Especialista vê "grande oportunidade” de negócio na privatização da ENSA

  • Gabriel Cangueza, director geral da  (ASFP) Academia de Seguros e Fundo de Pensões
Luanda - A privatização de 51 por cento do capital social da ENSA-Seguros de Angola é vista como uma “grande oportunidade” para os investidores fazerem bons negócios, considera o presidente da Comissão Executiva da Academia de Seguros e Fundos de Pensões (ASFP), que prevê uma certa precipitação por parte do Estado.

Em declarações à ANGOP, nesta sexta-feira, a propósito do processo iniciado na quinta-feira, sob coordenação do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado, Gabriel Cangueza sustentou que a efectivação dessa desiderato trará vantagens mútuas para o Estado e os investidores privados, os maiores beneficiários.   

Embora necessária, diz estar-se perante uma venda precipitada a julgar pela superação em termos de resultados que a nova gestão desse “património” teve durante os últimos dois anos, porquanto, “Este indicador deveria servir para que o Governo repensasse na venda desta empresa que poderia passar a ser estratégica do Estado”.

"Estamos diante de uma venda da líder do mercado segurador que possui cerca de 37% da quota de mercado. Não acredito que o Estado sairá a ganhar mais nesta venda, onde os  investidores terão uma grande oportunidade de fazerem grandes negócios", salientou.

Na óptica de Gabriel Cangueza, independentemente da alienação dos referidos 51 por cento das acções da ENSA, os restantes 49% poderão ser uma boa fasquia para o Estado ganhar mais, pois prevê-se que os privados gerem da melhor maneira as empresas, aplicando todos as boas práticas de gestão e administração corporativa.

"Aqui falo do controlo interno, que é auditoria, compliance e o risco", citou.

O presidente da Comissão Executiva da Academia de Seguros e Fundos de Pensões explicou, entretanto, que na segunda fase do concurso, reservada ao processo de adjudicação, será novamente solicitada aos candidatos a apresentação das propostas, assim como será feita uma análise e avaliação das mesmas.

De seguida, acrescentou Gabriel Cangueza, o júri elaborará um relatório preliminar, acontecendo que depois seguir-se-ão a audiência prévia e o relatório final. “E só assim é que estarão todas as condições criadas para a respectiva adjudicação e, por último, o acto de celebração do contrato com o vencedor".

Ainda sobre o anúncio pelo IGAPE- Instituto de Gestão da dos Activos do Estado, sobre a  primeira fase da privatização da ENSA-Seguros de Angola, em cerca de 51% do capital social, vem formalizar, no seu  ponto de vista, uma pré-escolha que os responsáveis da venda tomaram.

Para o CEO da ASFP, a modalidade do concurso limitado por prévia qualificação deve obedecer duas fases, tendo a primeira a ver com a qualificação e a segunda com a adjudicação.

“Na primeira fase exige-se  que os organizadores enviem o anúncio para a publicação e a sua aplicação; esclarecimento e rectificação das peças do procedimento; apresentação das candidaturas; e qualificação das candidaturas que tem a ver com o relatório preliminar elaborado pela júri do procedimento.

Haverá ainda uma audiência prévia e de seguida o relatório e a decisão final.

"No meu entender, 30 dias poderão não ser suficientes para todos os interessados estarem preparados para o envio da candidatura e o pagamento dos 10% do valor do capital social", expressou.

Para este programa, o Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado conta com apoio do Banco Millennium Atlântico S.A., em parceria com o Millennium Investment Banking, área de banca de investimento do Banco Comercial Português, S.A., como assessores financeiros para a execução desta primeira fase.

A ENSA é a principal empresa do sector segurador em Angola e está presente no mercado há mais de 43 anos. Desde 2000, num mercado mais liberalizado e com maior concorrência, a companhia mantém-se firme, com uma quota de mercado de 37 por cento fixada em 2020.

Em declarações à ANGOP, nesta sexta-feira, a propósito do processo iniciado na quinta-feira, sob coordenação do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado, Gabriel Cangueza sustentou que a efectivação dessa desiderato trará vantagens mútuas para o Estado e os investidores privados, os maiores beneficiários.   

Embora necessária, diz estar-se perante uma venda precipitada a julgar pela superação em termos de resultados que a nova gestão desse “património” teve durante os últimos dois anos, porquanto, “Este indicador deveria servir para que o Governo repensasse na venda desta empresa que poderia passar a ser estratégica do Estado”.

"Estamos diante de uma venda da líder do mercado segurador que possui cerca de 37% da quota de mercado. Não acredito que o Estado sairá a ganhar mais nesta venda, onde os  investidores terão uma grande oportunidade de fazerem grandes negócios", salientou.

Na óptica de Gabriel Cangueza, independentemente da alienação dos referidos 51 por cento das acções da ENSA, os restantes 49% poderão ser uma boa fasquia para o Estado ganhar mais, pois prevê-se que os privados gerem da melhor maneira as empresas, aplicando todos as boas práticas de gestão e administração corporativa.

"Aqui falo do controlo interno, que é auditoria, compliance e o risco", citou.

O presidente da Comissão Executiva da Academia de Seguros e Fundos de Pensões explicou, entretanto, que na segunda fase do concurso, reservada ao processo de adjudicação, será novamente solicitada aos candidatos a apresentação das propostas, assim como será feita uma análise e avaliação das mesmas.

De seguida, acrescentou Gabriel Cangueza, o júri elaborará um relatório preliminar, acontecendo que depois seguir-se-ão a audiência prévia e o relatório final. “E só assim é que estarão todas as condições criadas para a respectiva adjudicação e, por último, o acto de celebração do contrato com o vencedor".

Ainda sobre o anúncio pelo IGAPE- Instituto de Gestão da dos Activos do Estado, sobre a  primeira fase da privatização da ENSA-Seguros de Angola, em cerca de 51% do capital social, vem formalizar, no seu  ponto de vista, uma pré-escolha que os responsáveis da venda tomaram.

Para o CEO da ASFP, a modalidade do concurso limitado por prévia qualificação deve obedecer duas fases, tendo a primeira a ver com a qualificação e a segunda com a adjudicação.

“Na primeira fase exige-se  que os organizadores enviem o anúncio para a publicação e a sua aplicação; esclarecimento e rectificação das peças do procedimento; apresentação das candidaturas; e qualificação das candidaturas que tem a ver com o relatório preliminar elaborado pela júri do procedimento.

Haverá ainda uma audiência prévia e de seguida o relatório e a decisão final.

"No meu entender, 30 dias poderão não ser suficientes para todos os interessados estarem preparados para o envio da candidatura e o pagamento dos 10% do valor do capital social", expressou.

Para este programa, o Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado conta com apoio do Banco Millennium Atlântico S.A., em parceria com o Millennium Investment Banking, área de banca de investimento do Banco Comercial Português, S.A., como assessores financeiros para a execução desta primeira fase.

A ENSA é a principal empresa do sector segurador em Angola e está presente no mercado há mais de 43 anos. Desde 2000, num mercado mais liberalizado e com maior concorrência, a companhia mantém-se firme, com uma quota de mercado de 37 por cento fixada em 2020.