Cuanza Norte: Governo formaliza gestão da antiga SATEC

Dondo - O Governo angolano procedeu, nesta quarta- feira, a entrega formal da unidade têxtil Comandante Bula (ex-SATEC), localizada no município de Cambambe, província do Cuanza Norte, ao grupo empresarial zimbabweano " Boabab Cotton".

A fábrica Comandante Bula é uma das três unidades têxteis submetidas a Concurso Público Internacional, promovido em 2020, no âmbito do Programa de Privatizações (PROPRIV), abarcando igualmente a África Têxtil, em Benguela e a Textang (Luanda).

O termo de entrega/recepção foi assinado pelo chefe de Departamento de Privatizações do Instituto de Gestão dos Activos e Participações do Estado (IGAPE), José Tavares, e pelo representante do referido grupo empresarial, Laurence Zlattnerm, na presença de quadros do Ministério da Indústria.

O documento foi assinado nos termos de um contrato de gestão e exploração, por um período de 15 anos, com opção de compra a partir do décimo ano de gerência, no valor de 104 mil milhões de kwanzas.

De acordo com José Tavares, ao longo deste período, o Governo terá uma contrapartida pela arrecadação no primeiro ano de produção (com crescimento anual), avaliada em cinco por cento da facturação, 35 por cento de Imposto Industrial, bem como uma renda fixa anual (não revelada).

Já o representante da Boabab Cotton, Laurence Zlattnerm, disse que, neste momento, a fábrica funciona em regime experimental e pode exportar as primeiras linhas para a produção de tecido nos próximos quinze dias, essencialmente, para a África do Sul, que efectuou a primeira encomenda.

Para o pleno funcionamento do empreendimento, o grupo prevê investir USD 90 milhões, com o pagamento dos salários, manutenção dos equipamentos e aquisição do algodão, adquirido em diversos países da região da SADC, como África do Sul, Malawi, Zâmbia, Zimbabwe e em Angola.

Independentemente de ser uma unidade com ciclo fabril completo, a gestão optou igualmente pela venda de matéria-prima fabricada no Dondo, como a linha, às demais unidades têxteis, por ser um dos focos da componente comercial do investimento, sem prejuízo da capacidade instalada local.

"Pensamos que, dentro de três meses, teremos todas as áreas da fábrica em funcionamento, e nesta altura já poderemos introduzir produtos acabados no mercado local e oferecer perto de 3 mil postos de trabalho directo", frisou o empresário.

A actual empresa Comandante Bula (Ex- Satec) é uma unidade produtival, erguida no período 2013- 2016, após demolição da antiga estrutura, no âmbito do investimento do Ministério da Indústria, de relançamento ao sector têxtil, avaliada em USD 680 milhões, disponibilizado através de uma linha de crédito do Governo japonês.

A sua implementação, numa área de 88 mil metros quadrados, possibilitou a instalação de três naves, com equipamentos de fiação de algodão e acabamentos, onde estão congregados os serviços de malharia, tingimento, acabamento, confecção de roupas e uma área de tecelagem para a fabricação de tecidos jeans.

A primeira linha tem capacidade para produzir mensalmente 180 mil camisolas e 150 mil camisas, enquanto a segunda produzirá, em igual período, 480 mil metros de tecidos jeans.

Desde a sua conclusão (2016), a unidade fabril, até então detida pelo grupo empresarial angolano "Maghina Yeto" manteve-se encerrada, devido a processo judicial, que culminou com o seu arresto pela Procuradoria-Geral da República (PGR), em Agosto de 2019.

Ainda no decurso das obras, foram formados 1.400 operários, a serem enquadrados gradualmente, de acordo com a necessidade das respectivas áreas.

 

A fábrica Comandante Bula é uma das três unidades têxteis submetidas a Concurso Público Internacional, promovido em 2020, no âmbito do Programa de Privatizações (PROPRIV), abarcando igualmente a África Têxtil, em Benguela e a Textang (Luanda).

O termo de entrega/recepção foi assinado pelo chefe de Departamento de Privatizações do Instituto de Gestão dos Activos e Participações do Estado (IGAPE), José Tavares, e pelo representante do referido grupo empresarial, Laurence Zlattnerm, na presença de quadros do Ministério da Indústria.

O documento foi assinado nos termos de um contrato de gestão e exploração, por um período de 15 anos, com opção de compra a partir do décimo ano de gerência, no valor de 104 mil milhões de kwanzas.

De acordo com José Tavares, ao longo deste período, o Governo terá uma contrapartida pela arrecadação no primeiro ano de produção (com crescimento anual), avaliada em cinco por cento da facturação, 35 por cento de Imposto Industrial, bem como uma renda fixa anual (não revelada).

Já o representante da Boabab Cotton, Laurence Zlattnerm, disse que, neste momento, a fábrica funciona em regime experimental e pode exportar as primeiras linhas para a produção de tecido nos próximos quinze dias, essencialmente, para a África do Sul, que efectuou a primeira encomenda.

Para o pleno funcionamento do empreendimento, o grupo prevê investir USD 90 milhões, com o pagamento dos salários, manutenção dos equipamentos e aquisição do algodão, adquirido em diversos países da região da SADC, como África do Sul, Malawi, Zâmbia, Zimbabwe e em Angola.

Independentemente de ser uma unidade com ciclo fabril completo, a gestão optou igualmente pela venda de matéria-prima fabricada no Dondo, como a linha, às demais unidades têxteis, por ser um dos focos da componente comercial do investimento, sem prejuízo da capacidade instalada local.

"Pensamos que, dentro de três meses, teremos todas as áreas da fábrica em funcionamento, e nesta altura já poderemos introduzir produtos acabados no mercado local e oferecer perto de 3 mil postos de trabalho directo", frisou o empresário.

A actual empresa Comandante Bula (Ex- Satec) é uma unidade produtival, erguida no período 2013- 2016, após demolição da antiga estrutura, no âmbito do investimento do Ministério da Indústria, de relançamento ao sector têxtil, avaliada em USD 680 milhões, disponibilizado através de uma linha de crédito do Governo japonês.

A sua implementação, numa área de 88 mil metros quadrados, possibilitou a instalação de três naves, com equipamentos de fiação de algodão e acabamentos, onde estão congregados os serviços de malharia, tingimento, acabamento, confecção de roupas e uma área de tecelagem para a fabricação de tecidos jeans.

A primeira linha tem capacidade para produzir mensalmente 180 mil camisolas e 150 mil camisas, enquanto a segunda produzirá, em igual período, 480 mil metros de tecidos jeans.

Desde a sua conclusão (2016), a unidade fabril, até então detida pelo grupo empresarial angolano "Maghina Yeto" manteve-se encerrada, devido a processo judicial, que culminou com o seu arresto pela Procuradoria-Geral da República (PGR), em Agosto de 2019.

Ainda no decurso das obras, foram formados 1.400 operários, a serem enquadrados gradualmente, de acordo com a necessidade das respectivas áreas.