Educação e saúde registam melhorias no país

  • Complexo Escolar Olondelo
Luanda  – Até 2017, os sectores da saúde e educação afiguravam-se como “os parentes pobres” em termos de investimentos públicos, situação invertida nos últimos quatro anos, fruto da aposta na construção de novas infra-estruturas e o enquadramento de novos quadros.

Como resultado desta aposta está a redução do número de crianças fora do sistema e a disponibilização de hospitais em comunas e sectores, melhorando, desta forma a qualidade dos serviços prestados às populações.

Ao nível da educação, dados disponíveis indicam a existência, até ao final do ano 2020, de 39.844 salas para o pré-escolar e ensino primário, 16.069 salas de aula para o I ciclo e 11.865 salas de aula para o II ciclo.

Nos três níveis de ensino, existem, actualmente, 167.032 salas de aula, tendo havido um aumento de mais de 69.348 novas salas de aula em relação ao ano de 2017.

Esse aumento de salas de aula permitiu o ingresso de mais de 3.120.000 alunos, saindo dos 10.600.000 matriculados em 2017 para mais de 13.700.000 alunos matriculados no presente ano lectivo.

Presentemente, estão em construção mais de cinco mil novas escolas, das seis mil 371 necessárias para congregar um milhão 302 e 760 crianças que se encontram fora do sistema de ensino, no quadro do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).

O número de professores, que em 2017 era de 181.624, aumento para 206 mil e 624 docentes, fruto do ingresso de novos professores nos concursos públicos realizados em 2018 e 2019.  

Dados disponibilizados apontam que os subsistemas de ensino Pré-escolar, Geral, Formação de Professores, Técnico Profissional e Educação de Adultos têm um défice de pelo menos 40 mil professores.

À semelhança da educação, o sector da saúde respira, actualmente, de “boa saúde” como resultado da entrada em funcionamento de novas infra-estruturas e o ingresso de mais profissionais.

As melhorias no atendimento dos serviços nas grandes unidades sanitárias do país, entre as quais a Maternidade Lucrécia Paim, Hospital Pediátrico de Luanda, Sanatório, Centro Público de Hemodiálise, na cidade do Lubango (província da Huíla).

No domínio da assistência sanitária, o ano de 2020 ficou marcado pela entrada em funcionamento de novas unidades sanitárias, em Luanda, Lunda Sul e Bié, entre os quais o Hospital Geral “Dr. Walter Strangway”, com 230 camas, para prestação de, pelo menos, 20 serviços especializados, na província do Bié,

Com as especialidades de Gineco-obstetrícia, Pediatria, Neonatologia, Cirurgia, Nefrologia, Oftalmologia, Ortopedia, Psiquiatria, Estomatologia e Otorrinolaringologia, a unidade sanitária está destinada a atender pacientes das regiões Centro e Sul de Angola.

Para a região Leste (Lunda Sul, Lunda Norte e Moxico) , o Executivo apostou na abertura de duas unidades na cidade de Saurimo, capital da província da Lunda Sul.

Trata-se do Hospital Geral e da Maternidade da Lunda Sul, sendo que cada unidade tem capacidade para 150 camas, vários serviços de medicina e blocos operatórios.

No quadro da luta contra a Covid-19, a capital angolana (Luanda) ganhou um Hospital de Campanha, localizado na Zona Económica Especial, município de Viana.

Unidades do género foram criadas também nas províncias de Cabinda, Cunene, Lunda Norte.

Para atendimento especializado, o Governo colocou ao dispor dos pacientes com insuficiência renal Centros de Hemodiálise nas províncias de Luanda (um no Hospital Geral e do Benfica) e do Bié (no Hospital Provincial), os Hospitais Municipais de Maquela do Zombo e do Quimbele e o Centro de Saúde da Quilemba.

A aposta do Executivo passou ainda pela reabilitação dos Hospital Ngola-Kimbanda e 8 Centros ortopédicos de medicina e reabilitação física, de um universo de 11 previstos.

Em curso estão obras de construção e apetrechamento de hospitais nacionais e provinciais, com previsão de conclusão em 2020, designadamente o Hospital Geral de Cabinda, o Hospital Sanatório de Luanda, o Hospital Materno-Infantil da Camama em Luanda, o Instituto Hematológico Pediátrico de Angola e o Instituto de Medicina Forense, vulgo morgue de Luanda.

Conforme os dados, a rede de prestação de cuidados de saúde do Serviço Nacional de Saúde é constituída por perto de duas mil unidades, das quais se destacam oito hospitais centrais, 32 hospitais províncias ou gerais, 228 hospitais municipais e centros de saúde e 1.453 postos de saúde.
A assistência de saúde em Angola é complementada com o sector privado, que regista 319 clínicas em todo o país.

Actualmente, o sector possui 6.400 médicos e precisa de mais 28 mil médicos.

Huíla vê crescer números

A província da Huíla conta, actualmente, com 1.670 escolas, que correspondem a 8.248 salas de aulas, destas 3.393 definitivas e as restantes provisórias, onde leccionam 19.117 professores, dos quais 17.407 frente ao aluno e 1.710 que asseguram os serviços administrativos.

Na província o rácio aluno/professor é de 61 alunos no pré-escolar e 51 no primário para cada professor, ao passo que o rácio aluno/sala de aula uma sala para 70 alunos do primário, 96 do I ciclo e 64 do II ciclo.

No âmbito do PIIM foram já concluídas 10 escolas, sendo nove no Lubango e uma na Humpata.

No que a saúde diz respeito, a província tem no seu mapa sanitário 284 unidades, com destaque para um Hospital Central, o maior da região centro-sul do país, com 520 camas, cinco hospitais provinciais, cinco municipais, 76 centros de saúde e 189 postos com serviços de cuidados primários que garantem assistência aos utentes. 

Dentro do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), a província tem 32 projectos ligados ao sector, o que representa 11% do valor do financiamento alocado.

Esses projectos envolvem a construção, reabilitação, ampliação e apetrechamento de 14 postos de saúde, nos municípios da Cacula, Chibia, Humpata, Jamba, Lubango e Matala.

Consta igualmente a construção, reabilitação e ampliação de seis centros médicos no Lubango, Matala e Quipungo, bem como a construção e apetrechamento de dois hospitais municipais na Jamba e Gambos.

A reabilitação, ampliação e apetrechamento de quatro hospitais municipais de Chicomba, Quipungo, Cacula e Chipindo, assim como a conclusão e apetrechamento de hospital na Humpata.

No âmbito do Programa de Investimentos Públicos (PIP) decorrem  acções de melhoria dos cuidados de saúde, com a reabilitação do Hospital Central do Lubango "Dr. António Agostinho Neto".

Cunene com melhorias significativas

Já na província do Cunene existem 146 unidades sanitárias distribuídas pelos municípios do Cuanhama, Curoca, Cuvelai, Cahama, Ombadja e Namacunde, entre as quais 41 centros saúde, sete hospitais e 98 postos de saúde.

Nessas unidades trabalham 90 médicos e mil e 86 técnicos que prestam assistência a um milhão 157 mil e 491 habitantes.

O sector necessita cerca de mil e técnicos de enfermagem para a cobertura da província com uma extensão territorial de 75 mil 955, 61 metros quadrados.

Lunda Norte com aposta forte na educação

Na província da Lunda Norte, o sector da Educação ocupa um lugar privilegiado no Orçamento Geral.

O sector controla 178 escolas, comportando 1.723 salas de aulas, sendo 89 do ensino primário, sete colégios, 67 Complexos escolares, sete Liceus, seis Magistérios e dois institutos técnicos que permitiram a inserção de 226 mil, 449 cidadãos no sistema de ensino em 2020/2021.

Dos alunos inseridos, 557 estão no pré-escolar, 144.265 no ensino primário, 41.328 no I ciclo e 9.299 no Il ciclo do ensino secundário.

No âmbito do PIIM e do Programa Integrado de Desenvolvimento Local, Combate à Pobreza, 34 novas escolas, um total de 305 salas de aulas, estarão disponíveis no próximo ano lectivo para inserir mais 21 mil e 350 alunos no sistema normal.

Já no que a saúde diz respeito, o director do gabinete provincial Gimi Nhunga, diz que houve avanços significativos nas infra-estruturas, nos recursos humanos e na oferta de novos serviços. Hoje, estão disponíveis serviços de ultrassonografia, tomografia axial computadorizada (TAC), fisioterapia, electrocardiografia, clínica geral, entre outros.

A província ganhou, entre 2011 a 2019, 13 hospitais, 19 centros de saúde, 69 postos de saúde, totalizando  101 unidades hospitalares, asseguradas por mais de cem médicos e 905 enfermeiros.

Nos últimos quatro anos tem havido um esforço com a construção e de reconstrução de unidades sanitárias, especialmente no concernente  aos centros de saúde e postos de saúde, tendo o Programa de Desenvolvimento Local e Combate à Pobreza (PDLCP) contribuído, de forma decisiva, para o alargamento dessa rede.

A grande necessidade do  sector da saúde continua a ser os recursos humanos, com necessidade de mais médicos especialistas, farmacéuticos, técnicos de diagnóstico terapêutico e enfermeiros licenciados, sem no entanto avançar números.

Huambo regista aumento da oferta educativa

No Huambo, o sector da educação ganhou, em 2020, 12 novas escolas, correspondentes a 182 salas de aula,  que permitiram a expansão da rede escolar e diminuir o número de crianças fora do sistema de ensino/aprendizagem.

Conforme o director do Gabinete local da Educação, Celestino Piedade Chiquela, a província conta, actualmente, com mil e 213 escolas, devendo passar, em 2021, para 813, em função do processo de agrupamento das instituições do ensino, que devem ter, no mínimo, sete salas de aula.

Das 813 escolas disponíveis, apenas 25 por cento são de construção definitiva, exigindo, deste modo, um esforço por parte do Governo para se melhorar as infra-estruturas precárias e improvisadas, sobretudo, para o normal retorno às aulas no ensino primário.

Não obstante o facto de apenas 26 escolas, das mil e 213 escolas existentes, terem orçamento, a educação ocupa um lugar chave e estratégico na política governativa, assim como na vida das pessoas e na construção da sã cidadania.

No âmbito do PIIM, 11 novas escolas devem estar prontas ainda este ano, para que mais crianças sejam inseridas no sistema.

Lunda Sul aposta na educação

Em termos de infra-estruturas escolares, a província da Lunda Sul conta com 192 escolas de construção definitiva, que perfazem um total de 1.681 salas de aulas.

Em previsão está a entrada em funcionamento de 24 escolas, num total de 184 salas de aulas, em 2021, no âmbito do PIIM.

Para cobrir o défice de salas de aulas, a Lunda Sul necessita de 1.102 novas salas.

Porém, pensa-se numa estratégia de carácter interno que consiste em transferir docentes que leccionam em zonas distantes e de difícil acesso para o município de Saurimo, a fim de continuarem com a superação académica, através da escola superior politécnica da Lunda sul.

Actualmente, a província conta com quatro institutos Médios Politécnicos, sendo três estatais e um privado.

Para o ano de 2021, consiste na realização de sessões de formação em varias matérias, envolvendo docentes e gestores escolares, criação de salas de informáticas nas escolas do II ciclo ao nível da província, bem como equipar os laboratórios de Química,  Física, Biologia e Informática.

Namibe aumenta rede sanitária

Na província do Namibe, o sector da Saúde conta com 100 unidades sanitárias, das quais três hospitais províncias, cinco municipais, 11 centros e 81 postos de saúde.

O sector conta ainda com 91 médicos e dois mil e quinhentos enfermeiros e outro pessoal de apoio.

O PIIM prevê 17 projectos, entre centros e postos de saúde nos cinco municípios, dos quais 15 já em execução, que após a sua conclusão trarão mais de 350 camas .

Educação

No que a educação diz respeito, a província do Namibe conta com sete mil 112 professores e duas mil e duas salas, para um universo de mais de 135 mil alunos matriculados.

A província necessita de mais quatro mil 4882 novos professores, entre docentes e educadores de infância.

O PIIM inclui 26 projectos da educação, entre as quais a construção, ampliação, reabilitação e apetrechamento de escolas.

A província conta até ao momento com 195 escolas.

Malanje

A província de Malanje conta com 178 unidades sanitárias, das quais três hospitais de referência, nomeadamente o Regional de Malanje e os provinciais Materno Infantil e Sanatório.

De entre as unidades, 12 são hospitais municipais, 34 centros e 129 postos de saúde, espalhados pelos 14 municípios da província, ainda insuficientes para responder à demanda.

Entretanto, os municípios de Kunda-dia-base e Marimba não dispõem de hospitais municipais, mas contam com centros de saúde de referência.

Para minimizar a situação, está em curso a reabilitação e ampliação de várias unidades e a construção de 14, no âmbito do PIIM, que poderão ser inaugurados ainda este ano.

No que toca a médicos, a província conta com apenas 216 de várias especialidades, incluindo 55 expatriados, cifra que corresponde a 0,14 por cento por mil habitantes, pelo que necessita-se de pelo menos mais mil para atender o rácio de 1 médico por mil habitantes definido pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Educação

Malanje conta 352 escolas do I e II ciclos entre públicas e comparticipadas, sendo o município sede o mais beneficiado, devido a densidade populacional que detém em detrimento dos demais.

No universo de 352 escolas existentes, apenas seis são orçamentadas, nomeadamente as Escolas de Formação de Professores e de Técnicos de Enfermagem, bem como o IMAM (Instituto Médio Agrário de Malanje), Nicolau Gomes Spencer e Escola de Formação de Professores do Futuro afecta a ADPP (Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo).

Face a necessidade de aumentar a oferta educativa, o PIIM prevê a construção de mais de 200 salas de aulas.

Cabinda

Em termos de estabelecimentos escolares, Cabinda conta 290 escolas públicas. O défice está na cidade de Cabinda onde se concentra a maior parte da população estudantil e também em algumas aldeias bem identificadas nos municípios do interior para se satisfazer a demanda de mais de 120 salas de aulas.

O sistema de ensino e aprendizagem estende-se a toda a província com 290 escolas públicas e 53 privadas que corresponde a mais de 2 mil salas de aula.

O corpo docente é composto por mais de três mil e 895 efectivos, número que cresceu com a admissão de mais 791 professores, dados estatísticos do ano lectivo de 2019/2020.

Cerca de 200 mil alunos foram matriculados no ano lectivo  nos quatro municípios, contra os 180 mil inscritos em 2018.

Bengo

A atenção prestada a esse sector ainda não satisfaz, tendo em conta que os recurso alocados, ou seja, o orçamento atribuído ao sector da educação continua abaixo do índices internais a comparar os padrões da União Africana e da UNESCO. 

A província carece de muitas infra-estruturas escolares para substituir as erguidas com materiais locais e as salas adaptadas nas igrejas e outras organizações.

A província conta com 285 escolas públicas, mas ainda carece de várias infra-estruturas escolares.

Bie

A nível desta província existem mil e 396 escolas do I e II ciclos do ensino secundária, com 625 mil 667 alunos, assegurados por 13 mil e 930 professores.

No âmbito do PIIM estão em construção 50 escolas, que vão permitir o incremento de 50 mil novos alunos no sistema de ensino no próximo ano lectivo, assim como melhorar cada vez mais a qualidade de aprendizagem dos formandos.

Saúde

A rede sanitária na província do Bié é composta por 185 unidades sanitárias, sendo 127 postos de saúde, 37 centros de saúde, cinco centros materno infantis, seis hospitais missionários, nove hospitais municipais e um hospital geral.

Esses estabelecimentos são assegurados por três mil e 705 trabalhadores, entre os quais 168 médicos, dois mil e 235 enfermeiros e 169 técnicos de diagnóstico terapêutico.

No âmbito do PIIM, estão em construção, reabilitação, ampliação e apetrechamento 11 unidades sanitárias, que possibilitarão um incremento de mais de 500 camas.

Uíge

Apesar do aumento do significante do número de técnicos de saúde na província do Uíge, desde 2017, o sector necessita de pelo menos mais mil e 40 médicos para a cobertura das necessidades, sendo que conta com 260 médicos, o que corresponde a um médico para seis mil 774 habitantes.

O sector de saúde conta com 370 unidades sanitárias, das quais 87 centros de saúde, 268 postos de saúde, 13 hospitais municipais e dois hospitais provinciais, onde funcionam 1.403 enfermeiros e 69 médicos.

Educação

O sector necessita de pelo menos 707 estabelecimentos de ensino para a cobertura da rede escolar, contra os 1.232 existentes na região.

A perspectiva é melhorar a capacidade de resposta institucional e funcional para a primeira infância, garantir a qualificação dos agentes da primeira infância e alargamento de parcerias, formação contínua dos professores em todos ensinos, para melhorar o processo de ensino aprendizagem.

Passa, igualmente, pela qualificação dos grupos gestores municipais, técnicos de ensino pré-escolar, especial e facilitadores das aldeias, para trabalhar com as famílias com a faixa etária dos 0-5 anos de idade, formação e capacitação de técnicos e Chefes de Estatística Municipais, directores e Subdirectores das Escolas Primárias e Secundárias.

Como resultado desta aposta está a redução do número de crianças fora do sistema e a disponibilização de hospitais em comunas e sectores, melhorando, desta forma a qualidade dos serviços prestados às populações.

Ao nível da educação, dados disponíveis indicam a existência, até ao final do ano 2020, de 39.844 salas para o pré-escolar e ensino primário, 16.069 salas de aula para o I ciclo e 11.865 salas de aula para o II ciclo.

Nos três níveis de ensino, existem, actualmente, 167.032 salas de aula, tendo havido um aumento de mais de 69.348 novas salas de aula em relação ao ano de 2017.

Esse aumento de salas de aula permitiu o ingresso de mais de 3.120.000 alunos, saindo dos 10.600.000 matriculados em 2017 para mais de 13.700.000 alunos matriculados no presente ano lectivo.

Presentemente, estão em construção mais de cinco mil novas escolas, das seis mil 371 necessárias para congregar um milhão 302 e 760 crianças que se encontram fora do sistema de ensino, no quadro do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).

O número de professores, que em 2017 era de 181.624, aumento para 206 mil e 624 docentes, fruto do ingresso de novos professores nos concursos públicos realizados em 2018 e 2019.  

Dados disponibilizados apontam que os subsistemas de ensino Pré-escolar, Geral, Formação de Professores, Técnico Profissional e Educação de Adultos têm um défice de pelo menos 40 mil professores.

À semelhança da educação, o sector da saúde respira, actualmente, de “boa saúde” como resultado da entrada em funcionamento de novas infra-estruturas e o ingresso de mais profissionais.

As melhorias no atendimento dos serviços nas grandes unidades sanitárias do país, entre as quais a Maternidade Lucrécia Paim, Hospital Pediátrico de Luanda, Sanatório, Centro Público de Hemodiálise, na cidade do Lubango (província da Huíla).

No domínio da assistência sanitária, o ano de 2020 ficou marcado pela entrada em funcionamento de novas unidades sanitárias, em Luanda, Lunda Sul e Bié, entre os quais o Hospital Geral “Dr. Walter Strangway”, com 230 camas, para prestação de, pelo menos, 20 serviços especializados, na província do Bié,

Com as especialidades de Gineco-obstetrícia, Pediatria, Neonatologia, Cirurgia, Nefrologia, Oftalmologia, Ortopedia, Psiquiatria, Estomatologia e Otorrinolaringologia, a unidade sanitária está destinada a atender pacientes das regiões Centro e Sul de Angola.

Para a região Leste (Lunda Sul, Lunda Norte e Moxico) , o Executivo apostou na abertura de duas unidades na cidade de Saurimo, capital da província da Lunda Sul.

Trata-se do Hospital Geral e da Maternidade da Lunda Sul, sendo que cada unidade tem capacidade para 150 camas, vários serviços de medicina e blocos operatórios.

No quadro da luta contra a Covid-19, a capital angolana (Luanda) ganhou um Hospital de Campanha, localizado na Zona Económica Especial, município de Viana.

Unidades do género foram criadas também nas províncias de Cabinda, Cunene, Lunda Norte.

Para atendimento especializado, o Governo colocou ao dispor dos pacientes com insuficiência renal Centros de Hemodiálise nas províncias de Luanda (um no Hospital Geral e do Benfica) e do Bié (no Hospital Provincial), os Hospitais Municipais de Maquela do Zombo e do Quimbele e o Centro de Saúde da Quilemba.

A aposta do Executivo passou ainda pela reabilitação dos Hospital Ngola-Kimbanda e 8 Centros ortopédicos de medicina e reabilitação física, de um universo de 11 previstos.

Em curso estão obras de construção e apetrechamento de hospitais nacionais e provinciais, com previsão de conclusão em 2020, designadamente o Hospital Geral de Cabinda, o Hospital Sanatório de Luanda, o Hospital Materno-Infantil da Camama em Luanda, o Instituto Hematológico Pediátrico de Angola e o Instituto de Medicina Forense, vulgo morgue de Luanda.

Conforme os dados, a rede de prestação de cuidados de saúde do Serviço Nacional de Saúde é constituída por perto de duas mil unidades, das quais se destacam oito hospitais centrais, 32 hospitais províncias ou gerais, 228 hospitais municipais e centros de saúde e 1.453 postos de saúde.
A assistência de saúde em Angola é complementada com o sector privado, que regista 319 clínicas em todo o país.

Actualmente, o sector possui 6.400 médicos e precisa de mais 28 mil médicos.

Huíla vê crescer números

A província da Huíla conta, actualmente, com 1.670 escolas, que correspondem a 8.248 salas de aulas, destas 3.393 definitivas e as restantes provisórias, onde leccionam 19.117 professores, dos quais 17.407 frente ao aluno e 1.710 que asseguram os serviços administrativos.

Na província o rácio aluno/professor é de 61 alunos no pré-escolar e 51 no primário para cada professor, ao passo que o rácio aluno/sala de aula uma sala para 70 alunos do primário, 96 do I ciclo e 64 do II ciclo.

No âmbito do PIIM foram já concluídas 10 escolas, sendo nove no Lubango e uma na Humpata.

No que a saúde diz respeito, a província tem no seu mapa sanitário 284 unidades, com destaque para um Hospital Central, o maior da região centro-sul do país, com 520 camas, cinco hospitais provinciais, cinco municipais, 76 centros de saúde e 189 postos com serviços de cuidados primários que garantem assistência aos utentes. 

Dentro do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), a província tem 32 projectos ligados ao sector, o que representa 11% do valor do financiamento alocado.

Esses projectos envolvem a construção, reabilitação, ampliação e apetrechamento de 14 postos de saúde, nos municípios da Cacula, Chibia, Humpata, Jamba, Lubango e Matala.

Consta igualmente a construção, reabilitação e ampliação de seis centros médicos no Lubango, Matala e Quipungo, bem como a construção e apetrechamento de dois hospitais municipais na Jamba e Gambos.

A reabilitação, ampliação e apetrechamento de quatro hospitais municipais de Chicomba, Quipungo, Cacula e Chipindo, assim como a conclusão e apetrechamento de hospital na Humpata.

No âmbito do Programa de Investimentos Públicos (PIP) decorrem  acções de melhoria dos cuidados de saúde, com a reabilitação do Hospital Central do Lubango "Dr. António Agostinho Neto".

Cunene com melhorias significativas

Já na província do Cunene existem 146 unidades sanitárias distribuídas pelos municípios do Cuanhama, Curoca, Cuvelai, Cahama, Ombadja e Namacunde, entre as quais 41 centros saúde, sete hospitais e 98 postos de saúde.

Nessas unidades trabalham 90 médicos e mil e 86 técnicos que prestam assistência a um milhão 157 mil e 491 habitantes.

O sector necessita cerca de mil e técnicos de enfermagem para a cobertura da província com uma extensão territorial de 75 mil 955, 61 metros quadrados.

Lunda Norte com aposta forte na educação

Na província da Lunda Norte, o sector da Educação ocupa um lugar privilegiado no Orçamento Geral.

O sector controla 178 escolas, comportando 1.723 salas de aulas, sendo 89 do ensino primário, sete colégios, 67 Complexos escolares, sete Liceus, seis Magistérios e dois institutos técnicos que permitiram a inserção de 226 mil, 449 cidadãos no sistema de ensino em 2020/2021.

Dos alunos inseridos, 557 estão no pré-escolar, 144.265 no ensino primário, 41.328 no I ciclo e 9.299 no Il ciclo do ensino secundário.

No âmbito do PIIM e do Programa Integrado de Desenvolvimento Local, Combate à Pobreza, 34 novas escolas, um total de 305 salas de aulas, estarão disponíveis no próximo ano lectivo para inserir mais 21 mil e 350 alunos no sistema normal.

Já no que a saúde diz respeito, o director do gabinete provincial Gimi Nhunga, diz que houve avanços significativos nas infra-estruturas, nos recursos humanos e na oferta de novos serviços. Hoje, estão disponíveis serviços de ultrassonografia, tomografia axial computadorizada (TAC), fisioterapia, electrocardiografia, clínica geral, entre outros.

A província ganhou, entre 2011 a 2019, 13 hospitais, 19 centros de saúde, 69 postos de saúde, totalizando  101 unidades hospitalares, asseguradas por mais de cem médicos e 905 enfermeiros.

Nos últimos quatro anos tem havido um esforço com a construção e de reconstrução de unidades sanitárias, especialmente no concernente  aos centros de saúde e postos de saúde, tendo o Programa de Desenvolvimento Local e Combate à Pobreza (PDLCP) contribuído, de forma decisiva, para o alargamento dessa rede.

A grande necessidade do  sector da saúde continua a ser os recursos humanos, com necessidade de mais médicos especialistas, farmacéuticos, técnicos de diagnóstico terapêutico e enfermeiros licenciados, sem no entanto avançar números.

Huambo regista aumento da oferta educativa

No Huambo, o sector da educação ganhou, em 2020, 12 novas escolas, correspondentes a 182 salas de aula,  que permitiram a expansão da rede escolar e diminuir o número de crianças fora do sistema de ensino/aprendizagem.

Conforme o director do Gabinete local da Educação, Celestino Piedade Chiquela, a província conta, actualmente, com mil e 213 escolas, devendo passar, em 2021, para 813, em função do processo de agrupamento das instituições do ensino, que devem ter, no mínimo, sete salas de aula.

Das 813 escolas disponíveis, apenas 25 por cento são de construção definitiva, exigindo, deste modo, um esforço por parte do Governo para se melhorar as infra-estruturas precárias e improvisadas, sobretudo, para o normal retorno às aulas no ensino primário.

Não obstante o facto de apenas 26 escolas, das mil e 213 escolas existentes, terem orçamento, a educação ocupa um lugar chave e estratégico na política governativa, assim como na vida das pessoas e na construção da sã cidadania.

No âmbito do PIIM, 11 novas escolas devem estar prontas ainda este ano, para que mais crianças sejam inseridas no sistema.

Lunda Sul aposta na educação

Em termos de infra-estruturas escolares, a província da Lunda Sul conta com 192 escolas de construção definitiva, que perfazem um total de 1.681 salas de aulas.

Em previsão está a entrada em funcionamento de 24 escolas, num total de 184 salas de aulas, em 2021, no âmbito do PIIM.

Para cobrir o défice de salas de aulas, a Lunda Sul necessita de 1.102 novas salas.

Porém, pensa-se numa estratégia de carácter interno que consiste em transferir docentes que leccionam em zonas distantes e de difícil acesso para o município de Saurimo, a fim de continuarem com a superação académica, através da escola superior politécnica da Lunda sul.

Actualmente, a província conta com quatro institutos Médios Politécnicos, sendo três estatais e um privado.

Para o ano de 2021, consiste na realização de sessões de formação em varias matérias, envolvendo docentes e gestores escolares, criação de salas de informáticas nas escolas do II ciclo ao nível da província, bem como equipar os laboratórios de Química,  Física, Biologia e Informática.

Namibe aumenta rede sanitária

Na província do Namibe, o sector da Saúde conta com 100 unidades sanitárias, das quais três hospitais províncias, cinco municipais, 11 centros e 81 postos de saúde.

O sector conta ainda com 91 médicos e dois mil e quinhentos enfermeiros e outro pessoal de apoio.

O PIIM prevê 17 projectos, entre centros e postos de saúde nos cinco municípios, dos quais 15 já em execução, que após a sua conclusão trarão mais de 350 camas .

Educação

No que a educação diz respeito, a província do Namibe conta com sete mil 112 professores e duas mil e duas salas, para um universo de mais de 135 mil alunos matriculados.

A província necessita de mais quatro mil 4882 novos professores, entre docentes e educadores de infância.

O PIIM inclui 26 projectos da educação, entre as quais a construção, ampliação, reabilitação e apetrechamento de escolas.

A província conta até ao momento com 195 escolas.

Malanje

A província de Malanje conta com 178 unidades sanitárias, das quais três hospitais de referência, nomeadamente o Regional de Malanje e os provinciais Materno Infantil e Sanatório.

De entre as unidades, 12 são hospitais municipais, 34 centros e 129 postos de saúde, espalhados pelos 14 municípios da província, ainda insuficientes para responder à demanda.

Entretanto, os municípios de Kunda-dia-base e Marimba não dispõem de hospitais municipais, mas contam com centros de saúde de referência.

Para minimizar a situação, está em curso a reabilitação e ampliação de várias unidades e a construção de 14, no âmbito do PIIM, que poderão ser inaugurados ainda este ano.

No que toca a médicos, a província conta com apenas 216 de várias especialidades, incluindo 55 expatriados, cifra que corresponde a 0,14 por cento por mil habitantes, pelo que necessita-se de pelo menos mais mil para atender o rácio de 1 médico por mil habitantes definido pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Educação

Malanje conta 352 escolas do I e II ciclos entre públicas e comparticipadas, sendo o município sede o mais beneficiado, devido a densidade populacional que detém em detrimento dos demais.

No universo de 352 escolas existentes, apenas seis são orçamentadas, nomeadamente as Escolas de Formação de Professores e de Técnicos de Enfermagem, bem como o IMAM (Instituto Médio Agrário de Malanje), Nicolau Gomes Spencer e Escola de Formação de Professores do Futuro afecta a ADPP (Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo).

Face a necessidade de aumentar a oferta educativa, o PIIM prevê a construção de mais de 200 salas de aulas.

Cabinda

Em termos de estabelecimentos escolares, Cabinda conta 290 escolas públicas. O défice está na cidade de Cabinda onde se concentra a maior parte da população estudantil e também em algumas aldeias bem identificadas nos municípios do interior para se satisfazer a demanda de mais de 120 salas de aulas.

O sistema de ensino e aprendizagem estende-se a toda a província com 290 escolas públicas e 53 privadas que corresponde a mais de 2 mil salas de aula.

O corpo docente é composto por mais de três mil e 895 efectivos, número que cresceu com a admissão de mais 791 professores, dados estatísticos do ano lectivo de 2019/2020.

Cerca de 200 mil alunos foram matriculados no ano lectivo  nos quatro municípios, contra os 180 mil inscritos em 2018.

Bengo

A atenção prestada a esse sector ainda não satisfaz, tendo em conta que os recurso alocados, ou seja, o orçamento atribuído ao sector da educação continua abaixo do índices internais a comparar os padrões da União Africana e da UNESCO. 

A província carece de muitas infra-estruturas escolares para substituir as erguidas com materiais locais e as salas adaptadas nas igrejas e outras organizações.

A província conta com 285 escolas públicas, mas ainda carece de várias infra-estruturas escolares.

Bie

A nível desta província existem mil e 396 escolas do I e II ciclos do ensino secundária, com 625 mil 667 alunos, assegurados por 13 mil e 930 professores.

No âmbito do PIIM estão em construção 50 escolas, que vão permitir o incremento de 50 mil novos alunos no sistema de ensino no próximo ano lectivo, assim como melhorar cada vez mais a qualidade de aprendizagem dos formandos.

Saúde

A rede sanitária na província do Bié é composta por 185 unidades sanitárias, sendo 127 postos de saúde, 37 centros de saúde, cinco centros materno infantis, seis hospitais missionários, nove hospitais municipais e um hospital geral.

Esses estabelecimentos são assegurados por três mil e 705 trabalhadores, entre os quais 168 médicos, dois mil e 235 enfermeiros e 169 técnicos de diagnóstico terapêutico.

No âmbito do PIIM, estão em construção, reabilitação, ampliação e apetrechamento 11 unidades sanitárias, que possibilitarão um incremento de mais de 500 camas.

Uíge

Apesar do aumento do significante do número de técnicos de saúde na província do Uíge, desde 2017, o sector necessita de pelo menos mais mil e 40 médicos para a cobertura das necessidades, sendo que conta com 260 médicos, o que corresponde a um médico para seis mil 774 habitantes.

O sector de saúde conta com 370 unidades sanitárias, das quais 87 centros de saúde, 268 postos de saúde, 13 hospitais municipais e dois hospitais provinciais, onde funcionam 1.403 enfermeiros e 69 médicos.

Educação

O sector necessita de pelo menos 707 estabelecimentos de ensino para a cobertura da rede escolar, contra os 1.232 existentes na região.

A perspectiva é melhorar a capacidade de resposta institucional e funcional para a primeira infância, garantir a qualificação dos agentes da primeira infância e alargamento de parcerias, formação contínua dos professores em todos ensinos, para melhorar o processo de ensino aprendizagem.

Passa, igualmente, pela qualificação dos grupos gestores municipais, técnicos de ensino pré-escolar, especial e facilitadores das aldeias, para trabalhar com as famílias com a faixa etária dos 0-5 anos de idade, formação e capacitação de técnicos e Chefes de Estatística Municipais, directores e Subdirectores das Escolas Primárias e Secundárias.