Kaissaca e Vila Branca dinamizam produção do café em Caluquembe

Lubango – Pelo menos 200 famílias camponesas das localidades de Kaissaca e Vila Branca, no município de Caluquembe, na província da Huíla, começaram hoje (terça-feira), a beneficiar de cinco mil e 580 mudas de café arábica, para dinamizar a produção na região, numa iniciativa do Instituto Nacional de Café de ANGOLA (INCA).

Em entrevista hoje à Angop, o chefe da brigada técnica (INCA) de Caluquembe, Henriques Chivinda, disse que o clima e altitude do município favorece a produção da espécie arábica, embora estejam mais acostumados a produzir o tipo robusta.

Precisou que antes da chegada das mudas, tiveram de fazer o levantamento de algumas famílias de Kaissaca e Vila Branca, pois as plantas vão ser entregues por grupos familiares para que não haja desculpas no fim do prazo de produção, pois quando são atribuídos por associações, cada um culpabiliza o outro pelo insucesso.

Na circunscrição, apontou igualmente as localidades de Calepi, Negola e Sandula como outras seleccionadas para a implementação dos projectos da cultura do café melhorado.

A produção do café em Caluquembe já foi elavada, nos seus tempos áureos, entre 1973 e 1974, a safra chegou a cem toneladas por época, mas com a chegada da independência houve uma decadência, porque os nativos empreenderam uma ruptura “completa” com tudo que tinha a ver com os colonos e o café foi prejudicado.

A retoma da produção do café aconteceu apenas em 2008, através de uma ONG angolana Mafiko, com financiamento alemão que voltou a impulsionar à produção.

Actualmente produz-se o café na área de Kaissaca, Vihonga, Calepi e Vila Branca, onde estão em viveiro mais de 500 mil mudas.

Em Caconda, apenas este ano, após 45 anos depois, vão colher a primeira safra de café arábica, em Caluquembe, fruto de incentivos do actual governador da Huíla, Luís Nunes, que mandou comprar as sementes e as distribuiu a dez cafeicultores que abraçaram o projecto nas comunas sede e do Cusse.

A história do aparecimento do café em Angola, confunde-se com a dos municípios de Caluquembe e de Caconda, a 230 e 193 quilómetros a norte do Lubango, Huíla, que decidiram experimentar o cultivo do produto por volta de 1886, quando em algumas partes do mundo, sobretudo no mundo árabe, era passível de pena de morte a coberto de uma “lei seca”, já que tinha a fama de embebedar, tal é o significado árabe do seu conceito.

A Empresa de Exportação do Café, a Cafangol, é a principal interessada pelo produto de Caluquembe. Há dois anos assinou um contrato-promessa com os produtores para adquirir a produção anual fixada em 15 toneladas.

Ao produto de Caluquembe estão igualmente interessados outros compradores, como o grupo Café Delta que têm vindo solicitar a compra, cujo preço custa entre 500 a 600 Kz, mas nos corredores há quem procure o produto por mil Kz, “hipnotizados” pelo aroma da espécie arábica, cuja cafeína chama até a atenção até da indústria farmacêutica que usa em certos xaropes.

 

 

Em entrevista hoje à Angop, o chefe da brigada técnica (INCA) de Caluquembe, Henriques Chivinda, disse que o clima e altitude do município favorece a produção da espécie arábica, embora estejam mais acostumados a produzir o tipo robusta.

Precisou que antes da chegada das mudas, tiveram de fazer o levantamento de algumas famílias de Kaissaca e Vila Branca, pois as plantas vão ser entregues por grupos familiares para que não haja desculpas no fim do prazo de produção, pois quando são atribuídos por associações, cada um culpabiliza o outro pelo insucesso.

Na circunscrição, apontou igualmente as localidades de Calepi, Negola e Sandula como outras seleccionadas para a implementação dos projectos da cultura do café melhorado.

A produção do café em Caluquembe já foi elavada, nos seus tempos áureos, entre 1973 e 1974, a safra chegou a cem toneladas por época, mas com a chegada da independência houve uma decadência, porque os nativos empreenderam uma ruptura “completa” com tudo que tinha a ver com os colonos e o café foi prejudicado.

A retoma da produção do café aconteceu apenas em 2008, através de uma ONG angolana Mafiko, com financiamento alemão que voltou a impulsionar à produção.

Actualmente produz-se o café na área de Kaissaca, Vihonga, Calepi e Vila Branca, onde estão em viveiro mais de 500 mil mudas.

Em Caconda, apenas este ano, após 45 anos depois, vão colher a primeira safra de café arábica, em Caluquembe, fruto de incentivos do actual governador da Huíla, Luís Nunes, que mandou comprar as sementes e as distribuiu a dez cafeicultores que abraçaram o projecto nas comunas sede e do Cusse.

A história do aparecimento do café em Angola, confunde-se com a dos municípios de Caluquembe e de Caconda, a 230 e 193 quilómetros a norte do Lubango, Huíla, que decidiram experimentar o cultivo do produto por volta de 1886, quando em algumas partes do mundo, sobretudo no mundo árabe, era passível de pena de morte a coberto de uma “lei seca”, já que tinha a fama de embebedar, tal é o significado árabe do seu conceito.

A Empresa de Exportação do Café, a Cafangol, é a principal interessada pelo produto de Caluquembe. Há dois anos assinou um contrato-promessa com os produtores para adquirir a produção anual fixada em 15 toneladas.

Ao produto de Caluquembe estão igualmente interessados outros compradores, como o grupo Café Delta que têm vindo solicitar a compra, cujo preço custa entre 500 a 600 Kz, mas nos corredores há quem procure o produto por mil Kz, “hipnotizados” pelo aroma da espécie arábica, cuja cafeína chama até a atenção até da indústria farmacêutica que usa em certos xaropes.