Rochas ornamentais aumentam em época de Covid-19

  • Extracção de granito na DG África na Huíla
Lubango – A produção de rochas ornamentais na Huíla e Namibe sofreu um revés depois da revelação dos primeiros casos de Covid-19 no país, mas reactivou-se quatro meses depois do 1º Estado de emergência. As exportações não pararam e o balanço superou as contas dos anos anteriores.

Por Amélia Oliveira e Anabela Fritz, jornalistas da ANGOP 

A reduzida possibilidade de contágio nas zonas de extracção, assim como no meio de transporte usado para o Porto, o comboio do Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM), propiciou a essa indústria a vantagem de continuar a operar, mesmo em tempo de pandemia, mais na Huíla do que no Namibe.

Por exemplo, as receitas obtidas pelo Gabinete Integrado de Desenvolvimento Económico nas duas províncias juntas atingiram os 497 milhões 537 mil e 037 Kwanzas, em 2020, contra os 167 milhões 707 mil e 243 Kwanzas de 2019.

Na Huíla, o director do gabinete Económico Integrado, Manuel Machado Quilende, admitiu que a pandemia tem condicionado a actividade mineira, sobretudo no capítulo da aquisição de peças sobressalentes, devido ao encerramento das fronteiras, problema agravado com o “difícil” acesso às divisas para esse fim, mas a produção nunca parou.

Mesmo em tempo de pandemia, aumentaram-se as receitas obtidas pelo gabinete integrado de desenvolvimento económico, resultante da cobrança de Guias de Exportação de granito, Declaração Fiscal e Credencial para o transporte de inertes.

O aumento foi de 125 milhões 952 mil 706 Kwanzas em 2019, para 449 milhões 302 mil 273 Kwanzas, em 2020, dinheiro depositado na Conta única do Tesouro.

Em 2018, as empresas produtoras de rochas ornamentais na Huíla contribuíram com 134 milhões 500 mil 510 Kwanzas e 41 cêntimos, sendo que em relação a 2017 houve um aumento de 55 milhões 725 mil e 89 Kwanzas.

Quanto à produção em si, em 2018, o subsector de rochas ornamentais teve o registo de 45.854,87 metros cúbicos. No ano seguinte caiu para 32.189, 76, já em 2020 subiu para 93.174, 75 metros cúbicos, com boas perspectivas para o ano actual, num volume de 107 mil e 150, 96 metros cúbicos.

Trata-se da produção do granito negro/marron e negro, que compõem maior parte da produção, e em pequenas quantidades o cinza e o rosa.

Os principais compradores internacionais do granito huilano em blocos brutos de 40 tolenadas são a China, Taiwan, Polónia, Coreia do Sul, Portugal, Espanha e Itália.

A exportação é uma tendência que vai se invertendo com os investimentos feitos na transformação, pois o mercado interno já está a absorver parte da produção acabada de ladrilhos, que são consumidos por Lubango, Benguela, Luanda, Huambo, Cuando Cubango e Moxico. 

O gabinete controla 16 empresas do sector de rochas ornamentais, todas em actividade. Delas, apenas duas extraem e transformam o produto que se consubstancia em artefactos de acabamentos para construção civil.   

Há necessidade de electrificação das minas, pois os operadores gastam, em média, 200 litros de gasóleo por dia para suportar os geradores que movimentam e disponibilizam água.

Operadores falam sobre o momento

Falando à ANGOP, o director da filial da HM Granitos, Elias Cipriano, avançou que produziram, em 2018, 19 mil e 448,19 metros cúbicos  e em 2019, 16 mil 619,25 metros cúbicos, um alcance que não está simplesmente ligado à força de trabalho ou à quantidade de máquinas, mas aos pedidos feitos e projectos existentes.

Em 2020, tiveram uma produção de 48 mil 044,49 metros cúbicos, praticamente a dobrar a produção anterior, com uma média de quatro mil metros cúbicos por mês, compreendendo perto de 800 mil blocos por mês.

Para o ano em curso prevêem produzir 70 mil metros cúbicos, tendo em vista que tanto o mercado interno (incluindo países africanos) como externo (China Polónia EUA, Espanha e Portugal) consumam essa produção.

Sublinhou que trabalham mais com o mercado externo, pois 80% da sua produção destina-se à exportação, apesar de ter um indústria transformadora montada e funcional.

Admitiu que houve dificuldades no início da pandemia nas pedreiras e minas, sobretudo de adaptação dos operários, por terem de viver tempos novos e produzir, daí que optaram por uma quarentena interna consensual, com todas as condições logísticas disponíveis, que aumentou o fluxo da mão-de-obra, com efeitos positivos na cadeia produtiva.

Entre os constrangimentos, o responsável apontou a incapacidade da principal plataforma de transporte para o Porto do Namibe, os comboios do Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM), com duas frequências por dia, insuficiente para a quantidade da produção feita na Huíla.

Outros embaraços estão ligados às peças sobressalente das máquinas de corte das pedras, todas elas importadas, situação agora agravada com o encerramento das fronteiras, devido à Covid-19.

Por sua vez, o encarregado de Produção e Logística da DFG África, S.A, Raul Moreira, afirmou que no início da pandemia tiveram de paralisar por três meses, pois a força de trabalho era constituída, sobretudo por portugueses e espanhóis, que tiveram de partir para os seus países de origem.

Realçou que com a paralisação tiveram menos actividade de exportação, mas nos últimos meses conseguiram recuperar, pois o trabalho retomou  e a empresa está a extraír 700 a 800 metros cúbicos/mês, variando de acordo com os pedidos, a chuva e a disponibilidade de material de extracção e corte.

O grupo tem como destino da produção bruta os mercados de Espanha, Itália, China e Vietname.

De entre as dificuldades, apontou a questão do transporte dos blocos para o porto do Namibe, pelo que disse ser necessário aumentar as frequências dos comboios recoveiros.

localizada no município da Chibia, com uma força de trabalho de 50 funcionários, a empresa tem problemas de importação de materiais de reposição, situação agravada em época de pandemia.

Namibe

No Namibe, a situação não foge à realidade da Huíla, pois o sector dos Recursos Minerais na província conseguiu em 2020 arrecadar 48 milhões 234 mil e 764 Kwanzas, resultantes da cobrança de impostos sobre o valor dos recursos minerais e guias de exportação.

Em 2019, o sector arrecadou 41 milhões 754 mil 537 Kwanzas, afirmou a directora do Gabinete Provincial para o Desenvolvimento Económico e Integrado no Namibe, Dulce Muquevela.

Observou que devido à Covid-19, algumas empresas paralisaram as suas actividades, mas outras aproveitaram o momento para reestruturar toda a sua “máquina” e criar novas políticas de negócio.

Adiantou que houve igualmente redução da mão-de-obra em parte delas e outras mesmo acabaram por paralisar toda a sua actividade. O sector tem um cadastro de 24 empresas para 36 concessões e destas, apenas sete estão em funcionamento, tudo devido à pandemia da Covid-19 que obrigou a paralisação de muitas unidades

“Mesmo com a pandemia, conseguimos ter um saldo positivo em relação ao período de 2019, não em grande escala, mas um valor na ordem dos sete milhões de diferença, tudo em função da dinâmica implementada por algumas empresas”, acrescentou.

Cinco municípios destacam-se na produção, nomeadamente, Bibala, Tômbwa, Virei, Kamucuio e Moçâmedes, cuja variedade consta o mármore e o granito rosa.

Três empresas operam na exploração de mármore na província, que conta com uma fábrica de polimento de mármore, a MEGASTONE, com capacidade para 300 metros quadrados de corte e 120 metros quadrados de pedra polida, inaugurada em Julho de 2019.

Essa unidade contou com um investimento de cinco milhões de dólares, tendo dado emprego a 32 jovens angolanos. A MEGASTONE começou a ser erguida em 2016 e um ano depois entrou em funcionamento.

A outra, a Silva e Silva, inaugurada em julho de 2017, contou com um investimento de 18 milhões de dólares. A fábrica tem capacidade de produzir 350 blocos/mês e está vocacionada à produção de ladrilhos. Na altura, gerou 350 postos de trabalho directos.

Instalada em Moçamedes pelo grupo Silva & Silva, era tida com a maior fábrica de corte e polimento de granito e mármore do país. Essa unidade, equipada com tecnologia italiana Simek, a segunda melhor do mundo, atrás da Alemanha, encontra-se paralisada.

Falta de investimento obriga unidade de produção a parar

A empresa de extracção e exploração de mármore - Margran LDA - vive momentos difíceis por falta de recursos financeiros para voltar a explorar e transformar rochas ornamentais.

A situação já dura cinco anos e levou a unidade a transforma-se numa pequena oficina para fabrico de peças decorativas de cozinha, tampos de campas, jazigos e outros objectos feitos de mármore.

 Em declarações à ANGOP, o sócio-gerente da Margran LDA, José Eduardo Costa, disse que a empresa necessita de três milhões de dólares para voltar a operar em pleno.

Ressaltou que mesmo com a fraca produção e com poucos recursos financeiros, os produtos decorativos fabricados vão sendo vendidos nas províncias da Huíla, Benguela e Huambo, onde algumas pessoas têm mostrado algum interesse nestas obras ornamentais. 

A concorrência no mercado de exploração e extracção de mármore e granito e os altos preços das matérias-prima tornaram ainda mais difícil a situação da Margran, segundo o gestor, salientando que a empresa tem sido obrigada a comprar alguns meios sobressalentes a outras do mesmo ramo a preços “elevadíssimos”, para evitar a paralisação total.

“Temos encontrado entrave jurídico para a privatização da empresa, sendo ela ficticiamente do Estado, porque o sócio era a Roremina, extinta há 15 anos e que não cumpriu com os trâmites legais, acabando por desaparecer. Nós, os antigos quadros, fomos mantendo o seu funcionamento”, lamentou.

 

Por Amélia Oliveira e Anabela Fritz, jornalistas da ANGOP 

A reduzida possibilidade de contágio nas zonas de extracção, assim como no meio de transporte usado para o Porto, o comboio do Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM), propiciou a essa indústria a vantagem de continuar a operar, mesmo em tempo de pandemia, mais na Huíla do que no Namibe.

Por exemplo, as receitas obtidas pelo Gabinete Integrado de Desenvolvimento Económico nas duas províncias juntas atingiram os 497 milhões 537 mil e 037 Kwanzas, em 2020, contra os 167 milhões 707 mil e 243 Kwanzas de 2019.

Na Huíla, o director do gabinete Económico Integrado, Manuel Machado Quilende, admitiu que a pandemia tem condicionado a actividade mineira, sobretudo no capítulo da aquisição de peças sobressalentes, devido ao encerramento das fronteiras, problema agravado com o “difícil” acesso às divisas para esse fim, mas a produção nunca parou.

Mesmo em tempo de pandemia, aumentaram-se as receitas obtidas pelo gabinete integrado de desenvolvimento económico, resultante da cobrança de Guias de Exportação de granito, Declaração Fiscal e Credencial para o transporte de inertes.

O aumento foi de 125 milhões 952 mil 706 Kwanzas em 2019, para 449 milhões 302 mil 273 Kwanzas, em 2020, dinheiro depositado na Conta única do Tesouro.

Em 2018, as empresas produtoras de rochas ornamentais na Huíla contribuíram com 134 milhões 500 mil 510 Kwanzas e 41 cêntimos, sendo que em relação a 2017 houve um aumento de 55 milhões 725 mil e 89 Kwanzas.

Quanto à produção em si, em 2018, o subsector de rochas ornamentais teve o registo de 45.854,87 metros cúbicos. No ano seguinte caiu para 32.189, 76, já em 2020 subiu para 93.174, 75 metros cúbicos, com boas perspectivas para o ano actual, num volume de 107 mil e 150, 96 metros cúbicos.

Trata-se da produção do granito negro/marron e negro, que compõem maior parte da produção, e em pequenas quantidades o cinza e o rosa.

Os principais compradores internacionais do granito huilano em blocos brutos de 40 tolenadas são a China, Taiwan, Polónia, Coreia do Sul, Portugal, Espanha e Itália.

A exportação é uma tendência que vai se invertendo com os investimentos feitos na transformação, pois o mercado interno já está a absorver parte da produção acabada de ladrilhos, que são consumidos por Lubango, Benguela, Luanda, Huambo, Cuando Cubango e Moxico. 

O gabinete controla 16 empresas do sector de rochas ornamentais, todas em actividade. Delas, apenas duas extraem e transformam o produto que se consubstancia em artefactos de acabamentos para construção civil.   

Há necessidade de electrificação das minas, pois os operadores gastam, em média, 200 litros de gasóleo por dia para suportar os geradores que movimentam e disponibilizam água.

Operadores falam sobre o momento

Falando à ANGOP, o director da filial da HM Granitos, Elias Cipriano, avançou que produziram, em 2018, 19 mil e 448,19 metros cúbicos  e em 2019, 16 mil 619,25 metros cúbicos, um alcance que não está simplesmente ligado à força de trabalho ou à quantidade de máquinas, mas aos pedidos feitos e projectos existentes.

Em 2020, tiveram uma produção de 48 mil 044,49 metros cúbicos, praticamente a dobrar a produção anterior, com uma média de quatro mil metros cúbicos por mês, compreendendo perto de 800 mil blocos por mês.

Para o ano em curso prevêem produzir 70 mil metros cúbicos, tendo em vista que tanto o mercado interno (incluindo países africanos) como externo (China Polónia EUA, Espanha e Portugal) consumam essa produção.

Sublinhou que trabalham mais com o mercado externo, pois 80% da sua produção destina-se à exportação, apesar de ter um indústria transformadora montada e funcional.

Admitiu que houve dificuldades no início da pandemia nas pedreiras e minas, sobretudo de adaptação dos operários, por terem de viver tempos novos e produzir, daí que optaram por uma quarentena interna consensual, com todas as condições logísticas disponíveis, que aumentou o fluxo da mão-de-obra, com efeitos positivos na cadeia produtiva.

Entre os constrangimentos, o responsável apontou a incapacidade da principal plataforma de transporte para o Porto do Namibe, os comboios do Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM), com duas frequências por dia, insuficiente para a quantidade da produção feita na Huíla.

Outros embaraços estão ligados às peças sobressalente das máquinas de corte das pedras, todas elas importadas, situação agora agravada com o encerramento das fronteiras, devido à Covid-19.

Por sua vez, o encarregado de Produção e Logística da DFG África, S.A, Raul Moreira, afirmou que no início da pandemia tiveram de paralisar por três meses, pois a força de trabalho era constituída, sobretudo por portugueses e espanhóis, que tiveram de partir para os seus países de origem.

Realçou que com a paralisação tiveram menos actividade de exportação, mas nos últimos meses conseguiram recuperar, pois o trabalho retomou  e a empresa está a extraír 700 a 800 metros cúbicos/mês, variando de acordo com os pedidos, a chuva e a disponibilidade de material de extracção e corte.

O grupo tem como destino da produção bruta os mercados de Espanha, Itália, China e Vietname.

De entre as dificuldades, apontou a questão do transporte dos blocos para o porto do Namibe, pelo que disse ser necessário aumentar as frequências dos comboios recoveiros.

localizada no município da Chibia, com uma força de trabalho de 50 funcionários, a empresa tem problemas de importação de materiais de reposição, situação agravada em época de pandemia.

Namibe

No Namibe, a situação não foge à realidade da Huíla, pois o sector dos Recursos Minerais na província conseguiu em 2020 arrecadar 48 milhões 234 mil e 764 Kwanzas, resultantes da cobrança de impostos sobre o valor dos recursos minerais e guias de exportação.

Em 2019, o sector arrecadou 41 milhões 754 mil 537 Kwanzas, afirmou a directora do Gabinete Provincial para o Desenvolvimento Económico e Integrado no Namibe, Dulce Muquevela.

Observou que devido à Covid-19, algumas empresas paralisaram as suas actividades, mas outras aproveitaram o momento para reestruturar toda a sua “máquina” e criar novas políticas de negócio.

Adiantou que houve igualmente redução da mão-de-obra em parte delas e outras mesmo acabaram por paralisar toda a sua actividade. O sector tem um cadastro de 24 empresas para 36 concessões e destas, apenas sete estão em funcionamento, tudo devido à pandemia da Covid-19 que obrigou a paralisação de muitas unidades

“Mesmo com a pandemia, conseguimos ter um saldo positivo em relação ao período de 2019, não em grande escala, mas um valor na ordem dos sete milhões de diferença, tudo em função da dinâmica implementada por algumas empresas”, acrescentou.

Cinco municípios destacam-se na produção, nomeadamente, Bibala, Tômbwa, Virei, Kamucuio e Moçâmedes, cuja variedade consta o mármore e o granito rosa.

Três empresas operam na exploração de mármore na província, que conta com uma fábrica de polimento de mármore, a MEGASTONE, com capacidade para 300 metros quadrados de corte e 120 metros quadrados de pedra polida, inaugurada em Julho de 2019.

Essa unidade contou com um investimento de cinco milhões de dólares, tendo dado emprego a 32 jovens angolanos. A MEGASTONE começou a ser erguida em 2016 e um ano depois entrou em funcionamento.

A outra, a Silva e Silva, inaugurada em julho de 2017, contou com um investimento de 18 milhões de dólares. A fábrica tem capacidade de produzir 350 blocos/mês e está vocacionada à produção de ladrilhos. Na altura, gerou 350 postos de trabalho directos.

Instalada em Moçamedes pelo grupo Silva & Silva, era tida com a maior fábrica de corte e polimento de granito e mármore do país. Essa unidade, equipada com tecnologia italiana Simek, a segunda melhor do mundo, atrás da Alemanha, encontra-se paralisada.

Falta de investimento obriga unidade de produção a parar

A empresa de extracção e exploração de mármore - Margran LDA - vive momentos difíceis por falta de recursos financeiros para voltar a explorar e transformar rochas ornamentais.

A situação já dura cinco anos e levou a unidade a transforma-se numa pequena oficina para fabrico de peças decorativas de cozinha, tampos de campas, jazigos e outros objectos feitos de mármore.

 Em declarações à ANGOP, o sócio-gerente da Margran LDA, José Eduardo Costa, disse que a empresa necessita de três milhões de dólares para voltar a operar em pleno.

Ressaltou que mesmo com a fraca produção e com poucos recursos financeiros, os produtos decorativos fabricados vão sendo vendidos nas províncias da Huíla, Benguela e Huambo, onde algumas pessoas têm mostrado algum interesse nestas obras ornamentais. 

A concorrência no mercado de exploração e extracção de mármore e granito e os altos preços das matérias-prima tornaram ainda mais difícil a situação da Margran, segundo o gestor, salientando que a empresa tem sido obrigada a comprar alguns meios sobressalentes a outras do mesmo ramo a preços “elevadíssimos”, para evitar a paralisação total.

“Temos encontrado entrave jurídico para a privatização da empresa, sendo ela ficticiamente do Estado, porque o sócio era a Roremina, extinta há 15 anos e que não cumpriu com os trâmites legais, acabando por desaparecer. Nós, os antigos quadros, fomos mantendo o seu funcionamento”, lamentou.