Economistas acreditam na baixa de preços

  • Interior de um supermercado
Luena – Economistas da província do Moxico defenderam, esta segunda-feira, no Luena, a adopção, pelo Executivo, de uma forte política cambial que valorize a moeda nacional, a fim de permitir a redução significativa dos preços dos principais produtos da cesta básica.

Em declarações à ANGOP, a propósito da suspensão, por 90 dias, do pagamento dos direitos aduaneiros de alguns produtos alimentares, o economista Isidoro Cassemene afirmou que a consolidação do regime cambial deve continuar, com a adopção de medidas de ajuste do coeficiente de reservas obrigatórias em moeda nacional.

Segundo o também professor de macroeconomia, é necessário remover as margens sobre a taxa de câmbio de referência praticada pelos bancos comerciais na comercialização de moeda estrangeira no mercado interbancário e aos seus clientes.

Isidoro Cassemene prevê que a medida de isenção do pagamento dos direitos aduaneiros adoptada pelo Executivo venha a mitigar, por curto período, os preços dos produtos da cesta básica e devolver o poder de compra dos consumidores.

"O problema da economia do país passa por melhorar o sistema cambial, com acções concretas", disse, advertindo, entretanto, que os benefícios da isenção temporária do pagamento dos direitos aduaneiros serão uma "medida temporária".

Por seu turno, o economista Waite Chipango, professor de metodologia de previsão económica e econometria, afirmou que não se pode isentar os direitos aduaneiros enquanto o processo de importação leva 30 a 45 dias.

Para este docente universitário, se não se reduzir o tempo de espera da mercadoria importada, os empresários que importarem os produtos dentro deste prazo da isenção poderão, eventualmente, voltar a praticar os preços actuais.

O também professor em Gestão Financeira recordou que a importação é mais cara com a taxa de câmbio actual do que os custos de confiscos, e recomendou ao Governo a flexibilizar a taxa de câmbio, dando valor ou aproximar o Kwanza face ao dólar norte-americano e outras moedas estrangeiras usadas para a aquisição de bens.

Enquanto isso, a economista Liudimila Calunga afirmou que as previsões económicas apontam mais para a recessão da economia angolana, por isso, a solução é apostar na produção interna, para angariar mais divisas e dar robustez à economia.

O comerciante Amedh Abdul apontou como solução a produção interna, porque dará mais oferta e, consequentemente, os preços dos produtos da cesta básica vão reduzir.

Já o empreendedor Isaac Amado defende mais apoio à agricultura como caminho para solidificar a economia do país.

 

 

 

Em declarações à ANGOP, a propósito da suspensão, por 90 dias, do pagamento dos direitos aduaneiros de alguns produtos alimentares, o economista Isidoro Cassemene afirmou que a consolidação do regime cambial deve continuar, com a adopção de medidas de ajuste do coeficiente de reservas obrigatórias em moeda nacional.

Segundo o também professor de macroeconomia, é necessário remover as margens sobre a taxa de câmbio de referência praticada pelos bancos comerciais na comercialização de moeda estrangeira no mercado interbancário e aos seus clientes.

Isidoro Cassemene prevê que a medida de isenção do pagamento dos direitos aduaneiros adoptada pelo Executivo venha a mitigar, por curto período, os preços dos produtos da cesta básica e devolver o poder de compra dos consumidores.

"O problema da economia do país passa por melhorar o sistema cambial, com acções concretas", disse, advertindo, entretanto, que os benefícios da isenção temporária do pagamento dos direitos aduaneiros serão uma "medida temporária".

Por seu turno, o economista Waite Chipango, professor de metodologia de previsão económica e econometria, afirmou que não se pode isentar os direitos aduaneiros enquanto o processo de importação leva 30 a 45 dias.

Para este docente universitário, se não se reduzir o tempo de espera da mercadoria importada, os empresários que importarem os produtos dentro deste prazo da isenção poderão, eventualmente, voltar a praticar os preços actuais.

O também professor em Gestão Financeira recordou que a importação é mais cara com a taxa de câmbio actual do que os custos de confiscos, e recomendou ao Governo a flexibilizar a taxa de câmbio, dando valor ou aproximar o Kwanza face ao dólar norte-americano e outras moedas estrangeiras usadas para a aquisição de bens.

Enquanto isso, a economista Liudimila Calunga afirmou que as previsões económicas apontam mais para a recessão da economia angolana, por isso, a solução é apostar na produção interna, para angariar mais divisas e dar robustez à economia.

O comerciante Amedh Abdul apontou como solução a produção interna, porque dará mais oferta e, consequentemente, os preços dos produtos da cesta básica vão reduzir.

Já o empreendedor Isaac Amado defende mais apoio à agricultura como caminho para solidificar a economia do país.