Entronizado 37º soberano do Bailundo

  • Huambo: Cerimónia tradicional ´Ritual de Ombala Yo|`
Bailundo - O novo rei do Bailundo, Isaac Francisco Lucas Somaquesenje “Tchongolola Tchongonga”, foi entronizado hoje, quinta-feira, no cargo, constatou a ANGOP.

A cerimónia de entronização assistida pela governadora provincial e outros convidados, inclui, entre outros aspectos, a unção de “folha de elimbui” embanhadas em óleo de palma para dar acesso à Ombala.

Em seguida, o entronizado e a sua esposa, Abertina Abadessa Mito Lucas, dirigiram-se à residência oficial (Olombe) seguida dos convidados.

Conforme o ritual, o novo soberano sentou-se na entrada e em seguida recolheu um balaio contendo fuba branca (omemba) que deu de comer ao animal sacrificado.

Feito o sacrifício do animal, o entronizado e sua esposa dirigiram-se ao mesmo para pisá-lo com os pés direitos para adoptar o seu nome, isto é o primeiro e o último, pronunciando-o três vezes, seguindo posteriormente para o local de entronização para receber os conselhos do mestre de cerimónia, “soba Ngambole” Francisco Kavili, sendo que entre os conselhos consta o facto de o rei ter cinco mulheres.

Após os conselhos, Tchongolola Tchongonga recebeu a espada (ondelia), símbolo do poder tradicional, para, no final, ser saudado pelos convidados.

No final da cerimónia Tchongolola Tchongonga dirigiu-se ao local da dança para dar os primeiros passos como forma de convidar os presentes a darem início a festa que só termina nesta sexta-feira.

Neto de Augusto Katchitiopololo “Ekuikui IV”, Tchongolola Tchongonga, de 37 anos de idade, foi eleito pela Corte da Ombala, em Maio deste ano, em substituição de Armindo Kalupeteca (Ekuikui V), destituído do trono, em Março deste ano, por má conduta.

O antigo vice-rei do Bailundo foi eleito com 153 votos, de um total de 206 eleitores, entre membros da corte, reis e sobas, das 80 omblas do município do Bailundo, cuja vila dista 75 quilómetros da cidade do Huambo.

A sua maneira de dar solução aos problemas apresentados nos julgamentos tradicionais transmitiu confiança à população votante, num pleito que contou ainda com os candidatos João Cauengo Casandji e Joaquim Calado, que obtiveram 31 e 20 votos, respectivamente.

Na Ombala Mbalundo funcionam 37 sobas e diariamente recebem dois a três julgamentos, principalmente os relacionados com usurpação de terrenos, dúvidas relacionadas a paternidade, abuso sexual, casos de feitiçaria e roubos.

Já passaram pela Ombala Mbalundo 36 reis, o último foi Armindo Kalupeteca, que antecedeu a Augusto Katchitiopololo “Ekuikui IV”, falecido a 14 de Janeiro 2012.

Além do Reino do Bailundo, fundado no século XV, a província do Huambo, no planalto central de Angola, conta ainda com os reinos do Chiyaka, Chingolo, Huambo e Sambo.

A cerimónia de entronização assistida pela governadora provincial e outros convidados, inclui, entre outros aspectos, a unção de “folha de elimbui” embanhadas em óleo de palma para dar acesso à Ombala.

Em seguida, o entronizado e a sua esposa, Abertina Abadessa Mito Lucas, dirigiram-se à residência oficial (Olombe) seguida dos convidados.

Conforme o ritual, o novo soberano sentou-se na entrada e em seguida recolheu um balaio contendo fuba branca (omemba) que deu de comer ao animal sacrificado.

Feito o sacrifício do animal, o entronizado e sua esposa dirigiram-se ao mesmo para pisá-lo com os pés direitos para adoptar o seu nome, isto é o primeiro e o último, pronunciando-o três vezes, seguindo posteriormente para o local de entronização para receber os conselhos do mestre de cerimónia, “soba Ngambole” Francisco Kavili, sendo que entre os conselhos consta o facto de o rei ter cinco mulheres.

Após os conselhos, Tchongolola Tchongonga recebeu a espada (ondelia), símbolo do poder tradicional, para, no final, ser saudado pelos convidados.

No final da cerimónia Tchongolola Tchongonga dirigiu-se ao local da dança para dar os primeiros passos como forma de convidar os presentes a darem início a festa que só termina nesta sexta-feira.

Neto de Augusto Katchitiopololo “Ekuikui IV”, Tchongolola Tchongonga, de 37 anos de idade, foi eleito pela Corte da Ombala, em Maio deste ano, em substituição de Armindo Kalupeteca (Ekuikui V), destituído do trono, em Março deste ano, por má conduta.

O antigo vice-rei do Bailundo foi eleito com 153 votos, de um total de 206 eleitores, entre membros da corte, reis e sobas, das 80 omblas do município do Bailundo, cuja vila dista 75 quilómetros da cidade do Huambo.

A sua maneira de dar solução aos problemas apresentados nos julgamentos tradicionais transmitiu confiança à população votante, num pleito que contou ainda com os candidatos João Cauengo Casandji e Joaquim Calado, que obtiveram 31 e 20 votos, respectivamente.

Na Ombala Mbalundo funcionam 37 sobas e diariamente recebem dois a três julgamentos, principalmente os relacionados com usurpação de terrenos, dúvidas relacionadas a paternidade, abuso sexual, casos de feitiçaria e roubos.

Já passaram pela Ombala Mbalundo 36 reis, o último foi Armindo Kalupeteca, que antecedeu a Augusto Katchitiopololo “Ekuikui IV”, falecido a 14 de Janeiro 2012.

Além do Reino do Bailundo, fundado no século XV, a província do Huambo, no planalto central de Angola, conta ainda com os reinos do Chiyaka, Chingolo, Huambo e Sambo.