Macambira wafu… e agora? 

  • Antigo espaço do mercado de Macambira
Luanda – No dia 19 de Agosto de 2013, com muita nostalgia, testemunhei o começo do processo de demolição da antiga Fábrica Imperial de Borracha (FIB), vulgo Macambira. 

Por Moisés da Silva 

O derrube daquele activo, um dos mais históricos do até então município do Rangel, ocorreu numa altura em que decidi visitar familiares, vizinhos e amigos de longo tempo na Vila Alice, momento este ainda marcado na minha mente, volvidos vários anos. 

A admiração não reside na demolição em si, até porque já previa que a infra-estrutura conheceria este destino, face aos argumentos do Ministério do Comércio, que justificou a transferência dos ocupantes do espaço com a necessidade de reorganizar a rede comercial. 

À época, como natural da Vila Alice, habituado a viver em zonas seguras e distante de arruaças, aplaudi a medida, porque viria pôr fim à confusão verificada diariamente (com excepção dos Domingos) nos arredores, com forte influência no trânsito automóvel. 

Todavia, conforme a lei da vida, onde há sangria, uns acabam prejudicados e outros beneficiados. E para o caso da Macambira, os “penalizados” foram ou acabaram sendo, principalmente, os comerciantes, roboteiros e lavadores de carro. 

Felizes saíram, sem dúvidas, os automobilistas, transeuntes e moradores das redondezas. 

Mas, como dizia, o grande motivo de estupefacção não foi a demolição. 

Afinal, o mediatismo no início dos trabalhos permitiu que, quatro dias após o fim do ultimato para a retirada do pessoal (15 de Agosto), homens e máquinas (em número elevado) começassem a transformar a histórica Macambira” em escombros. 

Em menos de 10 dias, estava o então empreendimento destruído a 80 por cento, ao ponto de, actualmente, a partir da casa onde nasci (152 B), na rua Eugénio de Castro, conseguir ver a porta da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima – São Domingos.

Por Moisés da Silva 

O derrube daquele activo, um dos mais históricos do até então município do Rangel, ocorreu numa altura em que decidi visitar familiares, vizinhos e amigos de longo tempo na Vila Alice, momento este ainda marcado na minha mente, volvidos vários anos. 

A admiração não reside na demolição em si, até porque já previa que a infra-estrutura conheceria este destino, face aos argumentos do Ministério do Comércio, que justificou a transferência dos ocupantes do espaço com a necessidade de reorganizar a rede comercial. 

À época, como natural da Vila Alice, habituado a viver em zonas seguras e distante de arruaças, aplaudi a medida, porque viria pôr fim à confusão verificada diariamente (com excepção dos Domingos) nos arredores, com forte influência no trânsito automóvel. 

Todavia, conforme a lei da vida, onde há sangria, uns acabam prejudicados e outros beneficiados. E para o caso da Macambira, os “penalizados” foram ou acabaram sendo, principalmente, os comerciantes, roboteiros e lavadores de carro. 

Felizes saíram, sem dúvidas, os automobilistas, transeuntes e moradores das redondezas. 

Mas, como dizia, o grande motivo de estupefacção não foi a demolição. 

Afinal, o mediatismo no início dos trabalhos permitiu que, quatro dias após o fim do ultimato para a retirada do pessoal (15 de Agosto), homens e máquinas (em número elevado) começassem a transformar a histórica Macambira” em escombros. 

Em menos de 10 dias, estava o então empreendimento destruído a 80 por cento, ao ponto de, actualmente, a partir da casa onde nasci (152 B), na rua Eugénio de Castro, conseguir ver a porta da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima – São Domingos.