Empresários reclamam de excessos de burocracia na obtenção de créditos

  • Huíla: Presidente da AAPCIL, Paulo Gaspar
Lubango – Os empresários da Huíla voltaram na quinta-feira a acusar a banca comercial de se “exceder” na burocracia, travando a implementação de importantes projectos económicos, devido à falta de crédito.

Segundo eles, o financiamento bancário dá prioridade às garantias bancárias, sem olhar na qualidade do projecto, agravada ao excesso burocrático na avaliação dos pedidos.

Segundo o presidente da Associação Agro-Pecuária, Comercial e Industrial da Huíla (AAPCIL), Paulo Gaspar, que falava durante num encontro entre empresários e bancos, o país tem uma banca comercial que ainda não trabalha para a economia.

Para ele, os bancos têm como preferência os títulos de tesouro, que dão maior rentabilidade garantida, mas a classe empresarial está descapitalizada.

Destacou que o facto de localmente os operadores bancários terem pouca autonomia para resolver os problemas referentes a concepção de créditos e tudo continua centralizado em Luanda, o que agudiza o problema da morosidade no processo.

Reforçou que continuam a reclamação da burocracia na banca, pois embora ajude os empresários a evitar erros, na Huíla “há excessos”, o que é prejudicial e cria vícios, dada a quantidade de documento exigidos, 32 ao todo.

Em resposta, a banca justifica que a falta de qualidade de informação financeira dos empresários, as questões do crédito mal-parado e de garantias estão entre as razões da “morosidade” e rejeição de cedência de empréstimos.

O director comercial do Banco de Fomento Angola (BFA) para as províncias da Huíla e Cunene, Carlos Brás, afirmou que muito dos empresários não conseguem dar uma informação financeira à banca sobre os seus projectos, situação torna difícil fazer a análise do mesmo. 

Declarou que a qualidade dos processos dos promotores é um outro problema que também têm enfrentado, pois o crédito, para além de risco, vem associado à experiência no negócio e se o promotor não tiver um currículo em condições, o banco é obrigado a rejeitar.

Já o delegado regional sul do Banco Angolano de Investimento (BAI), Hélder Corte Real, disse que os produtores jovens têm tido dificuldades de apresentar garantias, uma situação que pode ser minimizada com o novo regulamento sobre garantias que o Governo fez sair.

Salientou que têm estado a orientá-los a procurar as garantias públicas que estão disponíveis e isso não tem sido impedimento, pois o Governo tem dado as referidas garantias quando o projecto é viável.

O delegado regional sul do BNA, Sandro Santos, fez saber que no âmbito do aviso 10, do BNA, na Huíla já foram desembolsados cerca de quatro mil milhões de Kwanzas, com seis projectos e continuam em carteira à espera do desembolso outros seis.

Contudo, defendeu a necessidade de continuar a proporcionar o diálogo no sentido de reforçar a concepção do crédito, uma vez que os constrangimentos também são do sistema bancário, considerados “normais”, no âmbito de desenvolvimento do sector, razão pela qual também são condicionados a concepção e desembolsos de financiamentos. 

Durante o encontro, com mais de 60 participantes, entre empresários, bancários e representações de instituições do Governo, abordou-se a problemática dos créditos, com o destaque para as ferramentas do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Informações (PRODESI) e outras preocupações da classe empresarial.


 

 

 

Segundo eles, o financiamento bancário dá prioridade às garantias bancárias, sem olhar na qualidade do projecto, agravada ao excesso burocrático na avaliação dos pedidos.

Segundo o presidente da Associação Agro-Pecuária, Comercial e Industrial da Huíla (AAPCIL), Paulo Gaspar, que falava durante num encontro entre empresários e bancos, o país tem uma banca comercial que ainda não trabalha para a economia.

Para ele, os bancos têm como preferência os títulos de tesouro, que dão maior rentabilidade garantida, mas a classe empresarial está descapitalizada.

Destacou que o facto de localmente os operadores bancários terem pouca autonomia para resolver os problemas referentes a concepção de créditos e tudo continua centralizado em Luanda, o que agudiza o problema da morosidade no processo.

Reforçou que continuam a reclamação da burocracia na banca, pois embora ajude os empresários a evitar erros, na Huíla “há excessos”, o que é prejudicial e cria vícios, dada a quantidade de documento exigidos, 32 ao todo.

Em resposta, a banca justifica que a falta de qualidade de informação financeira dos empresários, as questões do crédito mal-parado e de garantias estão entre as razões da “morosidade” e rejeição de cedência de empréstimos.

O director comercial do Banco de Fomento Angola (BFA) para as províncias da Huíla e Cunene, Carlos Brás, afirmou que muito dos empresários não conseguem dar uma informação financeira à banca sobre os seus projectos, situação torna difícil fazer a análise do mesmo. 

Declarou que a qualidade dos processos dos promotores é um outro problema que também têm enfrentado, pois o crédito, para além de risco, vem associado à experiência no negócio e se o promotor não tiver um currículo em condições, o banco é obrigado a rejeitar.

Já o delegado regional sul do Banco Angolano de Investimento (BAI), Hélder Corte Real, disse que os produtores jovens têm tido dificuldades de apresentar garantias, uma situação que pode ser minimizada com o novo regulamento sobre garantias que o Governo fez sair.

Salientou que têm estado a orientá-los a procurar as garantias públicas que estão disponíveis e isso não tem sido impedimento, pois o Governo tem dado as referidas garantias quando o projecto é viável.

O delegado regional sul do BNA, Sandro Santos, fez saber que no âmbito do aviso 10, do BNA, na Huíla já foram desembolsados cerca de quatro mil milhões de Kwanzas, com seis projectos e continuam em carteira à espera do desembolso outros seis.

Contudo, defendeu a necessidade de continuar a proporcionar o diálogo no sentido de reforçar a concepção do crédito, uma vez que os constrangimentos também são do sistema bancário, considerados “normais”, no âmbito de desenvolvimento do sector, razão pela qual também são condicionados a concepção e desembolsos de financiamentos. 

Durante o encontro, com mais de 60 participantes, entre empresários, bancários e representações de instituições do Governo, abordou-se a problemática dos créditos, com o destaque para as ferramentas do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Informações (PRODESI) e outras preocupações da classe empresarial.