OMA cria salas de alfabetização nos mercados

  • Lúcia Yoleny, Secretária provincial da OMA no Cunene
Ondjiva – A OMA na província do Cunene vai criar, no ano lectivo 2021/2022, salas de alfabetização nos mercados informais do Oshomukuio e Alemanha, em Ondjiva, com vista a ensinar ler e escrever as mulheres vendedoras.

Na província estão por aprender a ler e escrever 259 mil e 908 cidadãos.

O objectivo da OMA é, numa primeira fase alfabetizar, todas as mulheres vendedoras dos dois principais mercados da região, que dominam apenas a contagem de dinheiro.

Em declarações hoje, à Angop, no final de uma visita realizada as vendedoras do mercado de Oshomukuio, a primeira secretária da OMA no Cunene, Lúcia Yoleni Sincopela, disse que as aulas serão asseguradas por alfabetizadoras voluntárias membros da organização.

 

“Numa primeira fase vamos criar duas salas, em função da adesão de mais mulheres vamos aumentar o número de turmas, no sentido de se sentirem incentivadas a dar o seu contributo no desenvolvimento da província”, afirmou.

Lúcia Yoleni Sincopela disse que esta preocupação de ensinar nos mercados surge em função de existir um número elevado de vendedoras que não dominam a leitura e nem escrita.

“É intenção da OMA ajudar a corrigir este lado, para elevar o empoderamento económico da mulher”, afirmou.

Sector da edução elogia iniciativa

Por seu turno, o director do Gabinete Provincial da Educação no Cunene, Domingos de Oliveira, elogiou a iniciativa, numa altura em que as aulas de alfabetização encontram-se suspensas, devido à dívida em relação aos subsídios a pagar aos 417 alfabetizadores, referente o período de 2017 a 2019.

O responsável fez saber que 113 milhões e 400 mil kwanzas é o valor da dívida acumulada pelo Ministério da Educação, situação que forçou a  oito mil e 738 alfabetizados, matriculados em 2020, a terem as aulas suspensas.

Domingos de Oliveira disse que apesar da paralisação do Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar, os parceiros como as  Forças Armadas Angolanas, Polícia nacional, igrejas, partidos políticos e Ongs s têm contribuído “para que alguma coisa seja feita”.

ADPP desenvolve projecto comunitário

No quadro de um projecto comunitário de educação e empoderamento do género, desenvolvido pela ong Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP) no Cunene, 425 mulheres serão alfabetizadas nos próximos três anos.

O projecto está a ser financiado pela Embaixada da Holanda em Angola, no valor de 150 mil euros, no quadro do empoderamento das mulheres e meninas, que vai abranger também as províncias de Benguela e Cuando Cubango.

O Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar (PAAE) no Cunene existe desde 2007 e, ate 2019, altura em que foi suspenso, aprenderam ler 204 mil e 682 pessoas.

Na província estão por aprender a ler e escrever 259 mil e 908 cidadãos.

O objectivo da OMA é, numa primeira fase alfabetizar, todas as mulheres vendedoras dos dois principais mercados da região, que dominam apenas a contagem de dinheiro.

Em declarações hoje, à Angop, no final de uma visita realizada as vendedoras do mercado de Oshomukuio, a primeira secretária da OMA no Cunene, Lúcia Yoleni Sincopela, disse que as aulas serão asseguradas por alfabetizadoras voluntárias membros da organização.

 

“Numa primeira fase vamos criar duas salas, em função da adesão de mais mulheres vamos aumentar o número de turmas, no sentido de se sentirem incentivadas a dar o seu contributo no desenvolvimento da província”, afirmou.

Lúcia Yoleni Sincopela disse que esta preocupação de ensinar nos mercados surge em função de existir um número elevado de vendedoras que não dominam a leitura e nem escrita.

“É intenção da OMA ajudar a corrigir este lado, para elevar o empoderamento económico da mulher”, afirmou.

Sector da edução elogia iniciativa

Por seu turno, o director do Gabinete Provincial da Educação no Cunene, Domingos de Oliveira, elogiou a iniciativa, numa altura em que as aulas de alfabetização encontram-se suspensas, devido à dívida em relação aos subsídios a pagar aos 417 alfabetizadores, referente o período de 2017 a 2019.

O responsável fez saber que 113 milhões e 400 mil kwanzas é o valor da dívida acumulada pelo Ministério da Educação, situação que forçou a  oito mil e 738 alfabetizados, matriculados em 2020, a terem as aulas suspensas.

Domingos de Oliveira disse que apesar da paralisação do Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar, os parceiros como as  Forças Armadas Angolanas, Polícia nacional, igrejas, partidos políticos e Ongs s têm contribuído “para que alguma coisa seja feita”.

ADPP desenvolve projecto comunitário

No quadro de um projecto comunitário de educação e empoderamento do género, desenvolvido pela ong Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP) no Cunene, 425 mulheres serão alfabetizadas nos próximos três anos.

O projecto está a ser financiado pela Embaixada da Holanda em Angola, no valor de 150 mil euros, no quadro do empoderamento das mulheres e meninas, que vai abranger também as províncias de Benguela e Cuando Cubango.

O Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar (PAAE) no Cunene existe desde 2007 e, ate 2019, altura em que foi suspenso, aprenderam ler 204 mil e 682 pessoas.