BJLA homenageia clássicos da música angolana 

Luanda – Os músicos Artur Nunes, David Zé e Urbano de Castro foram homenageados, nesta quinta-feira, pela Brigada Jovem de Literatura de Angola (BJLA), com um concerto de trova.

Durante o evento, os artistas Costa Maweze, Vladmiro Gonga e Obadias Correia interpretaram, em modo de rapsódia, várias canções dos três homenageados.

Em concerto, foram interpretados, entre outros, os temas "Rosa Maria", "Gajajeira", "Maria da Horta", de autorida de Urbano de Castro, "Belina", "Nizua Kingfua", "Dituzu" e "Kalumba Kiamy", de Artur Nunes, "Mona Kijimbe Mayeno" de David Zé.  

Carlos Pedro, Presidente da Brigada Jovem de Literatura de Angola, disse, à margem do evento, que a responsabilidade é grande e prazerosa.

Conforme o responsável, a BJLA está ligada ao pensamento da nova Angola, uma nova Angola de perdão, do amor, reconciliação e do trabalho. 

"Ouvindo o discurso do Presidente da República, o perdão que fez publicamente, decidimos identificar as personalidades homenageadas porque estão ligadas à cultura. Como a BJLA tem os seus membros ligados a literatura e trova, decidimos realizar um concerto de trova recordando as três figuras ", conta. 

Já o trovador Vladimiro Gonga, revelou que as canções de Artu Nunes, David Zé e Urbano de Castro foram a porta de entrada para a música como profissional.

Alinhando na mesma linha de pensamento, Obadias Correia revelou ser uma grande responsabilidade trazer ao público músicos que se perpetuaram por intermédio da sua arte.

Historial dos artistas  

Artur Nunes  

Natural do município do Sambizanga, província de Luanda, Artur Nunes notabilizou-se no music hall nacional no agrupamento Luanda Show, formado entre os anos 60 e 70, na companhia de outros nomes do mercado fonográfico angolano da altura.  

O cantor, que morreu em 1977, deixou um legado artístico constituído por cerca de 15 singles, onde se encontram temas como: "Laura", "Mana", "Zinha", "KitadiKiami", "Kizua Ki Nguifá", "Anangola", "Belina", Ó Jota", "Chico Io", "Mena", "Ngongo" e tantas outras.  

David Zé  

David Gabriel José Ferreira, mais conhecido por David Zé, nasceu a 23 de Agosto de 1944, em Kifangondo, Luanda. Foi director musical do agrupamento Aliança FAPLA-POVO e foi incumbido pelo Presidente Agostinho Neto a assistir aos festejos da Independência de Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné Bissau, onde interpretou a canção "Quem matou Amílcar Cabral".  

David Zé foi um dos músicos míticos da revolução angolana. Com letras dotadas de um conteúdo de carácter muito politizado, defendia nas suas canções as ideias nacionalistas do MPLA de Agostinho Neto.  

Do seu repertório constam, entre outros, os temas “Merengue Santo António", "Namorada do Conjunto", "Kalumba Yó". A sua discografia é constituída por 14 singles.  

Urbano de Castro  

Urbano de Castro foi um artista que pela grandeza do seu legado, nas décadas de 60 e 70, atravessou indiscutivelmente gerações, deixando referências irrecusáveis no tecido cultural nacional. 

 Em apenas cinco anos de carreira, gravou mais de 50 músicas, batendo um recorde invejável de dez músicas por ano.  

Teve igualmente o privilégio de gravar com os melhores agrupamentos existentes à época como os Kiezos, Jovens do Prenda, África Ritmos, África Show, Super Koba e Águias Reais.  

Entre as músicas de maior sucesso, destacam-se “Rumba Gilojo”, “Fatimita”, “Merengue Urbanito”, “Adeus Perdoa”, “Rosa Maria”, “Mukongo”, esta última foi uma homenagem ao seu avô que havia sido caçador.  

Durante o evento, os artistas Costa Maweze, Vladmiro Gonga e Obadias Correia interpretaram, em modo de rapsódia, várias canções dos três homenageados.

Em concerto, foram interpretados, entre outros, os temas "Rosa Maria", "Gajajeira", "Maria da Horta", de autorida de Urbano de Castro, "Belina", "Nizua Kingfua", "Dituzu" e "Kalumba Kiamy", de Artur Nunes, "Mona Kijimbe Mayeno" de David Zé.  

Carlos Pedro, Presidente da Brigada Jovem de Literatura de Angola, disse, à margem do evento, que a responsabilidade é grande e prazerosa.

Conforme o responsável, a BJLA está ligada ao pensamento da nova Angola, uma nova Angola de perdão, do amor, reconciliação e do trabalho. 

"Ouvindo o discurso do Presidente da República, o perdão que fez publicamente, decidimos identificar as personalidades homenageadas porque estão ligadas à cultura. Como a BJLA tem os seus membros ligados a literatura e trova, decidimos realizar um concerto de trova recordando as três figuras ", conta. 

Já o trovador Vladimiro Gonga, revelou que as canções de Artu Nunes, David Zé e Urbano de Castro foram a porta de entrada para a música como profissional.

Alinhando na mesma linha de pensamento, Obadias Correia revelou ser uma grande responsabilidade trazer ao público músicos que se perpetuaram por intermédio da sua arte.

Historial dos artistas  

Artur Nunes  

Natural do município do Sambizanga, província de Luanda, Artur Nunes notabilizou-se no music hall nacional no agrupamento Luanda Show, formado entre os anos 60 e 70, na companhia de outros nomes do mercado fonográfico angolano da altura.  

O cantor, que morreu em 1977, deixou um legado artístico constituído por cerca de 15 singles, onde se encontram temas como: "Laura", "Mana", "Zinha", "KitadiKiami", "Kizua Ki Nguifá", "Anangola", "Belina", Ó Jota", "Chico Io", "Mena", "Ngongo" e tantas outras.  

David Zé  

David Gabriel José Ferreira, mais conhecido por David Zé, nasceu a 23 de Agosto de 1944, em Kifangondo, Luanda. Foi director musical do agrupamento Aliança FAPLA-POVO e foi incumbido pelo Presidente Agostinho Neto a assistir aos festejos da Independência de Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné Bissau, onde interpretou a canção "Quem matou Amílcar Cabral".  

David Zé foi um dos músicos míticos da revolução angolana. Com letras dotadas de um conteúdo de carácter muito politizado, defendia nas suas canções as ideias nacionalistas do MPLA de Agostinho Neto.  

Do seu repertório constam, entre outros, os temas “Merengue Santo António", "Namorada do Conjunto", "Kalumba Yó". A sua discografia é constituída por 14 singles.  

Urbano de Castro  

Urbano de Castro foi um artista que pela grandeza do seu legado, nas décadas de 60 e 70, atravessou indiscutivelmente gerações, deixando referências irrecusáveis no tecido cultural nacional. 

 Em apenas cinco anos de carreira, gravou mais de 50 músicas, batendo um recorde invejável de dez músicas por ano.  

Teve igualmente o privilégio de gravar com os melhores agrupamentos existentes à época como os Kiezos, Jovens do Prenda, África Ritmos, África Show, Super Koba e Águias Reais.  

Entre as músicas de maior sucesso, destacam-se “Rumba Gilojo”, “Fatimita”, “Merengue Urbanito”, “Adeus Perdoa”, “Rosa Maria”, “Mukongo”, esta última foi uma homenagem ao seu avô que havia sido caçador.