Preço do granito “Negro Angola” baixa para USD 500

  • Granito Negro, pronto a ser exportado
Lubango – O preço de cada metro cúbico do granito negro angolano, denominado “Negro Angola”, um dos minérios mais procurados no mundo, baixou para cerca de 500 dólares americanos, no mercado internacional, devido à exportação indevida de outras rochas ornamentais, sem a observância da qualidade exigida pelo mercado externo.

Em função da sua raridade e qualidade, o “Negro Angola” é um dos poucos granitos que, há cerca de seis anos, era exportado de Angola para os diversos países do mundo ao preço que rondava entre 1.200 a 1.600 dólares, recordou esta quinta-feira, na Huíla (Lubango), o director da empresa mineira Granisul, José Dias. 

Em declarações à imprensa, no âmbito da segunda fase da radiografia sobre as potencialidades do sector mineiro nacional, que está a ser feito por um grupo de jornalistas angolanos, o responsável justificou que, actualmente, o preço desse mineiro baixou muito no exterior do país, porque algumas empresas nacionais “não respeitaram, nem valorizaram” a marca do produto nacional. 

Denunciou a existência de empresários que exportam de qualquer maneira todo tipo de rochas (primeira, segunda e terceira classe/categoria), sem primar pela qualidade exigida pelo mercado internacional. 

“No passado, havia poucos exportadores de granito Negro Angola, facto que facilitava o escoamento do verdadeiro mineiro, mas, com o decorrer do tempo, alguns empresários entraram para o negócio com objectivo de exportar dividendos, comprando localmente o produto em kwanzas para vender em dólares no exterior, com vista a obter divisas”, denunciou. 

A fonte afirmou ainda que algumas vezes as empresas tiveram de criar nomes fictícios para esconder a exportação do Negro Angola, tendo em conta a discredibilidade que o mineiro angolano tem no mercado externo. 

Perante essas “falcatruas”, afirmou, a Granisul prefere vender a sua produção no mercado interno, apesar de ter capacidade produtiva para exportação. 

Segundo José Dias, o país possui cerca de 11 variantes do Negro Angola, que devem ser analisadas/testadas em laboratórios, antes de serem exportadas, visando apurar a qualidade do mineiro. 

Conforme o director, a falta de fiscalização e controlo no processo de exportação de rochas ornamentais (blocos de granito bruto) “abre portas” para muitas empresas escoarem este mineral ao exterior do país, sem cumprir com os padrões de qualidade internacional. 

Para reverte esse dilema e resgatar o real valor das rochas angolanas no mercado externo, José Dias aponta a necessidade de haver uma entidade para regular e certificar a qualidade dos blocos de granito a ser exportado, tal como foi feito com subsector dos diamantes. 

Avançou ainda a necessidade do Negro Angola ter uma identidade própria ou um DNA certificado e reconhecido a nível do mundo, para que “não seja confundido” com o granito, por exemplo, do Zimbabwe, que tem algumas semelhanças com o de Angola. 

Para pôr fim às más práticas de algumas empresas do sector mineiro, o Governo angolano já colocou em funcionamento três laboratórios de geociência, instalados no Instituto Geológico de Angola, sendo um em Luanda ( na Centralidade do Kilamba), para atender as necessidades da região norte, um na Lunda Sul (Saurimo), para a região leste, e outro na Húila (Lubango), para a região sul. 

A par desses laboratórios, que têm, entre várias missões, analisar e certificar a qualidade das rochas ornamentais, criou-se também, em 2020, a Agência Nacional de Recursos Minerais (ANRM), com objetivo de reorganizar este sector e eliminar os conflitos de interesse, assim como aumentar a transparência nos actos e procedimentos relativos ao acesso e à outorga de direitos mineiros. 

Além de explorar as rochas ornamentais, a Granisul também possui uma fábrica de transformação de rochas ornamentais, com capacidade instalada de produção de 12 mil metros quadrados de material serrado e polido por mês. 

Devido à crise financeira, iniciada em 2014 e agravada pela pandemia da Covid-19, a unidade fabril funciona apenas a 12 por cento da sua capacidade, o que representa cerca de 800 mil metros quadrados/semana. 

Inaugurada em 10 de Novembro de 2010, a mineira angolana extrai das rochas ornamentais brutas materiais de construção civil, como mosaico, degraus, balcões de cozinha, entre outras, contando com uma mão-de-obra de 96 trabalhadores. 

Situada a cerca de 12 quilómetros da cidade do Lubango, província da Huíla, a empresa tem em funcionamento duas pedreiras/minas de exploração, sendo uma na Huíla e outra no Namibe. 

Em função da sua raridade e qualidade, o “Negro Angola” é um dos poucos granitos que, há cerca de seis anos, era exportado de Angola para os diversos países do mundo ao preço que rondava entre 1.200 a 1.600 dólares, recordou esta quinta-feira, na Huíla (Lubango), o director da empresa mineira Granisul, José Dias. 

Em declarações à imprensa, no âmbito da segunda fase da radiografia sobre as potencialidades do sector mineiro nacional, que está a ser feito por um grupo de jornalistas angolanos, o responsável justificou que, actualmente, o preço desse mineiro baixou muito no exterior do país, porque algumas empresas nacionais “não respeitaram, nem valorizaram” a marca do produto nacional. 

Denunciou a existência de empresários que exportam de qualquer maneira todo tipo de rochas (primeira, segunda e terceira classe/categoria), sem primar pela qualidade exigida pelo mercado internacional. 

“No passado, havia poucos exportadores de granito Negro Angola, facto que facilitava o escoamento do verdadeiro mineiro, mas, com o decorrer do tempo, alguns empresários entraram para o negócio com objectivo de exportar dividendos, comprando localmente o produto em kwanzas para vender em dólares no exterior, com vista a obter divisas”, denunciou. 

A fonte afirmou ainda que algumas vezes as empresas tiveram de criar nomes fictícios para esconder a exportação do Negro Angola, tendo em conta a discredibilidade que o mineiro angolano tem no mercado externo. 

Perante essas “falcatruas”, afirmou, a Granisul prefere vender a sua produção no mercado interno, apesar de ter capacidade produtiva para exportação. 

Segundo José Dias, o país possui cerca de 11 variantes do Negro Angola, que devem ser analisadas/testadas em laboratórios, antes de serem exportadas, visando apurar a qualidade do mineiro. 

Conforme o director, a falta de fiscalização e controlo no processo de exportação de rochas ornamentais (blocos de granito bruto) “abre portas” para muitas empresas escoarem este mineral ao exterior do país, sem cumprir com os padrões de qualidade internacional. 

Para reverte esse dilema e resgatar o real valor das rochas angolanas no mercado externo, José Dias aponta a necessidade de haver uma entidade para regular e certificar a qualidade dos blocos de granito a ser exportado, tal como foi feito com subsector dos diamantes. 

Avançou ainda a necessidade do Negro Angola ter uma identidade própria ou um DNA certificado e reconhecido a nível do mundo, para que “não seja confundido” com o granito, por exemplo, do Zimbabwe, que tem algumas semelhanças com o de Angola. 

Para pôr fim às más práticas de algumas empresas do sector mineiro, o Governo angolano já colocou em funcionamento três laboratórios de geociência, instalados no Instituto Geológico de Angola, sendo um em Luanda ( na Centralidade do Kilamba), para atender as necessidades da região norte, um na Lunda Sul (Saurimo), para a região leste, e outro na Húila (Lubango), para a região sul. 

A par desses laboratórios, que têm, entre várias missões, analisar e certificar a qualidade das rochas ornamentais, criou-se também, em 2020, a Agência Nacional de Recursos Minerais (ANRM), com objetivo de reorganizar este sector e eliminar os conflitos de interesse, assim como aumentar a transparência nos actos e procedimentos relativos ao acesso e à outorga de direitos mineiros. 

Além de explorar as rochas ornamentais, a Granisul também possui uma fábrica de transformação de rochas ornamentais, com capacidade instalada de produção de 12 mil metros quadrados de material serrado e polido por mês. 

Devido à crise financeira, iniciada em 2014 e agravada pela pandemia da Covid-19, a unidade fabril funciona apenas a 12 por cento da sua capacidade, o que representa cerca de 800 mil metros quadrados/semana. 

Inaugurada em 10 de Novembro de 2010, a mineira angolana extrai das rochas ornamentais brutas materiais de construção civil, como mosaico, degraus, balcões de cozinha, entre outras, contando com uma mão-de-obra de 96 trabalhadores. 

Situada a cerca de 12 quilómetros da cidade do Lubango, província da Huíla, a empresa tem em funcionamento duas pedreiras/minas de exploração, sendo uma na Huíla e outra no Namibe.