Incapacidade de absorção de divisas influencia equilíbrio da taxa de câmbio 

  • Dinheiro Antigo
Luanda - O Banco Nacional de Angola (BNA) prevê que a taxa de câmbio do kwanza face ao Dólar e ao Euro se mantenha estável, até pelo menos os próximos três meses, uma tendência que está a ser influenciada pela oferta de divisas que o mercado está com dificuldades de absorver e outros factores.

Até ao final de 2020, a taxa de câmbio do Kwanza, a comparar com o dólar norte-americano, evoluiu ao equilíbrio, período em que se observou uma desaceleração da sua depreciação, tendo estabilizado no início de Novembro em torno de USD/AOA 650,00, valor que prevalece, apesar de algumas ligeiras oscilações.

No mercado informal, nos dois primeiros meses de 2021, de acordo com dados do BNA de 22 de Fevereiro, o diferencial cambial manteve-se com a trajectória de decréscimo, fixando-se, actualmente, em 10,56% e 5,76%,  para o dólar americano e Euro, respectivamente.

O registo de mais oferta de divisas no mercado foi bem notória no mês de Fevereiro, deste ano, período em que houve a tendência de existir uma oferta da qual o mercado não teve capacidade de absorver, quer nas sessões do Tesouro Nacional quer do Banco Nacional de Angola, onde a capacidade de absorção registada foi entre 25% e 30%.

De acordo com a directora do Departamento do Mercado de Activos do Banco Central, Tânia Mendes, que esclarecia, nesta segunda-feira, algumas questões a jornalistas, após a apresentação do relatório da “Evolução do Mercado Cambial em 2020”, há registo de moeda estrangeira que não está a ser captada.

Na plataforma de negociação eletrônica da Bloomberg (FXGO), lançada em Abril de 2020, onde operadores bancários fazem as transações da moeda, também são visíveis os lances  para as vendas feitas pelos sectores do petrolífero e diamantifero, sem qualquer procura, segundo a gestora bancária.

Tudo isso, prosseguiu, no fundo sinaliza que existe uma oferta para a qual não há demanda, associada às restrições dos níveis de liquidez em moeda nacional e a estabilidade da tendência de apreciação da taxa de câmbio.

Nesta vertente, o  Banco Central estima que, nos próximos três meses, a tendência manter-se-á, e estima-se uma apreciação daquilo que é a taxa de câmbio.

Sobre o mesmo Equilíbrio, o responsável do Departamento de Estatística do BNA, Joel Futi, referiu que, até à data, “não há grandes receios para se estar a alarmar ou com alguns receios que se venha a ter grandes depreciações da moeda.

“Apesar de estar-se perante um mercado volátil e difícil de se prever o seu comportamento,   até hoje os factores que influênciam a taxa de câmbio estão favoráveis”, considderou.

Entretanto, o responsável referiu-se à evolução do preço do petróleo no mercado internacional, com uma tendência de aumento, bem como às campanhas massivas de vacinação nos países desenvolvidos, o que permitirá o levantamento das restrições e, consequentemente, a abertura das fábricas que vão precisar de crude.

“O câmbio está estável e, até hoje, tudo indica que, caso não houver situações contrárias ou de surpresas, será mantida a estabilidade”, vaticinou.

Nos anos de 2017 e 2018, o Bano Nacional de Angola não vendeu dólares no mercado, mas sim Euros, porque a relação de correspondência com os bancos americanos foi suspensa, numa decisão tomada pelo Tesouro Americano.

Por esta razão, o Banco Central teve de direccionar a sua actuação no mercado cambial, em termos da moeda Euporeia, o Euro, que estava disponível.

Com a normalização da situação, sobretudo agora que as relações de correspondência estão a ser retomadas, a situação voltou como normal, estando o Dólar como moeda de referência.

Até ao final de 2020, a taxa de câmbio do Kwanza, a comparar com o dólar norte-americano, evoluiu ao equilíbrio, período em que se observou uma desaceleração da sua depreciação, tendo estabilizado no início de Novembro em torno de USD/AOA 650,00, valor que prevalece, apesar de algumas ligeiras oscilações.

No mercado informal, nos dois primeiros meses de 2021, de acordo com dados do BNA de 22 de Fevereiro, o diferencial cambial manteve-se com a trajectória de decréscimo, fixando-se, actualmente, em 10,56% e 5,76%,  para o dólar americano e Euro, respectivamente.

O registo de mais oferta de divisas no mercado foi bem notória no mês de Fevereiro, deste ano, período em que houve a tendência de existir uma oferta da qual o mercado não teve capacidade de absorver, quer nas sessões do Tesouro Nacional quer do Banco Nacional de Angola, onde a capacidade de absorção registada foi entre 25% e 30%.

De acordo com a directora do Departamento do Mercado de Activos do Banco Central, Tânia Mendes, que esclarecia, nesta segunda-feira, algumas questões a jornalistas, após a apresentação do relatório da “Evolução do Mercado Cambial em 2020”, há registo de moeda estrangeira que não está a ser captada.

Na plataforma de negociação eletrônica da Bloomberg (FXGO), lançada em Abril de 2020, onde operadores bancários fazem as transações da moeda, também são visíveis os lances  para as vendas feitas pelos sectores do petrolífero e diamantifero, sem qualquer procura, segundo a gestora bancária.

Tudo isso, prosseguiu, no fundo sinaliza que existe uma oferta para a qual não há demanda, associada às restrições dos níveis de liquidez em moeda nacional e a estabilidade da tendência de apreciação da taxa de câmbio.

Nesta vertente, o  Banco Central estima que, nos próximos três meses, a tendência manter-se-á, e estima-se uma apreciação daquilo que é a taxa de câmbio.

Sobre o mesmo Equilíbrio, o responsável do Departamento de Estatística do BNA, Joel Futi, referiu que, até à data, “não há grandes receios para se estar a alarmar ou com alguns receios que se venha a ter grandes depreciações da moeda.

“Apesar de estar-se perante um mercado volátil e difícil de se prever o seu comportamento,   até hoje os factores que influênciam a taxa de câmbio estão favoráveis”, considderou.

Entretanto, o responsável referiu-se à evolução do preço do petróleo no mercado internacional, com uma tendência de aumento, bem como às campanhas massivas de vacinação nos países desenvolvidos, o que permitirá o levantamento das restrições e, consequentemente, a abertura das fábricas que vão precisar de crude.

“O câmbio está estável e, até hoje, tudo indica que, caso não houver situações contrárias ou de surpresas, será mantida a estabilidade”, vaticinou.

Nos anos de 2017 e 2018, o Bano Nacional de Angola não vendeu dólares no mercado, mas sim Euros, porque a relação de correspondência com os bancos americanos foi suspensa, numa decisão tomada pelo Tesouro Americano.

Por esta razão, o Banco Central teve de direccionar a sua actuação no mercado cambial, em termos da moeda Euporeia, o Euro, que estava disponível.

Com a normalização da situação, sobretudo agora que as relações de correspondência estão a ser retomadas, a situação voltou como normal, estando o Dólar como moeda de referência.