CDCA apresenta projecto “Lugares InCORPOrados”

  • Companhia de Dança Contemporânea
Luanda – A Companhia de Dança Contemporânea de Angola (CDCA), em parceria com a Associação Kalu, apresenta,  a 29 deste mês, no Departamento de Arquitectura da Faculdade de Engenharia da UAN, o projecto “Lugares InCORPOrados”.

Com a consultoria da arquitecta Isabel Martins, o projecto é constituído pela edição de um livro e pela apresentação de uma exposição com fotografias de Rui Tavares.

Neste projecto, conforme a responsável da CDCA, Ana Clara Guerra Marques, que avançou a informação à ANGOP, 16 bailarinos de 4 gerações foram fotografados em conjunto com 16 edifícios e lugares da cidade de Luanda, evocando a multiplicidade de laços sociais e afectivos que se estabelecem entre as pessoas e os lugares que habitam.

Ana Clara Guerra Marques adiantou que as fotografias dão relevo a um património de importância fundamental para a caracterização, história e memórias da cidade capital de Angola, numa abordagem às afinidades entre a dança e a arquitectura, enquanto linguagens que espelham, na sua tridimensionalidade, as relações entre o corpo, o movimento e o espaço.

“Investindo num olhar que privilegia o estético e o artístico, este projecto quer alertar e participar na sensibilização da sociedade para o risco que corre parte fundamental deste património edificado, na esperança de que o mesmo possa ser resgatado, recuperado e devolvido à sociedade luandense”, reforçou a criadora.

A artista frisou que o livro será brevemente apresentado ao público, em data a anunciar.

A exposição é itinerante e estará presente entre Abril e Dezembro em 9 espaços da cidade de Luanda durante 15 dias em cada lugar.

Fundada em 1991, pela coreógrafa Ana Clara Guerra Marques, a CDCA edificou, através de um percurso de inovação e singularidade, uma história exclusiva que faz dela um colectivo histórico e único, num contexto artístico que permanece frágil, conservador e fortemente cunhado pelas danças patrimoniais e recreativas urbanas e pela ausência de um movimento de criação de autor, no plano da dança.

Ana Clara Guerra Marques frisou que numa época em que as barreiras geográficas e culturais são superadas pelos recursos disponibilizados pelas novas tecnologias, estas, conjuntamente com outras linguagens, passaram a integrar os discursos artístico e estético da CDC Angola, onde o corpo e o movimento constituem o elemento catalisador.

A completar 30 anos de existência, adiantou, a CDC Angola procura a internacionalização como forma de validação do seu trabalho.

Além das apresentações no país, a CDCAngola partilhou já os seus espectáculos com 17 países e 37 cidades, em África, América, Europa e Ásia.

A companhia, à qual se deve a grande transformação do panorama da dança em Angola, possui um historial de centenas de espectáculos apresentados em Angola e no exterior, com cerca dezenas de obras originais, sendo hoje a referência da dança cénica angolana no mundo.

A CDCA ocupa um lugar privilegiado na história de Angola, ao ter semeado o “novo” no vasto terreno da dança onde continua a desenvolver um trabalho artístico único e original.

Com a consultoria da arquitecta Isabel Martins, o projecto é constituído pela edição de um livro e pela apresentação de uma exposição com fotografias de Rui Tavares.

Neste projecto, conforme a responsável da CDCA, Ana Clara Guerra Marques, que avançou a informação à ANGOP, 16 bailarinos de 4 gerações foram fotografados em conjunto com 16 edifícios e lugares da cidade de Luanda, evocando a multiplicidade de laços sociais e afectivos que se estabelecem entre as pessoas e os lugares que habitam.

Ana Clara Guerra Marques adiantou que as fotografias dão relevo a um património de importância fundamental para a caracterização, história e memórias da cidade capital de Angola, numa abordagem às afinidades entre a dança e a arquitectura, enquanto linguagens que espelham, na sua tridimensionalidade, as relações entre o corpo, o movimento e o espaço.

“Investindo num olhar que privilegia o estético e o artístico, este projecto quer alertar e participar na sensibilização da sociedade para o risco que corre parte fundamental deste património edificado, na esperança de que o mesmo possa ser resgatado, recuperado e devolvido à sociedade luandense”, reforçou a criadora.

A artista frisou que o livro será brevemente apresentado ao público, em data a anunciar.

A exposição é itinerante e estará presente entre Abril e Dezembro em 9 espaços da cidade de Luanda durante 15 dias em cada lugar.

Fundada em 1991, pela coreógrafa Ana Clara Guerra Marques, a CDCA edificou, através de um percurso de inovação e singularidade, uma história exclusiva que faz dela um colectivo histórico e único, num contexto artístico que permanece frágil, conservador e fortemente cunhado pelas danças patrimoniais e recreativas urbanas e pela ausência de um movimento de criação de autor, no plano da dança.

Ana Clara Guerra Marques frisou que numa época em que as barreiras geográficas e culturais são superadas pelos recursos disponibilizados pelas novas tecnologias, estas, conjuntamente com outras linguagens, passaram a integrar os discursos artístico e estético da CDC Angola, onde o corpo e o movimento constituem o elemento catalisador.

A completar 30 anos de existência, adiantou, a CDC Angola procura a internacionalização como forma de validação do seu trabalho.

Além das apresentações no país, a CDCAngola partilhou já os seus espectáculos com 17 países e 37 cidades, em África, América, Europa e Ásia.

A companhia, à qual se deve a grande transformação do panorama da dança em Angola, possui um historial de centenas de espectáculos apresentados em Angola e no exterior, com cerca dezenas de obras originais, sendo hoje a referência da dança cénica angolana no mundo.

A CDCA ocupa um lugar privilegiado na história de Angola, ao ter semeado o “novo” no vasto terreno da dança onde continua a desenvolver um trabalho artístico único e original.