Fomento e transformação da mandioca em Angola - ministro

  • Ministro da Indústria e Comércio, Victor Fernandes, discursa na II Reunião do Comité de Pilotagem
Luanda - O Parque Industrial de Cacuso, em Malanje, vai servir de experiência piloto no fomento e transformação da mandioca em Angola, anunciou, nesta quarta-feira, o ministro da Indústria e Comércio, Victor Fernandes.

A iniciativa do Ministério da Indústria e Comércio resulta de estudos desenvolvidos pelo Instituto de Desenvolvimento Industrial de Angola (IDIA) e a Direcção Nacional da Indústria, que atribuem grande potencialidade e condições favoráveis à região para o arranque do projecto.

O ministro, que falava na abertura do Webinar Internacional sobre "Oportunidades e Desafios na Cadeia de Valores da Mandioca em Angola", justifica a escolha do município de Cacuso, pela sua posição geográfica e condições de infra-estruturação existentes.

O país, de acordo com Victor Fernandes, tem grande potencial de cultivo da mandioca, com uma produção acima de 10 milhões de toneladas por ano, colocando-se, assim, em terceiro lugar, atrás da Nigéria e dos Camarões.

Victor Fernandes lembrou que o país está no TOP 15 dos maiores produtores mundiais, tendo, por isso, uma grande oportunidade para que possa aumentar a sua produção nos próximos anos e aproveitar, de modo eficiente, a utilização dos seus derivados através da transformação industrial.

"Hoje num contexto mais elaborado, temos de lançar as mãos ao trabalho e estabelecer um plano nacional de aproveitamento da cadeia de valor da mandioca", sublinhou o governante, referindo que o consumo do produto em Angola resume-se apenas a sua transformação em farinha de bombó e de musseque (farinha torrada).

Desta feita, o sector definiu um programa específico para o aproveitamento da mandioca, através da sua promoção, bem como incentivos à compra, transformação e consumo dos vários produtos e seus derivados.

Mercado global movimenta USD quatro biliões 

Por sua vez, o secretário de Estado da Agricultura, João Bartolomeu da Cunha, disse que a indústria da mandioca, ao nível do mundo, movimenta, anualmente, mais de quatro biliões de dólares, sendo que, em Angola, os seus factores produtivos podem ser aproveitados na produção de farinha da mandioca, derivados para a indústria cervejeira, saúde (xaropes), bem como a grande utilidade na indústria alimentar, entre outros interesses.

A comissária da União Africana para Agricultura e Desenvolvimento Rural, Josefa Sacko, disse, neste fórum, que Angola tem a oportunidade de inscrever o seu nome no continente na produção e transformação da mandioca, em vários produtos, à semelhança da Nigéria, o maior produtor em África.

Já a representante da FAO em Angola, Gherda Barreto, referiu que o país pode também ganhar com a introdução da mandioca na merenda escolar, além de usufruir de todas as suas utilidades para o desenvolvimento da indústria alimentar, saúde e outras utilidades.

Disse que Angola tem ainda uma oportunidade para integração de pequenos produtores, com pequenas lavras, para que a mesma possa gerar rentabilidades para as famílias e, consequentemente, o grau de empregabilidade.

Na ocasião, o director do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), David Tunga, disse que a meta das autoridades agrícolas é atingir 25 milhões de toneladas, nos próximos cinco anos.

Quanto a indicadores produtivos em Angola, referiu que a região Norte do país se destaca na produção da mandioca, com 66 porcento do global. 

De modo geral, em todo o território nacional há cultivo da mandioca, com destaque para as províncias do Uíge, Malanje, Moxico e Lunda Sul.

Empresas com foco no aproveitamento deste tubérculo, no Brasil e na Argentina, também partilham as suas experiências neste fórum internacional.

A iniciativa do Ministério da Indústria e Comércio resulta de estudos desenvolvidos pelo Instituto de Desenvolvimento Industrial de Angola (IDIA) e a Direcção Nacional da Indústria, que atribuem grande potencialidade e condições favoráveis à região para o arranque do projecto.

O ministro, que falava na abertura do Webinar Internacional sobre "Oportunidades e Desafios na Cadeia de Valores da Mandioca em Angola", justifica a escolha do município de Cacuso, pela sua posição geográfica e condições de infra-estruturação existentes.

O país, de acordo com Victor Fernandes, tem grande potencial de cultivo da mandioca, com uma produção acima de 10 milhões de toneladas por ano, colocando-se, assim, em terceiro lugar, atrás da Nigéria e dos Camarões.

Victor Fernandes lembrou que o país está no TOP 15 dos maiores produtores mundiais, tendo, por isso, uma grande oportunidade para que possa aumentar a sua produção nos próximos anos e aproveitar, de modo eficiente, a utilização dos seus derivados através da transformação industrial.

"Hoje num contexto mais elaborado, temos de lançar as mãos ao trabalho e estabelecer um plano nacional de aproveitamento da cadeia de valor da mandioca", sublinhou o governante, referindo que o consumo do produto em Angola resume-se apenas a sua transformação em farinha de bombó e de musseque (farinha torrada).

Desta feita, o sector definiu um programa específico para o aproveitamento da mandioca, através da sua promoção, bem como incentivos à compra, transformação e consumo dos vários produtos e seus derivados.

Mercado global movimenta USD quatro biliões 

Por sua vez, o secretário de Estado da Agricultura, João Bartolomeu da Cunha, disse que a indústria da mandioca, ao nível do mundo, movimenta, anualmente, mais de quatro biliões de dólares, sendo que, em Angola, os seus factores produtivos podem ser aproveitados na produção de farinha da mandioca, derivados para a indústria cervejeira, saúde (xaropes), bem como a grande utilidade na indústria alimentar, entre outros interesses.

A comissária da União Africana para Agricultura e Desenvolvimento Rural, Josefa Sacko, disse, neste fórum, que Angola tem a oportunidade de inscrever o seu nome no continente na produção e transformação da mandioca, em vários produtos, à semelhança da Nigéria, o maior produtor em África.

Já a representante da FAO em Angola, Gherda Barreto, referiu que o país pode também ganhar com a introdução da mandioca na merenda escolar, além de usufruir de todas as suas utilidades para o desenvolvimento da indústria alimentar, saúde e outras utilidades.

Disse que Angola tem ainda uma oportunidade para integração de pequenos produtores, com pequenas lavras, para que a mesma possa gerar rentabilidades para as famílias e, consequentemente, o grau de empregabilidade.

Na ocasião, o director do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), David Tunga, disse que a meta das autoridades agrícolas é atingir 25 milhões de toneladas, nos próximos cinco anos.

Quanto a indicadores produtivos em Angola, referiu que a região Norte do país se destaca na produção da mandioca, com 66 porcento do global. 

De modo geral, em todo o território nacional há cultivo da mandioca, com destaque para as províncias do Uíge, Malanje, Moxico e Lunda Sul.

Empresas com foco no aproveitamento deste tubérculo, no Brasil e na Argentina, também partilham as suas experiências neste fórum internacional.