ISPH em risco de fechar cursos por carência de professores

Lubango - A falta de docentes no Instituto Superior Politécnico da Huíla (ISPH), unidade orgânica da Universidade Mandume ya Ndemufayo, está a condicionar o cumprimento integral da grelha curricular de alguns cursos, informou hoje (terça-feira), no Lubango.

O ISPH é a única instituição do ensino superior pública de formação técnica da região Sul do país e conta com nove cursos, assegurados por 46 docentes, entre nacionais e estrangeiros.

Para responder às  necessidades seriam precisos mais 200, sobretudo para o 3º, 4º e 5º ano.

Até 2018 contaram com professores colabradores, mas as irregularidades nos pagamentos forçaram-nos a desistir.

Em declarações à Angop,  o chefe do departamento dos assuntos académicos, António Chimuco, disse que, pelo facto de a instituição não beneficiar de quotas em concursos de ingresso no ensino superior, desde a sua criação (2011), está na origem da falta de docentes.

Considerou  a situação  de “preocupante”, tendo em conta que estão a formar engenheiros que terão de resolver problemas sociais com ajuda da ciência e da tecnologia, mas no curso de engenharia mecânica, por exemplo, os alunos do primeiro ano têm somente aulas de duas cadeiras semestrais, das cinco do currículo.

A grelha curricular desse curso carrega 53 disciplinas e são necessários, no mínimo, 11 professores, mas estão a ser leccionadas somente as cadeiras básicas e do ciclo conexo, com análise Matemática I e Análise Matemática II.    

Actualmente, os cursos melhores servidos são três: engenharia informática, computação e geologia, mas que funcionam a 75 por cento.

Mais de 60 por cento dos docentes são emprestados do ensino geral. As propinas do curso pós-laboral ajudavam a pagar os salários dos professores-colaboradores, mas a interrupção das aulas nesse período agravou ainda mais a situação.

 

O ISPH é a única instituição do ensino superior pública de formação técnica da região Sul do país e conta com nove cursos, assegurados por 46 docentes, entre nacionais e estrangeiros.

Para responder às  necessidades seriam precisos mais 200, sobretudo para o 3º, 4º e 5º ano.

Até 2018 contaram com professores colabradores, mas as irregularidades nos pagamentos forçaram-nos a desistir.

Em declarações à Angop,  o chefe do departamento dos assuntos académicos, António Chimuco, disse que, pelo facto de a instituição não beneficiar de quotas em concursos de ingresso no ensino superior, desde a sua criação (2011), está na origem da falta de docentes.

Considerou  a situação  de “preocupante”, tendo em conta que estão a formar engenheiros que terão de resolver problemas sociais com ajuda da ciência e da tecnologia, mas no curso de engenharia mecânica, por exemplo, os alunos do primeiro ano têm somente aulas de duas cadeiras semestrais, das cinco do currículo.

A grelha curricular desse curso carrega 53 disciplinas e são necessários, no mínimo, 11 professores, mas estão a ser leccionadas somente as cadeiras básicas e do ciclo conexo, com análise Matemática I e Análise Matemática II.    

Actualmente, os cursos melhores servidos são três: engenharia informática, computação e geologia, mas que funcionam a 75 por cento.

Mais de 60 por cento dos docentes são emprestados do ensino geral. As propinas do curso pós-laboral ajudavam a pagar os salários dos professores-colaboradores, mas a interrupção das aulas nesse período agravou ainda mais a situação.