financiamentos para pagar salários da função pública não ajuda os países a crescer, apenas contribui para o seu contínuo endividamento, hipotecando, assim, o futuro das novas gerações que não vão encontrar nada e obrigadas a pagar aquilo que não gastaram e o continente continuará pobre.

Acrescentou que a tendência das grandes potências é de continuar a dominar o continente e, por isso, deve haver da parte dos africanos mais atenção, no sentido de celebrarem acordos justos, que promovam o desenvolvimento sustentável de África, sob pena de o continente continuar a endividar-se.

O dia 25 de Maio é considerado o Dia de África porque foi neste dia, em 1963, que se criou a Organização de Unidade Africana (OUA), na Etiópia, com o objectivo de defender e emancipar o continente africano.

Em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o dia 25 de Maio como o Dia da África ou o Dia da Libertação da África. Em 2002, a OUA foi substituída pela União Africana, mas a celebração da data manteve-se.

A data é celebrada em vários países de África e pelos africanos espalhados pelo mundo.

 

 

O prelado, que falava à ANGOP a propósito do 25 de Maio – Dia da África, que se assinala nesta terça-feira, sublinhou que o actual modelo de relações económicas entre países africanos e o mundo ocidental, deixa o continente cada vez mais endividado e empobrecido.

O líder religioso aconselha os governantes locais a negociarem financiamentos justos e serem eles próprios a estabelecerem as prioridades para o desenvolvimento do continente e rejeitarem propostas que apenas vão beneficiar empresas europeias.

Defendeu também a conversão desses financiamentos em construção de infra-estruturas, transferências de tecnologias para a industrialização do continente. E que esses financiamentos ajudem a África a transformar localmente as suas matérias-primas.

Asseverou que este modelo de parceria acrescenta valor à economia continental, com a venda de produtos acabados e consequentemente a criação de empregos.

Frisou que a exportação de matérias-primas, tal como se processa actualmente, contribui apenas para gerar empregos noutros continentes, continuando a África a se debater com o desemprego.

“Durante a colonização, o princípio era privilegiar os interesses europeus em detrimento dos interesses africanos e depois o continente devia consumir aquilo que a Europa produzisse. Há que inverter este quadro e começar a exigir a montagem de infra-estruturas para a transformação aqui da nossa matéria-prima”, afirmou.

Por exemplo, disse, pedir financiamentos para pagar salários da função pública não ajuda os países a crescer, apenas contribui para o seu contínuo endividamento, hipotecando, assim, o futuro das novas gerações que não vão encontrar nada e obrigadas a pagar aquilo que não gastaram e o continente continuará pobre.

Acrescentou que a tendência das grandes potências é de continuar a dominar o continente e, por isso, deve haver da parte dos africanos mais atenção, no sentido de celebrarem acordos justos, que promovam o desenvolvimento sustentável de África, sob pena de o continente continuar a endividar-se.

O dia 25 de Maio é considerado o Dia de África porque foi neste dia, em 1963, que se criou a Organização de Unidade Africana (OUA), na Etiópia, com o objectivo de defender e emancipar o continente africano.

Em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o dia 25 de Maio como o Dia da África ou o Dia da Libertação da África. Em 2002, a OUA foi substituída pela União Africana, mas a celebração da data manteve-se.

A data é celebrada em vários países de África e pelos africanos espalhados pelo mundo.