Centro Cultural Brasil-Angola promove exposição na Rua dos Mercadores

  • Exposição de arte na rua dos Mercadores
Luanda- Uma exposição mural de arte urbana e fotografias que destaca o património histórico e cultural da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com realce para a Rua dos Mercadores, está patente em Luanda.

As obras retratadas no mural do Centro Cultural Brasil-Angola (CCBA), na Rua dos Mercadores, visa saudar a XIII cúpula da CPLP que Luanda acolhe neste sábado e retratam aspectos do estado actual da rua e da visão do futuro com uma via mais convidativa com iluminação pública, bancos e cestos para o lixo.

Segundo a directora do CCBA, Marisa Cristino, a exposição fica patente uma semana e foi montada por artistas angolanos, um projecto desenvolvido com o apoio da Universidade Lusíada de Angola que fez o levantamento das condições da rua.

Acrescentou que o retrato que destaca o património histórico e cultural compartilhado pelos países de língua portuguesa ficará patente nos muros até ao próximo evento da comunidade, salientando a condição actual da rua que já viu desaparecer dois dos seus edifícios que deviam ser salvaguardados.

Apelou às autoridades para a necessidade de se revitalizar, restaurar e requalificar o património que parece estar no esquecimento e abandonado devido a sua degradação, destruição e completa desolação.

Pela representatividade de sua arquitectura, sua história e cultura é uma rua que merece mais, porque a história faz parte da alma do povo.

Situada no centro histórico de Luanda, no antigo bairro da Praia, a Rua dos Mercadores nasce em finais do século XVII e foi classificada em 1957. É uma das antigas e raras artérias da cidade que, conservando exemplares da arquitectura tradicional, sugere ainda a antiga fisionomia dos primitivos arruamentos de Luanda.

Inicialmente calcetada e ladeada por edificações do tipo sobrado, sendo o rés-do-chão destinado ao comércio e o primeiro andar à habitação, suas casas possuíam vastos quintalões para armazenamento de escravos destinados às Américas.

A madeira usada era na sua maioria proveniente do Brasil, trazida em navios que regressavam carregados de escravos, comércio lucrativo ao império português.

 No século XIX a rua abrigou teatros, como o Providência, primeiro da cidade e a tipografia Minerva no inicio do século XX, hoje em ruínas, enquanto se construía o grande hotel de Luanda, abandonado nos anos 70 e reabilitado em 2015 que deu lugar ao Centro Cultural Brasil/Angola.

A rua continua a ser um local de mercadores de pequenos negócios como cabeleireiros, barbearias, escritórios, restaurantes e espaços de lazer.

As obras retratadas no mural do Centro Cultural Brasil-Angola (CCBA), na Rua dos Mercadores, visa saudar a XIII cúpula da CPLP que Luanda acolhe neste sábado e retratam aspectos do estado actual da rua e da visão do futuro com uma via mais convidativa com iluminação pública, bancos e cestos para o lixo.

Segundo a directora do CCBA, Marisa Cristino, a exposição fica patente uma semana e foi montada por artistas angolanos, um projecto desenvolvido com o apoio da Universidade Lusíada de Angola que fez o levantamento das condições da rua.

Acrescentou que o retrato que destaca o património histórico e cultural compartilhado pelos países de língua portuguesa ficará patente nos muros até ao próximo evento da comunidade, salientando a condição actual da rua que já viu desaparecer dois dos seus edifícios que deviam ser salvaguardados.

Apelou às autoridades para a necessidade de se revitalizar, restaurar e requalificar o património que parece estar no esquecimento e abandonado devido a sua degradação, destruição e completa desolação.

Pela representatividade de sua arquitectura, sua história e cultura é uma rua que merece mais, porque a história faz parte da alma do povo.

Situada no centro histórico de Luanda, no antigo bairro da Praia, a Rua dos Mercadores nasce em finais do século XVII e foi classificada em 1957. É uma das antigas e raras artérias da cidade que, conservando exemplares da arquitectura tradicional, sugere ainda a antiga fisionomia dos primitivos arruamentos de Luanda.

Inicialmente calcetada e ladeada por edificações do tipo sobrado, sendo o rés-do-chão destinado ao comércio e o primeiro andar à habitação, suas casas possuíam vastos quintalões para armazenamento de escravos destinados às Américas.

A madeira usada era na sua maioria proveniente do Brasil, trazida em navios que regressavam carregados de escravos, comércio lucrativo ao império português.

 No século XIX a rua abrigou teatros, como o Providência, primeiro da cidade e a tipografia Minerva no inicio do século XX, hoje em ruínas, enquanto se construía o grande hotel de Luanda, abandonado nos anos 70 e reabilitado em 2015 que deu lugar ao Centro Cultural Brasil/Angola.

A rua continua a ser um local de mercadores de pequenos negócios como cabeleireiros, barbearias, escritórios, restaurantes e espaços de lazer.