Estamos no caminho certo – Edmazia

  • Cantora Edmázia Mayembe
Luanda – Nascida em Angola e crescida num ambiente religioso, Edmazia Mayembe tornou-se, nos últimos anos, uma das vozes de referência da nova vaga de cantores nacionais.

Por:  Venceslau Mateus

Autora de várias canções que "estouram" nas pistas de dança, iniciou-se na música ainda na infância, mas cedo deu mostras de que podia atingir as paradas do sucesso.

A artista, que já conquistou alguns prémios a nível nacional, fala em entrevista à ANGOP sobre a sua trajectória musical e sobre os grandes desafios dos cantores angolanos.

Nesta conversa com o jornalista Venceslau Mateus, fala do impacto da Covid-19 no mercado do entretenimento, da internacionalização da música nacional e da questão da passagem de testemunho.

Ciente de que muito ainda tem para dar à arte e à cultura angolana, a cantora afirma que os músicos nacionais estão "no bom caminho", e aponta a perseverança, criatividade e dedicação como factores-chaves para o sucesso de todos os executantes do país.

Eis a íntegra da entrevista:

ANGOP: Angola vive um momento complexo da sua economia, com reflexos fortes no sector do entretenimento, que deixam muitos artistas à beira da penúria. Face ao actual momento, que alternativas tem encontrado para continuar a fazer da música a sua fonte de ganha-pão?

Edmazia Mayembe (EM) - A música continua a ser o meu ganha-pão, uma vez que a tenho como profissão. Infelizmente, a pandemia da Covid-19 está a provocar uma crise sem precedentes a nível mundial e a classe artística angolana não escapa a esta realidade. Sem show, sem grandes alternativas e sem recursos financeiros complica bastante. Infelizmente, com as restrições impostas e sem hipótese de fazer espectáculos,   não temos meios de subsistência, logo, agravam-se os níveis de pobreza da classe.

Vamos ter fé que esta fase venha a passar e com isto recuperemos o tempo perdido.

ANGOP: O que as autoridades governamentais precisam de fazer para salvar o sector do entretenimento nesta época de pandemia da Covid-19 e reanimar a classe?

EM - O Governo deveria adoptar medidas que permitam aos promotores de show realizar algumas actividades, com as devidas medidas de biossegurança, tal como ocorre em outros sectores que trabalham com o público. Só assim poder-se-á aliviar as dificuldades do mercado do entretenimento.

ANGOP: Que futuro antevê para os artistas angolanos face às dificuldades impostas pela crise económica, financeira e pela pandemia que tarda a ir embora?

EM - Diz-se na gíria que a esperança é a última a morrer. Tenho fé num futuro promissor para os angolanos. A crise é dura, mas a fé é maior, ela vence qualquer obstáculo. Juntos sairemos desta crise. Nesta fase, temos que ser fortes, fazer das dificuldades oxigénio para seguir em frente, vencer os obstáculos que a vida prega. É necessário pensar que se trata apenas de uma fase e que logo passará.

ANGOP: Em termos globais, e pondo de parte todo o estrago provocado pela Covid-19, que avaliação faz da música angolana, actualmente?

EM - A música angolana já deu mostras de qualidade e é muito apreciada fora do país. Estamos no caminho certo, o sucesso de muitos artistas no mercado e internacional é prova disto. Ainda temos muita estrada a percorrer, mas o caminho está desbravado.

ANGOP: Há quem diga que a música é uma das vias do processo sócio-educativo e vocês, enquanto artistas, têm muitos seguidores que imitam os vossos actos. Sente que os músicos estão preparados para ajudar na edificação de uma sociedade sã?

EM - A música é um meio de informação muito forte. Os artistas têm grande responsabilidade, sobretudo nas mensagens transmitidas nas letras das composições. Os fãs olham para nós como exemplos a seguir, factor que nos obriga a produzir músicas com mensagens positivas e leva o público a contribuir para a afirmação do país. Então, o lado educacional está sempre patente em mim.

ANGOP:  Acredita que os músicos têm sido bons exemplos para a sociedade, tendo em conta que continuam a surgir, lamentavelmente, muitos relatos de escândalos na classe?

EM – Sim, acredito que os músicos têm feito um papel exemplar, dando o seu contributo sócio-educacional, sendo a arte da música muito importante na sociedade.

ANGOP: É comum ouvir-se que a nova geração nada traz de novo para a música angolana, por   apostar mais na produção de canções "descartáveis" e comerciais? Como vê essas afirmações?

EM - Não concordo que a nova geração faça apenas música descartável ou comercial. Temos bons músicos e produtos para consumo longínquo. Temos muito para fazer, mas a nova geração já deu mostras de que está comprometida com o futuro da cultura.

ANGOP: No seu caso particular, tem ouvido ou contactado artistas da "velha geração" quando está a preparar um novo tema musical, principalmente na linha tradicional?

EM – Sim, procuro sempre saber mais sobre a música feita pelos kotas (mais velhos), até porque já tive oportunidades para fazer várias roupagens de músicas antigas.

ANGOP: Acha que o testemunho está a ser bem passado?

EM - Acredito que tem sido bem passado. Poderia ser melhor, mas estamos no bom caminho.

ANGOP: Pelo que vê diariamente, sente que temos ou estamos à altura de competir com profissionais de outros mercados, principalmente africanos?

EM - Acredito que a música angolana tem qualidade para fazer sucesso em grandes mercados competitivos, em particular África e nos países de expressão portuguesa.

ANGOP: Já que fala em outros mercados, sabemos que a Edmazia teve algumas influências da Europa, antes de "explodir" a carreira em Angola. Como foi a sua fase de adaptação na música e  o que teve de fazer para se impor no exigente mercado musical?

EM - Não tem grande segredo, trabalho e dedicação foram as chaves para este sucesso. É claro que contei com ajuda de Deus e de muitos bons artistas. Talvez tenha valido acreditar que os sonhos são possíveis de ser alcançados.

ANGOP: Começou a cantar ainda criança, por volta dos oito anos de idade, mas começou a dar nas vistas quando se juntou a nomes como Heavy C, Cage One, ao grupo Kalibrados e Anselmo Ralph. Quando recorda a caminhada percorrida até ao momento, o que lhe passa pela cabeça?

EM - Sempre sonhei ser uma grande cantora, pisar grandes palcos. Mas a cada dia me surpreendo com os feitos da minha carreira. Não foi e nem é fácil, mas a força, perseverança e dedicação tornaram ou estão a tornar a caminhada mais fácil. Quem me conhece sabe que não sou pessoa de desistir dos meus sonhos e a cada obstáculo torna ainda mais a vontade de dar o passo seguinte. Sempre fiz da força da minha vontade um dos grandes trunfos para atingir os voos definidos na minha vida.

ANGOP: Apesar do curto percurso, a Edmazia soma vários prémios importantes, nomeadamente o de Melhor Voz Feminina e Melhor Balada (Top Rádio Luanda), e Melhor Voz Feminina no Moda Luanda. O que significam para si estes prémios?

EM - Os prémios são fruto do trabalho. Cada um deles tem um significado muito especial na minha vida e carreira. Têm também a particularidade de aumentar a responsabilidade para com a qualidade do produto que trago ao público.

ANGOP: Que memória tem do disco “Erro Bom”? O que significa para si?

EM - “Erro Bom” foi o passaporte para a minha afirmação profissional na música e com ele ganhei e tenho ganhado prémios, reconhecimento do meu trabalho. É o meu talismã. Depois do “Erro Bom” só têm surgido coisas boas na minha vida pessoal e na profissional, portanto tem um espaço muito especial na minha galeria.

ANGOP: Porquê a escolha da música e não outra arte ou profissão?

EM - A música foi algo natural que nasceu em minha vida. Sinto que estava no destino.

ANGOP: Como anda a promoção do produto Edmazia no mercado internacional?

EM - A Edmazia e a Clê Produções, a empresa que gere a minha carreira, estão a traçar o melhor caminho para o lançamento da carreira internacional. Temos um projecto para implementar, que só não ocorreu este ano devido à pandemia da Covid-19. Mas tão logo tudo se restabeleça, avança. Os fãs que esperem, pois terão novidades neste segmento.

ANGOP: Aonde busca inspiração para o trabalho que apresenta ao público? 

EM - Tenho vários artistas bons, nacionais internacionais, que serviram de inspiração (...). São artistas que se tornaram, ao longo dos anos, exemplos a seguir. Para além disto, o dia-a-dia dos angolanos é outra fonte de inspiração, tendo em conta que muitas das letras das nossas músicas contam factos reais da vida.

ANGOP: Que projectos tem preparados a curto-médio prazo?

EM - Tenho vários projectos em manga. Era suposto ter já o meu novo disco no mercado, mas, mais uma vez, a Covid-19 atrapalhou o processo. Por está altura está em fase final de gravação, num processo que tem o músico Matias Damásio como produtor. Se tudo correr bem, em 2021 teremos ele pronto para brindar a todos os amantes de boa música, em particular os fãs, que estão ávidos por ter em mãos o meu novo trabalho.

ANGOP: Como cantora já se sente realizada?

EM - Sinto que estou a fazer um excelente trabalho. Claro que muito há por fazer, mas sinto-me feliz por tudo que fiz até agora.

ANGOP: Já consegue viver da música?

EM – Sim, em Angola já se vive da música, desde que sejas um excelente profissional.

ANGOP: Onde fica a família na sua vida, de tão ocupada que fica com a música?

EM - A família é e sempre será a minha prioridade. Vive 24/24 em meu pensamento.

ANGOP: O que lhe dá mais trabalho, preparar um álbum ou cuidar da casa?

EM - Entre preparar o álbum e cuidar da casa, acredito que cuidar da casa acaba por dar mais trabalho.

(Por dentro)

Edmazia Mayembe é o nome artístico de Edmazia Dinis Mayembe, nascida no dia 1 de Junho de 1990, na cidade de Luanda.

Edmazia começou a cantar muito jovem. Aos oito anos fez parte do grupo formado pela irmã mais velha Nádia Mayembe e João Bambila.

Durante toda a sua infância, fez parte do grupo, tendo sempre actuações na Igreja Pentecostal, localizada na Chicala 2, em Luanda.

Com Totó e os Géneses formaram um projecto, gravando um álbum intitulado “Firmes”, com participações dos Kalibrados e dos músicos Cage One e Heavy C.

Com o músico e produtor Heavy C trabalhou na produção e publicação da obra discográfica intitulada “Erro Bom”.

Apesar do curto percurso, Edmazia soma vários prémios, como Melhor Voz Feminina e Melhor Balada (Top Rádio Luanda), e Melhor Voz Feminina no Moda Luanda.

 

Autora de várias canções que "estouram" nas pistas de dança, iniciou-se na música ainda na infância, mas cedo deu mostras de que podia atingir as paradas do sucesso.

A artista, que já conquistou alguns prémios a nível nacional, fala em entrevista à ANGOP sobre a sua trajectória musical e sobre os grandes desafios dos cantores angolanos.

Nesta conversa com o jornalista Venceslau Mateus, fala do impacto da Covid-19 no mercado do entretenimento, da internacionalização da música nacional e da questão da passagem de testemunho.

Ciente de que muito ainda tem para dar à arte e à cultura angolana, a cantora afirma que os músicos nacionais estão "no bom caminho", e aponta a perseverança, criatividade e dedicação como factores-chaves para o sucesso de todos os executantes do país.

Eis a íntegra da entrevista:

ANGOP: Angola vive um momento complexo da sua economia, com reflexos fortes no sector do entretenimento, que deixam muitos artistas à beira da penúria. Face ao actual momento, que alternativas tem encontrado para continuar a fazer da música a sua fonte de ganha-pão?

Edmazia Mayembe (EM) - A música continua a ser o meu ganha-pão, uma vez que a tenho como profissão. Infelizmente, a pandemia da Covid-19 está a provocar uma crise sem precedentes a nível mundial e a classe artística angolana não escapa a esta realidade. Sem show, sem grandes alternativas e sem recursos financeiros complica bastante. Infelizmente, com as restrições impostas e sem hipótese de fazer espectáculos,   não temos meios de subsistência, logo, agravam-se os níveis de pobreza da classe.

Vamos ter fé que esta fase venha a passar e com isto recuperemos o tempo perdido.

ANGOP: O que as autoridades governamentais precisam de fazer para salvar o sector do entretenimento nesta época de pandemia da Covid-19 e reanimar a classe?

EM - O Governo deveria adoptar medidas que permitam aos promotores de show realizar algumas actividades, com as devidas medidas de biossegurança, tal como ocorre em outros sectores que trabalham com o público. Só assim poder-se-á aliviar as dificuldades do mercado do entretenimento.

ANGOP: Que futuro antevê para os artistas angolanos face às dificuldades impostas pela crise económica, financeira e pela pandemia que tarda a ir embora?

EM - Diz-se na gíria que a esperança é a última a morrer. Tenho fé num futuro promissor para os angolanos. A crise é dura, mas a fé é maior, ela vence qualquer obstáculo. Juntos sairemos desta crise. Nesta fase, temos que ser fortes, fazer das dificuldades oxigénio para seguir em frente, vencer os obstáculos que a vida prega. É necessário pensar que se trata apenas de uma fase e que logo passará.

ANGOP: Em termos globais, e pondo de parte todo o estrago provocado pela Covid-19, que avaliação faz da música angolana, actualmente?

EM - A música angolana já deu mostras de qualidade e é muito apreciada fora do país. Estamos no caminho certo, o sucesso de muitos artistas no mercado e internacional é prova disto. Ainda temos muita estrada a percorrer, mas o caminho está desbravado.

ANGOP: Há quem diga que a música é uma das vias do processo sócio-educativo e vocês, enquanto artistas, têm muitos seguidores que imitam os vossos actos. Sente que os músicos estão preparados para ajudar na edificação de uma sociedade sã?

EM - A música é um meio de informação muito forte. Os artistas têm grande responsabilidade, sobretudo nas mensagens transmitidas nas letras das composições. Os fãs olham para nós como exemplos a seguir, factor que nos obriga a produzir músicas com mensagens positivas e leva o público a contribuir para a afirmação do país. Então, o lado educacional está sempre patente em mim.

ANGOP:  Acredita que os músicos têm sido bons exemplos para a sociedade, tendo em conta que continuam a surgir, lamentavelmente, muitos relatos de escândalos na classe?

EM – Sim, acredito que os músicos têm feito um papel exemplar, dando o seu contributo sócio-educacional, sendo a arte da música muito importante na sociedade.

ANGOP: É comum ouvir-se que a nova geração nada traz de novo para a música angolana, por   apostar mais na produção de canções "descartáveis" e comerciais? Como vê essas afirmações?

EM - Não concordo que a nova geração faça apenas música descartável ou comercial. Temos bons músicos e produtos para consumo longínquo. Temos muito para fazer, mas a nova geração já deu mostras de que está comprometida com o futuro da cultura.

ANGOP: No seu caso particular, tem ouvido ou contactado artistas da "velha geração" quando está a preparar um novo tema musical, principalmente na linha tradicional?

EM – Sim, procuro sempre saber mais sobre a música feita pelos kotas (mais velhos), até porque já tive oportunidades para fazer várias roupagens de músicas antigas.

ANGOP: Acha que o testemunho está a ser bem passado?

EM - Acredito que tem sido bem passado. Poderia ser melhor, mas estamos no bom caminho.

ANGOP: Pelo que vê diariamente, sente que temos ou estamos à altura de competir com profissionais de outros mercados, principalmente africanos?

EM - Acredito que a música angolana tem qualidade para fazer sucesso em grandes mercados competitivos, em particular África e nos países de expressão portuguesa.

ANGOP: Já que fala em outros mercados, sabemos que a Edmazia teve algumas influências da Europa, antes de "explodir" a carreira em Angola. Como foi a sua fase de adaptação na música e  o que teve de fazer para se impor no exigente mercado musical?

EM - Não tem grande segredo, trabalho e dedicação foram as chaves para este sucesso. É claro que contei com ajuda de Deus e de muitos bons artistas. Talvez tenha valido acreditar que os sonhos são possíveis de ser alcançados.

ANGOP: Começou a cantar ainda criança, por volta dos oito anos de idade, mas começou a dar nas vistas quando se juntou a nomes como Heavy C, Cage One, ao grupo Kalibrados e Anselmo Ralph. Quando recorda a caminhada percorrida até ao momento, o que lhe passa pela cabeça?

EM - Sempre sonhei ser uma grande cantora, pisar grandes palcos. Mas a cada dia me surpreendo com os feitos da minha carreira. Não foi e nem é fácil, mas a força, perseverança e dedicação tornaram ou estão a tornar a caminhada mais fácil. Quem me conhece sabe que não sou pessoa de desistir dos meus sonhos e a cada obstáculo torna ainda mais a vontade de dar o passo seguinte. Sempre fiz da força da minha vontade um dos grandes trunfos para atingir os voos definidos na minha vida.

ANGOP: Apesar do curto percurso, a Edmazia soma vários prémios importantes, nomeadamente o de Melhor Voz Feminina e Melhor Balada (Top Rádio Luanda), e Melhor Voz Feminina no Moda Luanda. O que significam para si estes prémios?

EM - Os prémios são fruto do trabalho. Cada um deles tem um significado muito especial na minha vida e carreira. Têm também a particularidade de aumentar a responsabilidade para com a qualidade do produto que trago ao público.

ANGOP: Que memória tem do disco “Erro Bom”? O que significa para si?

EM - “Erro Bom” foi o passaporte para a minha afirmação profissional na música e com ele ganhei e tenho ganhado prémios, reconhecimento do meu trabalho. É o meu talismã. Depois do “Erro Bom” só têm surgido coisas boas na minha vida pessoal e na profissional, portanto tem um espaço muito especial na minha galeria.

ANGOP: Porquê a escolha da música e não outra arte ou profissão?

EM - A música foi algo natural que nasceu em minha vida. Sinto que estava no destino.

ANGOP: Como anda a promoção do produto Edmazia no mercado internacional?

EM - A Edmazia e a Clê Produções, a empresa que gere a minha carreira, estão a traçar o melhor caminho para o lançamento da carreira internacional. Temos um projecto para implementar, que só não ocorreu este ano devido à pandemia da Covid-19. Mas tão logo tudo se restabeleça, avança. Os fãs que esperem, pois terão novidades neste segmento.

ANGOP: Aonde busca inspiração para o trabalho que apresenta ao público? 

EM - Tenho vários artistas bons, nacionais internacionais, que serviram de inspiração (...). São artistas que se tornaram, ao longo dos anos, exemplos a seguir. Para além disto, o dia-a-dia dos angolanos é outra fonte de inspiração, tendo em conta que muitas das letras das nossas músicas contam factos reais da vida.

ANGOP: Que projectos tem preparados a curto-médio prazo?

EM - Tenho vários projectos em manga. Era suposto ter já o meu novo disco no mercado, mas, mais uma vez, a Covid-19 atrapalhou o processo. Por está altura está em fase final de gravação, num processo que tem o músico Matias Damásio como produtor. Se tudo correr bem, em 2021 teremos ele pronto para brindar a todos os amantes de boa música, em particular os fãs, que estão ávidos por ter em mãos o meu novo trabalho.

ANGOP: Como cantora já se sente realizada?

EM - Sinto que estou a fazer um excelente trabalho. Claro que muito há por fazer, mas sinto-me feliz por tudo que fiz até agora.

ANGOP: Já consegue viver da música?

EM – Sim, em Angola já se vive da música, desde que sejas um excelente profissional.

ANGOP: Onde fica a família na sua vida, de tão ocupada que fica com a música?

EM - A família é e sempre será a minha prioridade. Vive 24/24 em meu pensamento.

ANGOP: O que lhe dá mais trabalho, preparar um álbum ou cuidar da casa?

EM - Entre preparar o álbum e cuidar da casa, acredito que cuidar da casa acaba por dar mais trabalho.

(Por dentro)

Edmazia Mayembe é o nome artístico de Edmazia Dinis Mayembe, nascida no dia 1 de Junho de 1990, na cidade de Luanda.

Edmazia começou a cantar muito jovem. Aos oito anos fez parte do grupo formado pela irmã mais velha Nádia Mayembe e João Bambila.

Durante toda a sua infância, fez parte do grupo, tendo sempre actuações na Igreja Pentecostal, localizada na Chicala 2, em Luanda.

Com Totó e os Géneses formaram um projecto, gravando um álbum intitulado “Firmes”, com participações dos Kalibrados e dos músicos Cage One e Heavy C.

Com o músico e produtor Heavy C trabalhou na produção e publicação da obra discográfica intitulada “Erro Bom”.

Apesar do curto percurso, Edmazia soma vários prémios, como Melhor Voz Feminina e Melhor Balada (Top Rádio Luanda), e Melhor Voz Feminina no Moda Luanda.