Minas de Cassanguidi e Luembe iniciam produção este ano

  • Presidente do Conselho de Administração (PCA) da ENDIAMA, Ganga Júnior
  • Diamantes de Angola
Luanda - As minas diamantíferas de Cassanguidi e Luembe, na província da Lunda Norte, começam a produzir este ano, anunciou, nesta segunda-feira, o presidente do Conselho de Administração (PCA) da ENDIAMA, Ganga Júnior.

Sem avançar mais dados técnicos relativos às reservas e ao tempo de vida das minas, disse que a exploração vai aumentar os níveis de produção do mineral e as receitas fiscais do subsector dos diamantes na economia nacional e no Orçamento Geral do Estado (OGE), bem como reduzir os níveis de pobreza na região. 

Pretende-se, igualmente, aumentar a oferta de empregos no subsector dos diamantes, disse, à margem de um encontro com a delegação Belga da Antwerp World Diamond Center (AWDC).

Segundo Ganga Júnior, “pequenas minas vão contribuir para o aumento da produção”, numa fase em que se perspectiva também o início  da produção experimental da mina do Luaxe, uma das maiores de África.

“Estão igualmente em reestruturação o projecto Lunhinga (antigo Luó) e a mina de Camútue, que têm um bom potencial, estando a ENDIAMA a trabalhar para melhorar a prestação de ambas”, anunciou, garantindo que o garimpo de diamantes “está com os dias contados”.

Outras Minas recentes

A mina do Furi é um projecto que vai aumentar os níveis de arrecadação de receitas fiscais no subsector dos diamantes e contribuir para a redução do desemprego na região.

Deverá produzir, em média, 15 a 20 mil quilates/mês, podendo cada quilate ser comercializado a cerca de 300 Dólares, o que representará uma facturação na ordem dos cinco a seis milhões de Dólares/mês.

Estudos especializados indicam que o país está entre os principais produtores deste importante produto em África, quer em termos de quilates (4º lugar), quer em termos de valores (5º lugar).

Os diamantes representam, a par do petróleo, duas das principais fontes de receitas do Orçamento Geral do Estado, sendo que a sua exploração provém, em maioria (98 por cento), de depósitos de kimberlitos.
 
As principais áreas de extracção de diamantes em Angola ficam na região Leste do país, precisamente nas províncias da Lunda Norte e da Lunda Sul.
 
Dados oficiais apontam que Angola produziu, de Janeiro a Agosto deste ano, 5,3 milhões de quilates de diamantes, prevendo atingir, até  Dezembro, 8,3 milhões de quilates.

Em termos comparativos, isto representará quebra de 20 por cento em relação às projecções iniciais.

A gigante Luaxe

Por sua vez, a Mina de Luaxe foi descoberta em 2013, como resultado de um estudo para identificar o potencial diamantífero do país, realizado pela ENDIAMA e pela Alrosa, cuja pesquisa geológica aponta para reservas avaliadas em 350 milhões de quilates e uma vida útil de mineração de 30 anos.

Com potencial para produzir mais de 10 milhões de quilates/ano, com um valor estimado de 35 mil milhões de Dólares, a Mina do Luaxe é promissora, porque o kimberlito descoberto tem potencial para constar entre os maiores do mundo e para contribuir para o aumento das receitas do Estado.

A mina, que poderá gerar mais de mil postos de trabalho, entra em funcionamento pleno em finais de 2021 ou princípio de 2022, já com as centrais de tratamento e outras estruturas de apoia concluídas.

Enquanto isso, a produção de pequena escala será feita ainda este ano, com as estruturas da Sociedade Mineira de Catoca, que dista a 25 quilómetros da Mina do Luaxe.

Sem avançar mais dados técnicos relativos às reservas e ao tempo de vida das minas, disse que a exploração vai aumentar os níveis de produção do mineral e as receitas fiscais do subsector dos diamantes na economia nacional e no Orçamento Geral do Estado (OGE), bem como reduzir os níveis de pobreza na região. 

Pretende-se, igualmente, aumentar a oferta de empregos no subsector dos diamantes, disse, à margem de um encontro com a delegação Belga da Antwerp World Diamond Center (AWDC).

Segundo Ganga Júnior, “pequenas minas vão contribuir para o aumento da produção”, numa fase em que se perspectiva também o início  da produção experimental da mina do Luaxe, uma das maiores de África.

“Estão igualmente em reestruturação o projecto Lunhinga (antigo Luó) e a mina de Camútue, que têm um bom potencial, estando a ENDIAMA a trabalhar para melhorar a prestação de ambas”, anunciou, garantindo que o garimpo de diamantes “está com os dias contados”.

Outras Minas recentes

A mina do Furi é um projecto que vai aumentar os níveis de arrecadação de receitas fiscais no subsector dos diamantes e contribuir para a redução do desemprego na região.

Deverá produzir, em média, 15 a 20 mil quilates/mês, podendo cada quilate ser comercializado a cerca de 300 Dólares, o que representará uma facturação na ordem dos cinco a seis milhões de Dólares/mês.

Estudos especializados indicam que o país está entre os principais produtores deste importante produto em África, quer em termos de quilates (4º lugar), quer em termos de valores (5º lugar).

Os diamantes representam, a par do petróleo, duas das principais fontes de receitas do Orçamento Geral do Estado, sendo que a sua exploração provém, em maioria (98 por cento), de depósitos de kimberlitos.
 
As principais áreas de extracção de diamantes em Angola ficam na região Leste do país, precisamente nas províncias da Lunda Norte e da Lunda Sul.
 
Dados oficiais apontam que Angola produziu, de Janeiro a Agosto deste ano, 5,3 milhões de quilates de diamantes, prevendo atingir, até  Dezembro, 8,3 milhões de quilates.

Em termos comparativos, isto representará quebra de 20 por cento em relação às projecções iniciais.

A gigante Luaxe

Por sua vez, a Mina de Luaxe foi descoberta em 2013, como resultado de um estudo para identificar o potencial diamantífero do país, realizado pela ENDIAMA e pela Alrosa, cuja pesquisa geológica aponta para reservas avaliadas em 350 milhões de quilates e uma vida útil de mineração de 30 anos.

Com potencial para produzir mais de 10 milhões de quilates/ano, com um valor estimado de 35 mil milhões de Dólares, a Mina do Luaxe é promissora, porque o kimberlito descoberto tem potencial para constar entre os maiores do mundo e para contribuir para o aumento das receitas do Estado.

A mina, que poderá gerar mais de mil postos de trabalho, entra em funcionamento pleno em finais de 2021 ou princípio de 2022, já com as centrais de tratamento e outras estruturas de apoia concluídas.

Enquanto isso, a produção de pequena escala será feita ainda este ano, com as estruturas da Sociedade Mineira de Catoca, que dista a 25 quilómetros da Mina do Luaxe.