Escritores defendem massificação da poesia

  • Escritora Amélia da Lomba, declamando num evento da BJLA
Luanda – A massificação da poesia em Angola é um desiderato que os escritores nacionais defendem de forma unânime, apelando a necessidade da criação de políticas públicas articuladoras de movimentos literários nos bairros e comunidades do país.

A propósito do Dia Mundial da Poesia, a assinalar-se no domingo, 21, a ANGOP ouviu nesta sexta-feira, em Luanda, escritores que delinearam alguns métodos no sentido de se retirar da inércia (ausência de actividades literárias constantes) esse género caracterizado pela lírica, épica e drama, reconhecendo assim, o mau estado da poesia angolana, em termos de qualidade e quantidade.

Em poucas palavras, o compositor e poeta Lídio Silva lamentou o actual momento da poesia no país, sublinhando que há quase nada em termos de actividades poéticas de realce e produção de livros. 

Carlos Pedro, presidente da Brigada Jovem de Literatura de Angola (BJLA), considera legítima a afirmação de que o movimento em torno da poesia fraquejou, mas explica que a situação deve-se ao facto de, nos últimos anos, as instituições voltadas para a actividade literária terem deixado de funcionar e de ter impacto na vida dos amantes da poesia.

O também poeta entende ser preciso maior comprometimento com a literatura por parte de instituições como a União dos Escritores Angolanos (UEA), Brigada Jovem de Literatura de Angola (BJLA), Chá de Caxinde e Academia de Letras.

O Estado, aconselha o escritor, deve empoderar estas instituições para que elas cumpram com o seu programa de aposta na formação de muitos jovens talentos da poesia.  

Por seu lado, o poeta Bussulo do Livro afirma que o Dia Mundial da Poesia acaba por despertar a imagem de que o país perdeu a poesia, bem como “a sua estética atmosférica, acabando na desilusão pela falta de compressão das diferenças e a ansiedade de se chegar ao estrelato”.

“Assistimos a um retrocesso colossal da beleza da Kianda e caminhamos para o marasmo, onde o necessário sobrepõe o ideal”, referiu.

No entanto, o poeta aponta ser necessário a construção de espaços de lazer em todos os bairros, vilas, comunas, municípios e centros urbanos, acompanhado de políticas de fomento à prática poética para atrair a massa juvenil.  

Para o escritor e crítico literário Luís Kandjimbo, urge a necessidade da criação de políticas públicas que permitam disseminar a intelectualidade poética no seio da juventude, onde o Estado potenciaria os órgãos de comunicação para a sua divulgação.

Na sua opinião, os nomes sonantes do poema nacional deviam ser divulgados constantemente, como forma de massificar a poesia e atrair novos leitores e autores.

Neste contexto, citou, com nostalgia, poetas como António Agostinho Neto (primeiro presidente de Angola), António Jacinto e Viriato da Cruz, que cravaram de forma permanente os ideais de liberdade da nação angolana.

O poeta Bussulo do Livro, autor do livro “Um carro de lata no fim da Lua”, afirma que o Dia Mundial da Poesia deve, assim, constituir-se num marco de reflexão humana, pelo facto de ser, a poesia a expressão viva da representação estético emocional da vida cultural, espiritual e antropológica das diferentes culturas representadas por canto, letras e outras variadas composições artísticas.

O 21 de Março foi instituído na 30ª Conferência Geral da UNESCO, a 16 de Novembro de 1999, como forma de promover a leitura, escrita, publicação e ensino da poesia pelo mundo.

Neste dia, comemora-se a diversidade do diálogo, a livre criação de ideias através das palavras, da criatividade e da inovação.

A propósito do Dia Mundial da Poesia, a assinalar-se no domingo, 21, a ANGOP ouviu nesta sexta-feira, em Luanda, escritores que delinearam alguns métodos no sentido de se retirar da inércia (ausência de actividades literárias constantes) esse género caracterizado pela lírica, épica e drama, reconhecendo assim, o mau estado da poesia angolana, em termos de qualidade e quantidade.

Em poucas palavras, o compositor e poeta Lídio Silva lamentou o actual momento da poesia no país, sublinhando que há quase nada em termos de actividades poéticas de realce e produção de livros. 

Carlos Pedro, presidente da Brigada Jovem de Literatura de Angola (BJLA), considera legítima a afirmação de que o movimento em torno da poesia fraquejou, mas explica que a situação deve-se ao facto de, nos últimos anos, as instituições voltadas para a actividade literária terem deixado de funcionar e de ter impacto na vida dos amantes da poesia.

O também poeta entende ser preciso maior comprometimento com a literatura por parte de instituições como a União dos Escritores Angolanos (UEA), Brigada Jovem de Literatura de Angola (BJLA), Chá de Caxinde e Academia de Letras.

O Estado, aconselha o escritor, deve empoderar estas instituições para que elas cumpram com o seu programa de aposta na formação de muitos jovens talentos da poesia.  

Por seu lado, o poeta Bussulo do Livro afirma que o Dia Mundial da Poesia acaba por despertar a imagem de que o país perdeu a poesia, bem como “a sua estética atmosférica, acabando na desilusão pela falta de compressão das diferenças e a ansiedade de se chegar ao estrelato”.

“Assistimos a um retrocesso colossal da beleza da Kianda e caminhamos para o marasmo, onde o necessário sobrepõe o ideal”, referiu.

No entanto, o poeta aponta ser necessário a construção de espaços de lazer em todos os bairros, vilas, comunas, municípios e centros urbanos, acompanhado de políticas de fomento à prática poética para atrair a massa juvenil.  

Para o escritor e crítico literário Luís Kandjimbo, urge a necessidade da criação de políticas públicas que permitam disseminar a intelectualidade poética no seio da juventude, onde o Estado potenciaria os órgãos de comunicação para a sua divulgação.

Na sua opinião, os nomes sonantes do poema nacional deviam ser divulgados constantemente, como forma de massificar a poesia e atrair novos leitores e autores.

Neste contexto, citou, com nostalgia, poetas como António Agostinho Neto (primeiro presidente de Angola), António Jacinto e Viriato da Cruz, que cravaram de forma permanente os ideais de liberdade da nação angolana.

O poeta Bussulo do Livro, autor do livro “Um carro de lata no fim da Lua”, afirma que o Dia Mundial da Poesia deve, assim, constituir-se num marco de reflexão humana, pelo facto de ser, a poesia a expressão viva da representação estético emocional da vida cultural, espiritual e antropológica das diferentes culturas representadas por canto, letras e outras variadas composições artísticas.

O 21 de Março foi instituído na 30ª Conferência Geral da UNESCO, a 16 de Novembro de 1999, como forma de promover a leitura, escrita, publicação e ensino da poesia pelo mundo.

Neste dia, comemora-se a diversidade do diálogo, a livre criação de ideias através das palavras, da criatividade e da inovação.