UE e UNCTAD puxam Angola ao sistema de transporte mundial

  • Angola precisa explorar outros sistemas de transportes para ligar pessoas, regiões e países
Luanda - A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e a União Europeia (UE) continuam a apoiar o Governo de Angola na melhoria da logística comercial e sistemas de transportes, para um melhor acesso aos mercados regional e mundial.

Um dos principais  elementos é o “Comboio para o Comércio II”, que conta com o apoio dos dois organismos e  visa o reforço da capacidade das principais instituições  governamentais.

A  directora da área de Divisão de Tecnologia e Logística da UNCTAD, Shamika N. Sirimanne, enalteceu hoje Angola pela iniciativa  da promoção da Rede Nacional de Plataformas Logísticas (RNPL), que a seu ver vai operar como  “motor” de  integração  para facilitar  a criação  de bens e serviços  e promover a transição.

“Este é um grande passo e gostaria de elogiar  a todos por terem tomado este grande passo”, disse   Shamika Sirimanne, que interveio, por vídeo-conferência, na abertura do webinar de capacitação sobre “Parcerias Público-Privadas (PPPs) para Plataformas Logísticas em Angola, numa iniciativa conjunta dos ministérios dos Transportes, Indústria e Comércio, União Europeia, UNCTAD e outras agências.

Há mais de 50 anos que a UNCTAD apoia vários países na implementação da cooperação técnica na facilitação do transporte e  logística  em todo mundo.

“ A nossa experiência demonstra que temos  uma rede de transporte e logística   funcional e  é  essencial para os países poderem promover o seu desenvolvimento económico e o progresso social”, referiu.

Com base  no Índice  de Performance do Banco Mundial, lembrou que  Angola  está  abaixo do nível dos países em desenvolvimento sobre as plataformas  logísticas, por isso precisa aliviar a pressão deste vazio da rede logística.

 Por isso, disse, a UNCTAD intervém destacando-se no papel das parcerias público-privadas (PPPs), cujas envolventes  podem ter apoios para o desenvolvimento do transporte e das infra-estruturas logísticas e de serviços, com a atracção de investimentos.

Por sua vez, a representante da União Europeia em Angola, Jeannette Seppen, considerou que apostar no desenvolvimento das redes de plataformas logística é catalisar a actividade económica e promover o  sector produtivo.

Referiu que a UE tem uma longa  experiência  no uso das PPPs e, desde os anos 90, mais de mil e 170 Parcerias Público-Privadas  foram estabelecidas, em vários países, contabilizando  milhares de euros.

Apegando-se em dados do Centro Europeu, referiu que o sector  dos transportes é o que concentra maior número dos contratos assinados, seguido do sector financeiro,  educação e saúde.

Com base nesta experiência, a represente da União Europeia acredita que Angola vai tirar  vantagens com a implementação desta iniciativa, principalmente habilidade de gestão e execução, valor agregado  para os consumidores, qualidade e evidências dos fundos públicos.

Assim, a União Europeia financia a iniciativa do “Comboio para o Comércio II”, no quadro da parceira estabelecida com a África.

O apoio das duas instituições,   de acordo com o ministro dos Transportes, Ricardo D’Abreu, visa  lançar, alavancar e implementar, com o rigor das leis e manuais, relacionados com as PPPs.

Acrescentou que o processo vai possibilitar o desenvolvimento e modernização da infra-estruturas de transporte, logística e serviços que são fundamentais para maximizar as perspectivas comerciais de produção agro-industrial, ao longo dos corredores nacionais e regionais. 

Disse ser  expectativa  no âmbito das PPPs, em abordagem neste encontro,  estruturar os diferentes modelos de plataformas logísticas, como as rurais, portuárias, aeroportuárias, regionais e transfronteiriças. 

Nesta senda, referiu que em Setembro de 2020 o Governo de Angola aprovou o Plano Operacional de Estruturação de Parcerias Público-Privadas (POEP), cuja primeira etapa está, actualmente, em implementação, com previsão de conclusão em Dezembro deste ano, visando diminuir a pressão sobre as finanças públicas.

Este plano operacional do Executivo angolano está baseado num quadro legal e regulamentar que permite um ambiente de partilha de risco entre o sector público e privado, bem como benefícios sustentáveis.

Assim, augura  que a formação prática da União Europeia e da CNUCED, designada por “Train for  Trade  II” consiga fornecer as ferramentas e os conhecimentos necessários aos técnicos angolanos, para procederem à avaliação de projectos em PPPs e como elas funcionam.

Especialistas da Tailândia, da Suíça, do Vietname, do Brasil, do Ruanda e da Holanda, partilham neste fórum que termina esta sexta-feira, experiências sobre a rede de plataformas logísticas.

 

Um dos principais  elementos é o “Comboio para o Comércio II”, que conta com o apoio dos dois organismos e  visa o reforço da capacidade das principais instituições  governamentais.

A  directora da área de Divisão de Tecnologia e Logística da UNCTAD, Shamika N. Sirimanne, enalteceu hoje Angola pela iniciativa  da promoção da Rede Nacional de Plataformas Logísticas (RNPL), que a seu ver vai operar como  “motor” de  integração  para facilitar  a criação  de bens e serviços  e promover a transição.

“Este é um grande passo e gostaria de elogiar  a todos por terem tomado este grande passo”, disse   Shamika Sirimanne, que interveio, por vídeo-conferência, na abertura do webinar de capacitação sobre “Parcerias Público-Privadas (PPPs) para Plataformas Logísticas em Angola, numa iniciativa conjunta dos ministérios dos Transportes, Indústria e Comércio, União Europeia, UNCTAD e outras agências.

Há mais de 50 anos que a UNCTAD apoia vários países na implementação da cooperação técnica na facilitação do transporte e  logística  em todo mundo.

“ A nossa experiência demonstra que temos  uma rede de transporte e logística   funcional e  é  essencial para os países poderem promover o seu desenvolvimento económico e o progresso social”, referiu.

Com base  no Índice  de Performance do Banco Mundial, lembrou que  Angola  está  abaixo do nível dos países em desenvolvimento sobre as plataformas  logísticas, por isso precisa aliviar a pressão deste vazio da rede logística.

 Por isso, disse, a UNCTAD intervém destacando-se no papel das parcerias público-privadas (PPPs), cujas envolventes  podem ter apoios para o desenvolvimento do transporte e das infra-estruturas logísticas e de serviços, com a atracção de investimentos.

Por sua vez, a representante da União Europeia em Angola, Jeannette Seppen, considerou que apostar no desenvolvimento das redes de plataformas logística é catalisar a actividade económica e promover o  sector produtivo.

Referiu que a UE tem uma longa  experiência  no uso das PPPs e, desde os anos 90, mais de mil e 170 Parcerias Público-Privadas  foram estabelecidas, em vários países, contabilizando  milhares de euros.

Apegando-se em dados do Centro Europeu, referiu que o sector  dos transportes é o que concentra maior número dos contratos assinados, seguido do sector financeiro,  educação e saúde.

Com base nesta experiência, a represente da União Europeia acredita que Angola vai tirar  vantagens com a implementação desta iniciativa, principalmente habilidade de gestão e execução, valor agregado  para os consumidores, qualidade e evidências dos fundos públicos.

Assim, a União Europeia financia a iniciativa do “Comboio para o Comércio II”, no quadro da parceira estabelecida com a África.

O apoio das duas instituições,   de acordo com o ministro dos Transportes, Ricardo D’Abreu, visa  lançar, alavancar e implementar, com o rigor das leis e manuais, relacionados com as PPPs.

Acrescentou que o processo vai possibilitar o desenvolvimento e modernização da infra-estruturas de transporte, logística e serviços que são fundamentais para maximizar as perspectivas comerciais de produção agro-industrial, ao longo dos corredores nacionais e regionais. 

Disse ser  expectativa  no âmbito das PPPs, em abordagem neste encontro,  estruturar os diferentes modelos de plataformas logísticas, como as rurais, portuárias, aeroportuárias, regionais e transfronteiriças. 

Nesta senda, referiu que em Setembro de 2020 o Governo de Angola aprovou o Plano Operacional de Estruturação de Parcerias Público-Privadas (POEP), cuja primeira etapa está, actualmente, em implementação, com previsão de conclusão em Dezembro deste ano, visando diminuir a pressão sobre as finanças públicas.

Este plano operacional do Executivo angolano está baseado num quadro legal e regulamentar que permite um ambiente de partilha de risco entre o sector público e privado, bem como benefícios sustentáveis.

Assim, augura  que a formação prática da União Europeia e da CNUCED, designada por “Train for  Trade  II” consiga fornecer as ferramentas e os conhecimentos necessários aos técnicos angolanos, para procederem à avaliação de projectos em PPPs e como elas funcionam.

Especialistas da Tailândia, da Suíça, do Vietname, do Brasil, do Ruanda e da Holanda, partilham neste fórum que termina esta sexta-feira, experiências sobre a rede de plataformas logísticas.