Sinprof apela ao investimento na educação

  • Sala de aulas com alunos na Escola do 1º Ciclo do ensino Secundário nº 5111 em Viana
Luanda - O Sindicato Nacional dos Professores (Sinprof) destacou, neste sábado, em Luanda, a necessidade de se reflectir em torno dos principais desafios da educação em Angola, nomeadamente o acesso ao ensino para todos e a qualidade do processo de aprendizagem.

Em mensagem alusiva ao Dia Nacional do Educado, a assinalar-se neste domingo, 22, o Sinprof expressa que o alcance dos dois objectivos passa, sobretudo, pelo investimento e financiamento à educação, para se assegurar a formação qualitativa dos recursos humanos e a construção de infra-estruturas escolares que respondam a demanda.

" Apesar do contexto que vivemos, gostaríamos que a data mereça maior atenção, procurando-se valorizar, cada vez mais, a figura do professor, contudo uma valorização que se situe além do discurso”, lê-se na mensagem.

O Sinprof refere que não se fazem bons professores com improviso, tão pouco se faz uma educação de qualidade sem investimento.

“O OGE em discussão na Assembleia Nacional, para o exercício económico 2021, explica por si só o descaso que se tem com a educação no país, com apenas uma despesa (6%)”, reforça o sindicato.

Conforme a organização sindical, é sinal de que continuará a existir, no país, escolas sem dinheiro para fazerem face as inúmeras dificuldades com que se debatem no dia-a-dia e ter os principais indicadores de qualidade de ensino negligenciados, com implicações negativas para todo sistema.

O sindicato assinala, com satisfação, a extinção da mono-docência na 5ª e 6ª classe, considerando uma conquista para todos os agentes do sistema educativo angolano.

O Sinprof reafirma o seu compromisso com todos os professores de Angola e firme defesa das causas, lutando para o bem-estar e dignidade, chamando, uma vez mais, a responsabilidade no trabalho, rigor no cumprimento dos deveres.

"Podemos fazer sempre mais, já provamos que isso é possível", lê-se.

O Dia Nacional do Educador foi instituído em 1978 pelo governo angolano, como marco para assinalar o início da campanha nacional de alfabetização, em 1977.

Esta data constitui uma importante ocasião para as autoridades afins,  educadores e discentes reflectirem sobre os principais problemas do sector, visando encontrar fórmulas ou modelos eficazes e eficientes para a sua superação.

Dados disponíveis indicam que o sector conta, actualmente, com 210.674, para um universo de cerca de 13 milhões de estudantes.