Centro da mandioca da SADC fortalece capacidade de investigação do país

  • Mandioca (Foto ilustração)
Ndalatando - O coordenador do Programa de Produtividade Agrícola para a África Austral (APPSA), Joaquim César, destacou quinta-feira, em Ndalatando (Cuanza Norte), a importância do Centro de Liderança da Mandioca da SADC no fortalecimento da capacidade de investigação agrária de Angola.

Angola elegeu o cultivo da mandioca como produto de excelência, devido ao seu potencial e contribuição para a segurança alimentar e nutricional, o que culminou com a criação, em Outubro de 2019, do Centro de Liderança da Mandioca da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

O centro visa contribuir para a segurança alimentar da população e permitir o entrosamento entre os especialistas agrários da região da SADC, integrada por 16 países.

Falando à ANGOP, à margem do seminário de capacitação sobre a elaboração de sub-projectos de investigação e desenvolvimento, que decorre desde terça-feira, na cidade de Ndalatando, o responsável referiu que a elevação da capacidade de investigação do país vai aumentar a produtividade, essencial no combate à pobreza, diversificação da economia e melhoria da dieta alimentar das populações.

Esclareceu que Angola regista actualmente uma baixa actividade de investigação agrária, o que tem proporcionado diversas perdas, no domínio da tecnologia e do conhecimento.

Acrescentou que a falta de investigação contribui ainda para a perda de grande parte do património vegetativo do país, com o desaparecimento de inúmeras variedades locais.

O Centro de Liderança da Mandioca, segundo o coordenador, vai resgatar a mística da actividade de investigação agrária.

O centro está em sintonia com a APPSA, que considera a mandioca como uma cultura estratégica, pelo seu valor na segurança alimentar das populações e o grande potencial que possui para a sua transformação em outros produtos.

Para além de servir para a alimentação humana, tem grande aplicação na indústria pasteleira e de ração.

Além da capacidade de desenvolver variedades locais da mandioca, o projecto vai contribuir para o desenvolvimento das de outros países da SADC, propiciando o aumento da produção.

O projecto já tem, em execução, alguns sub-projectos, que foram aprovados no âmbito desta iniciativa que inclui ainda a troca de experiências entre especialistas envolvidos, dos vários países da SADC, através do fortalecimento das capacidades de investigação.

Os primeiros sub-projectos aprovados da cultura de mandioca na região da SADC são a recolha de germoplasma, caracterização e conservação em bancos de germoplasma, fitossanidade (pragas e doenças) e estudo de stress do produto (para encontrar variedades resistentes à alta altitude e seca).

O Projecto APPSA, orçado em 25 milhões de dólares, abrange, para além de Angola, o Malawi, Moçambique, Zâmbia e Lesoto, onde serão também criados centros regionais de liderança de milho, arroz, leguminosas e hortícolas, por serem potenciais nessas culturas, com financiamento do Banco Mundial.

Informou que, neste âmbito, Angola já tem vindo a beneficiar da troca de conhecimento com investigadores da Zâmbia e do Lesoto, sobre o sistema de cultivo desses países.

Disse que a liderança da cultura da mandioca em Malanje, após a sua implementação e desenvolvimento, poderá ser expandido aos centros e campos experimentais das demais províncias do país, onde serão realizadas demonstrações junto das lavras dos agricultores.

Este tipo de investigação participativa irá permitir que os próprios agricultores façam comparação entre as tecnologias trazidas pela investigação e as formas como têm trabalhado com as suas sementes e técnicas tradicionais.

O projecto está a ser implementado pelo Ministério da Agricultura e Pescas, através do Instituto de Investigação Agronómica (IIA), por um período de seis anos.

De acordo com dados do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), actualmente a produção anual de Angola está estimada em 11 milhões de toneladas, tornando o país terceiro produtor no continente africano, depois da Nigéria e dos Camarões, e colocado Top 15 dos maiores produtores a nível mundial.

Duzentas e duas mil toneladas de mandioca foram colhidas, na época agrícola 2019/2020, na província do Cuanza Norte, por 16 mil 315 agricultores familiares, numa área de cerca de 10 mil 695 hectares, com o município de Bolongongo a notabilizar-se como o mais produtivo, com 37 mil 434 toneladas.

Angola elegeu o cultivo da mandioca como produto de excelência, devido ao seu potencial e contribuição para a segurança alimentar e nutricional, o que culminou com a criação, em Outubro de 2019, do Centro de Liderança da Mandioca da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

O centro visa contribuir para a segurança alimentar da população e permitir o entrosamento entre os especialistas agrários da região da SADC, integrada por 16 países.

Falando à ANGOP, à margem do seminário de capacitação sobre a elaboração de sub-projectos de investigação e desenvolvimento, que decorre desde terça-feira, na cidade de Ndalatando, o responsável referiu que a elevação da capacidade de investigação do país vai aumentar a produtividade, essencial no combate à pobreza, diversificação da economia e melhoria da dieta alimentar das populações.

Esclareceu que Angola regista actualmente uma baixa actividade de investigação agrária, o que tem proporcionado diversas perdas, no domínio da tecnologia e do conhecimento.

Acrescentou que a falta de investigação contribui ainda para a perda de grande parte do património vegetativo do país, com o desaparecimento de inúmeras variedades locais.

O Centro de Liderança da Mandioca, segundo o coordenador, vai resgatar a mística da actividade de investigação agrária.

O centro está em sintonia com a APPSA, que considera a mandioca como uma cultura estratégica, pelo seu valor na segurança alimentar das populações e o grande potencial que possui para a sua transformação em outros produtos.

Para além de servir para a alimentação humana, tem grande aplicação na indústria pasteleira e de ração.

Além da capacidade de desenvolver variedades locais da mandioca, o projecto vai contribuir para o desenvolvimento das de outros países da SADC, propiciando o aumento da produção.

O projecto já tem, em execução, alguns sub-projectos, que foram aprovados no âmbito desta iniciativa que inclui ainda a troca de experiências entre especialistas envolvidos, dos vários países da SADC, através do fortalecimento das capacidades de investigação.

Os primeiros sub-projectos aprovados da cultura de mandioca na região da SADC são a recolha de germoplasma, caracterização e conservação em bancos de germoplasma, fitossanidade (pragas e doenças) e estudo de stress do produto (para encontrar variedades resistentes à alta altitude e seca).

O Projecto APPSA, orçado em 25 milhões de dólares, abrange, para além de Angola, o Malawi, Moçambique, Zâmbia e Lesoto, onde serão também criados centros regionais de liderança de milho, arroz, leguminosas e hortícolas, por serem potenciais nessas culturas, com financiamento do Banco Mundial.

Informou que, neste âmbito, Angola já tem vindo a beneficiar da troca de conhecimento com investigadores da Zâmbia e do Lesoto, sobre o sistema de cultivo desses países.

Disse que a liderança da cultura da mandioca em Malanje, após a sua implementação e desenvolvimento, poderá ser expandido aos centros e campos experimentais das demais províncias do país, onde serão realizadas demonstrações junto das lavras dos agricultores.

Este tipo de investigação participativa irá permitir que os próprios agricultores façam comparação entre as tecnologias trazidas pela investigação e as formas como têm trabalhado com as suas sementes e técnicas tradicionais.

O projecto está a ser implementado pelo Ministério da Agricultura e Pescas, através do Instituto de Investigação Agronómica (IIA), por um período de seis anos.

De acordo com dados do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), actualmente a produção anual de Angola está estimada em 11 milhões de toneladas, tornando o país terceiro produtor no continente africano, depois da Nigéria e dos Camarões, e colocado Top 15 dos maiores produtores a nível mundial.

Duzentas e duas mil toneladas de mandioca foram colhidas, na época agrícola 2019/2020, na província do Cuanza Norte, por 16 mil 315 agricultores familiares, numa área de cerca de 10 mil 695 hectares, com o município de Bolongongo a notabilizar-se como o mais produtivo, com 37 mil 434 toneladas.