Actores preocupados com teatro em tempo de pandemia

  • Cine Atlântico em  Luanda
Luanda – Agentes culturais ligados ao mundo das artes cénicas mostram-se, nesta quinta-feira, em Luanda, preocupados com o actual estado do teatro, como consequência das restrições impostas para fazer face à Covid-19.

De acordo com os actores de teatro, que falaram à ANGOP à margem do Conversa sobre Teatro, as artes cénicas passam por um período de provação, por não se poder ainda expressar de forma natural.

Apesar da autorização para a realização de espectáculos com a presença de 50 por cento do público, avançam os actores, a situação ainda é preocupante, uma vez que ainda se regista alguma timidez por parte dos espectadores em marcar presença nas salas.

Tony Frampenio, do grupo Enigma Teatro, disse não poder dizer estarem felizes com a reabertura das salas, porque o público continua divorciado das salas de espectáculos por conta do medo que ainda sente de serem infectados.

Explicou que, para quem faz e vive do teatro, a situação é inquietante.

 “Precisa-se do calor das pessoas, a manifestação das emoções do público é o cinestésico para os actores”, disse.

Já o encenador do grupo Etu Lene, Beto Cassua, considerou o momento como “um sofrimento” para os agentes de teatro, considerado ser o ramo da cultura que menos é olhado pelas instituições e pelo Governo.

Lamentou pela deterioração e destruição das grandes salas de teatro que existem e existiam desde o tempo colonial.

Beto Cassua apelou por uma maior consciencialização da sociedade para a abertura de mais espaços para o teatro.

De acordo com os actores de teatro, que falaram à ANGOP à margem do Conversa sobre Teatro, as artes cénicas passam por um período de provação, por não se poder ainda expressar de forma natural.

Apesar da autorização para a realização de espectáculos com a presença de 50 por cento do público, avançam os actores, a situação ainda é preocupante, uma vez que ainda se regista alguma timidez por parte dos espectadores em marcar presença nas salas.

Tony Frampenio, do grupo Enigma Teatro, disse não poder dizer estarem felizes com a reabertura das salas, porque o público continua divorciado das salas de espectáculos por conta do medo que ainda sente de serem infectados.

Explicou que, para quem faz e vive do teatro, a situação é inquietante.

 “Precisa-se do calor das pessoas, a manifestação das emoções do público é o cinestésico para os actores”, disse.

Já o encenador do grupo Etu Lene, Beto Cassua, considerou o momento como “um sofrimento” para os agentes de teatro, considerado ser o ramo da cultura que menos é olhado pelas instituições e pelo Governo.

Lamentou pela deterioração e destruição das grandes salas de teatro que existem e existiam desde o tempo colonial.

Beto Cassua apelou por uma maior consciencialização da sociedade para a abertura de mais espaços para o teatro.