Excesso de burocracia retarda exportação de rochas ornamentais

  • Mina de exploração de rochas ornamentais da Hipermaquinas na Huíla
Lubango – A exportação de rochas ornamentais em Angola tem sido geralmente retardada devido ao excesso de burocracia na cadeia de escoamento deste produto ao exterior do país, considerou Elias Cipriano, director de produção da empresa mineira Hipermáquinas, localizada no município da Chibia, na Huíla.

Ao falar à imprensa segunda-feira última, no município da Chibia, província da Huíla, o gestor afirmou que, com a morosidade que se leva para exportar as rochas ornamentais, em particular, o país perde a possibilidade de arrecadar divisas no curto espaço de tempo.

Avançou que, além de inibir a exploração mineira, o excesso de burocracia também coloca em causa a credibilidade das empresas exportadoras angolanas junto dos clientes, que muitas vezes “não entendem os motivos de tanta demora” para receberem um determinado produto de Angola, tendo em conta a celeridade de outros países africanos.

Segundo o responsável, que falava no âmbito da segunda fase da jornada de campo sobre as potencialidades do sector mineiro angolano, que está a ser feita por um grupo de jornalistas, é necessário que se melhore rapidamente o actual cenário, para evitar a fuga dos potenciais clientes de rochas ornamentais.

Exemplificou que para exportar um bloco de granito negro de 28 toneladas, pode-se levar três meses até chegar ao destinatário, período considerado longo quer para o produtor, quer para o cliente.   

“Angola não é o único país africano a exportar este mineiro, por isso urge a necessidade de se reduzir o tempo de espera e o número de instituições concorem para processar uma determinada exportação, com vista a materializar o ambicioso Programa de Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), em vigor desde 2018, no país”, alertou.

Com uma concessão mineira de 50 hectares, para serem explorados em mais cem anos, a mina da Hipermáquinas Angola tem capacidade para explorar 800 blocos de granito negro por mês, mas apenas 30 por cento desta produção é exportada, devido ao excesso de burocracia, agravado com a pandemia da Covid-19.

Paralelamente ao excesso de burocracia na exportação, o responsável apontou também a falta de energia eléctrica e de água da rede pública nas regiões mineiras, como factores que têm elevado os custos de exploração da empresa.

Em média, a empresa gasta cerca de quatrocentos mil kwanzas (Kz 400.000) por dia, com a compra de gasóleo para abastecer os dois geradores que sustentam a mina/pedreira de rochas ornamentais.

Para evitar custos avultados com a electricidade, Elias Cipriano solicita a instalação de uma rede de transporte de energia eléctrica pública às zonas de exploração, visando minimizar as despesas de produção.  

Além da falta de energia eléctrica da rede pública, a Hipermáquinas Angola também depende da água de caminhões cisternas, captadas a mais de 30 quilómetros da mina.

Elias Cipriano explicou que o preço de um caminhão cisterna pode rondar os cerca de 200 mil dólares, e que a actividade da empresa exige o consumo de pelo menos 60.000 litros de água/dia, utilizados essencialmente no corte das rochas e irrigar a zona de exploração.

Apesar desses entraves, o responsável reconheceu, por outro lado, o engajamento e a participação do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, bem como do Governo Provincial no processo de melhorias da actividade mineira no país.

Entretanto, apela o envolvimento de outros órgãos do Estado para superar o mais rápido possível as lacunas existentes neste sector, com vista a dinamizar cada vez mais a exploração e exportação dos mineiros.

Situada a mais de 40 quilómetros da cidade do Lubango (Huíla), a Hipermáquinas emprega 320 trabalhadores, divididos em dois turnos.

Durante cinco dias, um grupo de oito profissionais da Comunicação Social, entre jornalistas e repórteres de imagem, vai reportar a actual realidade da actividade geológica das principais empresas transformadoras das rochas ornamentais das províncias da Huíla e Namibe, um mês depois de radiografarem o subsector diamantífero do Leste de Angola (Lunda Norte e Lunda Sul).

A jornada de campo às regiões mineiras do país, que serve para fazer um diagnóstico real da actividade geológica e os investimentos em perspectivas neste sector em tempos de pandemia da Covid-19, também prevê abranger as províncias de Malanje, Cuanza Norte, Bengo, Uíge, Cuanza Sul, Huambo e Bié.

A iniciativa é da “Revista Angola Minas”, com apoio institucional do Ministério dos Recursos Minerais,  Petróleo e Gás (MIREMPET) e empresas mineiras.

 

Ao falar à imprensa segunda-feira última, no município da Chibia, província da Huíla, o gestor afirmou que, com a morosidade que se leva para exportar as rochas ornamentais, em particular, o país perde a possibilidade de arrecadar divisas no curto espaço de tempo.

Avançou que, além de inibir a exploração mineira, o excesso de burocracia também coloca em causa a credibilidade das empresas exportadoras angolanas junto dos clientes, que muitas vezes “não entendem os motivos de tanta demora” para receberem um determinado produto de Angola, tendo em conta a celeridade de outros países africanos.

Segundo o responsável, que falava no âmbito da segunda fase da jornada de campo sobre as potencialidades do sector mineiro angolano, que está a ser feita por um grupo de jornalistas, é necessário que se melhore rapidamente o actual cenário, para evitar a fuga dos potenciais clientes de rochas ornamentais.

Exemplificou que para exportar um bloco de granito negro de 28 toneladas, pode-se levar três meses até chegar ao destinatário, período considerado longo quer para o produtor, quer para o cliente.   

“Angola não é o único país africano a exportar este mineiro, por isso urge a necessidade de se reduzir o tempo de espera e o número de instituições concorem para processar uma determinada exportação, com vista a materializar o ambicioso Programa de Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), em vigor desde 2018, no país”, alertou.

Com uma concessão mineira de 50 hectares, para serem explorados em mais cem anos, a mina da Hipermáquinas Angola tem capacidade para explorar 800 blocos de granito negro por mês, mas apenas 30 por cento desta produção é exportada, devido ao excesso de burocracia, agravado com a pandemia da Covid-19.

Paralelamente ao excesso de burocracia na exportação, o responsável apontou também a falta de energia eléctrica e de água da rede pública nas regiões mineiras, como factores que têm elevado os custos de exploração da empresa.

Em média, a empresa gasta cerca de quatrocentos mil kwanzas (Kz 400.000) por dia, com a compra de gasóleo para abastecer os dois geradores que sustentam a mina/pedreira de rochas ornamentais.

Para evitar custos avultados com a electricidade, Elias Cipriano solicita a instalação de uma rede de transporte de energia eléctrica pública às zonas de exploração, visando minimizar as despesas de produção.  

Além da falta de energia eléctrica da rede pública, a Hipermáquinas Angola também depende da água de caminhões cisternas, captadas a mais de 30 quilómetros da mina.

Elias Cipriano explicou que o preço de um caminhão cisterna pode rondar os cerca de 200 mil dólares, e que a actividade da empresa exige o consumo de pelo menos 60.000 litros de água/dia, utilizados essencialmente no corte das rochas e irrigar a zona de exploração.

Apesar desses entraves, o responsável reconheceu, por outro lado, o engajamento e a participação do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, bem como do Governo Provincial no processo de melhorias da actividade mineira no país.

Entretanto, apela o envolvimento de outros órgãos do Estado para superar o mais rápido possível as lacunas existentes neste sector, com vista a dinamizar cada vez mais a exploração e exportação dos mineiros.

Situada a mais de 40 quilómetros da cidade do Lubango (Huíla), a Hipermáquinas emprega 320 trabalhadores, divididos em dois turnos.

Durante cinco dias, um grupo de oito profissionais da Comunicação Social, entre jornalistas e repórteres de imagem, vai reportar a actual realidade da actividade geológica das principais empresas transformadoras das rochas ornamentais das províncias da Huíla e Namibe, um mês depois de radiografarem o subsector diamantífero do Leste de Angola (Lunda Norte e Lunda Sul).

A jornada de campo às regiões mineiras do país, que serve para fazer um diagnóstico real da actividade geológica e os investimentos em perspectivas neste sector em tempos de pandemia da Covid-19, também prevê abranger as províncias de Malanje, Cuanza Norte, Bengo, Uíge, Cuanza Sul, Huambo e Bié.

A iniciativa é da “Revista Angola Minas”, com apoio institucional do Ministério dos Recursos Minerais,  Petróleo e Gás (MIREMPET) e empresas mineiras.