Especialista defende atenção educacional especial aos alunos com dislexia

  • Alunos em sala de leitura
Luanda – O director da Escola Superior de Educação Paula Frassinetti do Porto (Portugal), José Luís Gonçalves, defendeu, nesta segunda-feira, uma atenção educacional especial aos alunos com dislexia.

Conforme o responsável, que falava à ANGOP a propósito da abordagem programada no quadro da webinar sobre “A dislexia na primeira Infância: manifestações e intervenção do Educador na integração escolar”, a ter lugar nesta quarta-feira, 16, com a participação de especialistas angolanos e portugueses, numa iniciativa do Gabinete da Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, é importante que crianças com dislexia recebam uma intervenção apropriada, que inclua o treino da consciência fonológica e a instrução fonética (relação entre sons e letras).

O também médico explicou que o atraso no desenvolvimento da fala, problemas para formar palavras de forma correcta, como trocar a ordem dos sons e confundir palavras semelhantes, bem como erros de pronúncia, incluindo trocas, omissões, substituições, adições e misturas de fonemas são alguns dos principais sintomas de pessoas com dislexia.

O especialista explicou que a dislexia não é uma doença e, por isso, não existem remédios para tratar ou curar.

"A dislexia é uma condição que requer intervenção educacional e tratamento. O trabalho de intervenção com crianças com dislexia é composto por actividades e jogos que ajudam a desenvolver e fortalecer habilidades de linguagem, principalmente a consciência fonológica, antes de elas iniciarem o ensino primário", reforçou.

Na óptica do médico, esse trabalho pode ser feito por pais, cuidadores ou professores, afirmando que o tratamento consiste em realizar adaptações pedagógicas e atendimento especializado e conduzido por profissionais da área da saúde e/ ou da educação.

José Luís Gonçalves explicou que, de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), da Associação Americana de Psiquiatria (APA), a prevalência de transtornos de aprendizagem é de 5 a 15 por cento entre crianças em idade escolar, em diferentes idiomas e culturas.

Segundo a fonte, a prevalência da dislexia varia em função da opacidade do idioma, sendo que em ortografias mais opacas (inglês) pode ultrapassar os 10 por cento e em ortografias mais transparentes (italiano, espanhol) não atingir os 4 por cento.

Adiantou que o português é considerado um idioma de opacidade intermédia.

"A dislexia tem as suas raízes em diferenças nos sistemas cerebrais responsáveis pelo processamento fonológico que resultam em dificuldade para processar os sons das palavras e associar os sons com as letras ou sequências de letras que os representam", disse.

Além dos sintomas relacionados com a linguagem oral, o especialista explicou ser importante considerar os efeitos que a dislexia pode ter na auto-estima.

"Pessoas disléxicas sentem-se frequentemente menos inteligentes e capazes do que elas realmente são", disse, tendo acrescentado ainda que as dificuldades escolares podem desmotivar o aluno em continuar os estudos, podendo causar evasão escolar.

O webinar sobre “A dislexia na primeira Infância: manifestações e intervenção do Educador na integração escolar” tem como objectivo fomentar a troca de experiência entre especialistas internacionais  e angolanos, produzir conhecimento teórico e prático sobre o papel dos profissionais de Educação Especial na primeira Infância, no contexto da realidade angolana, e lançar as bases para a implementação de estratégias pedagógicas diferenciadas na formação de profissionais qualificados e habilitados para intervir ao nível.

De acordo com a Associação Internacional de Dislexia (IDA), a dislexia afecta 10 por cento da população mundial.

A associação calcula que haja mais de 700 milhões de pessoas disléxicas no mundo.

Conforme o responsável, que falava à ANGOP a propósito da abordagem programada no quadro da webinar sobre “A dislexia na primeira Infância: manifestações e intervenção do Educador na integração escolar”, a ter lugar nesta quarta-feira, 16, com a participação de especialistas angolanos e portugueses, numa iniciativa do Gabinete da Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, é importante que crianças com dislexia recebam uma intervenção apropriada, que inclua o treino da consciência fonológica e a instrução fonética (relação entre sons e letras).

O também médico explicou que o atraso no desenvolvimento da fala, problemas para formar palavras de forma correcta, como trocar a ordem dos sons e confundir palavras semelhantes, bem como erros de pronúncia, incluindo trocas, omissões, substituições, adições e misturas de fonemas são alguns dos principais sintomas de pessoas com dislexia.

O especialista explicou que a dislexia não é uma doença e, por isso, não existem remédios para tratar ou curar.

"A dislexia é uma condição que requer intervenção educacional e tratamento. O trabalho de intervenção com crianças com dislexia é composto por actividades e jogos que ajudam a desenvolver e fortalecer habilidades de linguagem, principalmente a consciência fonológica, antes de elas iniciarem o ensino primário", reforçou.

Na óptica do médico, esse trabalho pode ser feito por pais, cuidadores ou professores, afirmando que o tratamento consiste em realizar adaptações pedagógicas e atendimento especializado e conduzido por profissionais da área da saúde e/ ou da educação.

José Luís Gonçalves explicou que, de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), da Associação Americana de Psiquiatria (APA), a prevalência de transtornos de aprendizagem é de 5 a 15 por cento entre crianças em idade escolar, em diferentes idiomas e culturas.

Segundo a fonte, a prevalência da dislexia varia em função da opacidade do idioma, sendo que em ortografias mais opacas (inglês) pode ultrapassar os 10 por cento e em ortografias mais transparentes (italiano, espanhol) não atingir os 4 por cento.

Adiantou que o português é considerado um idioma de opacidade intermédia.

"A dislexia tem as suas raízes em diferenças nos sistemas cerebrais responsáveis pelo processamento fonológico que resultam em dificuldade para processar os sons das palavras e associar os sons com as letras ou sequências de letras que os representam", disse.

Além dos sintomas relacionados com a linguagem oral, o especialista explicou ser importante considerar os efeitos que a dislexia pode ter na auto-estima.

"Pessoas disléxicas sentem-se frequentemente menos inteligentes e capazes do que elas realmente são", disse, tendo acrescentado ainda que as dificuldades escolares podem desmotivar o aluno em continuar os estudos, podendo causar evasão escolar.

O webinar sobre “A dislexia na primeira Infância: manifestações e intervenção do Educador na integração escolar” tem como objectivo fomentar a troca de experiência entre especialistas internacionais  e angolanos, produzir conhecimento teórico e prático sobre o papel dos profissionais de Educação Especial na primeira Infância, no contexto da realidade angolana, e lançar as bases para a implementação de estratégias pedagógicas diferenciadas na formação de profissionais qualificados e habilitados para intervir ao nível.

De acordo com a Associação Internacional de Dislexia (IDA), a dislexia afecta 10 por cento da população mundial.

A associação calcula que haja mais de 700 milhões de pessoas disléxicas no mundo.