Historiadora critica falta de estudo do massacre da Baixa de Cassanje

  • Historiadora,  Rosa Cruz e Silva
Quela- A historiadora angolana Rosa Cruz e Silva afirmou, em Malanje, que a relevância histórica do massacre da Baixa de Cassanje não está devidamente retratada em manuais escolares, fruto do desinteresse dos estudiosos em aprofundar a investigação sobre o acontecimento.

Ao intervir na 5ª edição do encontro inter-geracional, decorrido no município do Quela, onde esteve em abordagem a importância do 4 de Janeiro (Dia dos Mártires da Repressão Colonial), a académica disse ser urgente desenvolver um trabalho aturado de recolha de dados para a produção de manuais sobre a referida data.

A prelectora recordou que, na década de 90, o Arquivo Histórico Nacional deu início a um projecto que incluía o estudo da história do 4 de Janeiro de 1961, através de buscas de depoimentos dos sobreviventes, iniciativa que ficou suspensa por falta de verbas.

Rosa Cruz e Silva afirmou que grande parte dos documentos de que o país dispõe a respeito do massacre foi escrito pela autoridade colonial, dai a necessidade dos angolanos irem a busca dos factos para a confrontação, a fim de se valorizar a história do país.

A historiadora alertou para a existência de uma corrente historiográfica que pretende “branquear” a batalha, sob alegação de que  foi instigada por forças externas.

A especialista enfatizou o contributo dos heróis da Baixa de Cassanje para o alcance da independência nacional, a 11 de Novembro de 1975, e encorajou a juventude a espelhar-se no sacrifício destes para a edificação de uma Angola mais próspera.

Por sua vez, o general Clemente Conjuca destacou a bravura dos mártires da Baixa de Cassanje, que apesar de munidos de meios rudimentares decidiram pôr fim ao longo período de exploração colonial.

Reiterou que os exemplos dos heróis que lutaram pela libertação do país devem servir de elemento catalisador para os jovens, consentido sacrifícios em prol do bem comum.

“A guerra fez-nos grandes generais, a paz deve fazer grandes cientistas”, rematou.

Na ocasião, a ministra da Juventude e Desportos, Ana Paula do Sacramento Neto, avançou o incessante trabalho do sector na busca dos mais velhos para a transmissão oral do seu legado aos jovens, com vista a despertar na juventude o interesse pela história de Angola e escrever sobre ela.

Garantiu advocacia junto do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente para a dinamização deste projecto.

A par da palestra, a 5ª edição do encontro inter-geracional foi ainda marcada com a exibição de um documentário sobre o 4 de Janeiro e depoimentos dos sobas Teka-Dia-Kinda e Mutúmbua, ambos do município do Quela, sobre os acontecimentos da efeméride.

O evento afirma-se como um momento privilegiado para o diálogo entre a geração daqueles que com suor, sangue e lágrimas tudo fizeram para o alcance da Independência Nacional e a nova geração de jovens que têm em suas mãos o desafio de desenvolver o país em todas as suas facetas e a transmissão de valores e de saberes.

Enquadrado no Projecto Mais Cidadania, Mais Angola, do Programa de Desenvolvimento Integral da Juventude à luz do Plano de Desenvolvimento Nacional-PDN 18/22, visa ainda divulgar e realçar a importância do 04 de Janeiro para as novas gerações, motivando-as a participar de forma activa no processo de desenvolvimento, bem-estar e consolidação do Estado Democrático e de Direito.

O 4 de Janeiro de 1961 representa um marco histórico que atingiu mais de dez mil camponeses da ex-companhia de Algodão de Angola (Cotonang), na Baixa de Cassanuje, que foram barbaramente assassinados pelos colonialistas portugueses, por exigência dos direitos de trabalhadores, abolição do trabalhado forçado, isenção de pagamentos de impostos e outros maus-tratos a que estavam submetidos pelo jugo colonial.

Ao intervir na 5ª edição do encontro inter-geracional, decorrido no município do Quela, onde esteve em abordagem a importância do 4 de Janeiro (Dia dos Mártires da Repressão Colonial), a académica disse ser urgente desenvolver um trabalho aturado de recolha de dados para a produção de manuais sobre a referida data.

A prelectora recordou que, na década de 90, o Arquivo Histórico Nacional deu início a um projecto que incluía o estudo da história do 4 de Janeiro de 1961, através de buscas de depoimentos dos sobreviventes, iniciativa que ficou suspensa por falta de verbas.

Rosa Cruz e Silva afirmou que grande parte dos documentos de que o país dispõe a respeito do massacre foi escrito pela autoridade colonial, dai a necessidade dos angolanos irem a busca dos factos para a confrontação, a fim de se valorizar a história do país.

A historiadora alertou para a existência de uma corrente historiográfica que pretende “branquear” a batalha, sob alegação de que  foi instigada por forças externas.

A especialista enfatizou o contributo dos heróis da Baixa de Cassanje para o alcance da independência nacional, a 11 de Novembro de 1975, e encorajou a juventude a espelhar-se no sacrifício destes para a edificação de uma Angola mais próspera.

Por sua vez, o general Clemente Conjuca destacou a bravura dos mártires da Baixa de Cassanje, que apesar de munidos de meios rudimentares decidiram pôr fim ao longo período de exploração colonial.

Reiterou que os exemplos dos heróis que lutaram pela libertação do país devem servir de elemento catalisador para os jovens, consentido sacrifícios em prol do bem comum.

“A guerra fez-nos grandes generais, a paz deve fazer grandes cientistas”, rematou.

Na ocasião, a ministra da Juventude e Desportos, Ana Paula do Sacramento Neto, avançou o incessante trabalho do sector na busca dos mais velhos para a transmissão oral do seu legado aos jovens, com vista a despertar na juventude o interesse pela história de Angola e escrever sobre ela.

Garantiu advocacia junto do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente para a dinamização deste projecto.

A par da palestra, a 5ª edição do encontro inter-geracional foi ainda marcada com a exibição de um documentário sobre o 4 de Janeiro e depoimentos dos sobas Teka-Dia-Kinda e Mutúmbua, ambos do município do Quela, sobre os acontecimentos da efeméride.

O evento afirma-se como um momento privilegiado para o diálogo entre a geração daqueles que com suor, sangue e lágrimas tudo fizeram para o alcance da Independência Nacional e a nova geração de jovens que têm em suas mãos o desafio de desenvolver o país em todas as suas facetas e a transmissão de valores e de saberes.

Enquadrado no Projecto Mais Cidadania, Mais Angola, do Programa de Desenvolvimento Integral da Juventude à luz do Plano de Desenvolvimento Nacional-PDN 18/22, visa ainda divulgar e realçar a importância do 04 de Janeiro para as novas gerações, motivando-as a participar de forma activa no processo de desenvolvimento, bem-estar e consolidação do Estado Democrático e de Direito.

O 4 de Janeiro de 1961 representa um marco histórico que atingiu mais de dez mil camponeses da ex-companhia de Algodão de Angola (Cotonang), na Baixa de Cassanuje, que foram barbaramente assassinados pelos colonialistas portugueses, por exigência dos direitos de trabalhadores, abolição do trabalhado forçado, isenção de pagamentos de impostos e outros maus-tratos a que estavam submetidos pelo jugo colonial.