Isaac Francisco Lucas eleito 36º rei do Bailundo 

  • Bandeira de Angola
Bailundo – Os membros da corte do Reino Bailundo e as autoridades tradicionais da municipalidade legitimaram, sexta-feira, em processo electivo, Isaac Francisco Lucas, como 36º soberano do reinado.

A opção pelo pleito eleitoral, uma prática incomum na história do reinado, fundado no século XV, foi a via adoptada para legitimar o sucessor de Armindo Kalupeteca, destituído do trono, em Março deste ano, em função dos constrangimentos verificados na determinação do novo rei.

No pleito eleitoral, que contou com uma população votante de 206 eleitores, entre os membros da corte, reis e sobas, das 80 omblas do município do Bailundo, cuja vila dista 75 quilómetros da cidade do Huambo, Isaac Francisco Lucas, soba desde 1992, obteve 153 votos.

O antigo vice-rei do Bailundo concorreu com João Cauengo Casandji e Joaquim Calado, que obtiveram 31 e 20 votos, respectivamente.

De 37 anos, Isaac Francisco Lucas, da linhagem de Katchitiopololo ou simplesmente Ekuikui IV, vai adoptar o nome de Chongolola.

Em declarações à imprensa, momentos após a sua eleição, o novo soberano do Bailundo, com uma corte de 36 membros, prometeu trabalhar na recuperação da hegemonia tradicional e cultura do reino, bem como no reforço da cooperação com  as instituições sociais, entre governamentais, políticas, religiosas e da sociedade civil.

O soberano disse que vai primar pela união das ombalas do município e demais reinos da província do Huambo, para imprimir uma nova dinâmica na preservação dos valores culturais dos povos ovimbundu.

João Cauengo Casandji e Joaquim Calado, candidatos derrotados, reconheceram os resultados e felicitaram o  novo rei pela vitória.

Já o director do Gabinete da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos na província do Huambo, Jeremias Piedade Chissanga, realçou a maneira pacífica e democrática do evento, demonstrando harmonia e compromisso dos intervenientes com o futuro do Reino do Bailundo.

Disse esperar do novo rei o cumprimento das suas promessas, por considerar ser imperioso e urgente a recuperação da hegemonia do reinado, a julgar pelo momento conturbado que viveu nos últimos dias.

Desde a fundação do Reino do Bailundo, foram soberanos, além de Armindo Kalupeteca, os reis Katiavala I (fundador), Jahulo I, Samandalu, Tchingui I, Tchingui II, Ekuikui I, Numa I, Hundungulo I, Tchissende I, Jungulo, Ngundji, Tchivukuvuku Tchama Tchongonga, Utondossi, Bonji, Bongue, Tchissende II, Vassovava e Katiavala II.

Ekongoliohombo, Ekuikui II, Numa II, Moma, Kangovi, Hundungulo II, Mutu Ya Kevela (vice-rei), Tchissende III, Jahulo II, Mussitu, Tchinendele, Kapoko, Numa II, Pessela Tchongolola, Ekuikui III e Ekuikui IV reinaram igualmente o Bailundo.

Além do Reino do Bailundo, a província do Huambo, no planalto central de Angola, conta ainda com os reinos do Huambo, Chiaka, Sambo e Chingolo.

A opção pelo pleito eleitoral, uma prática incomum na história do reinado, fundado no século XV, foi a via adoptada para legitimar o sucessor de Armindo Kalupeteca, destituído do trono, em Março deste ano, em função dos constrangimentos verificados na determinação do novo rei.

No pleito eleitoral, que contou com uma população votante de 206 eleitores, entre os membros da corte, reis e sobas, das 80 omblas do município do Bailundo, cuja vila dista 75 quilómetros da cidade do Huambo, Isaac Francisco Lucas, soba desde 1992, obteve 153 votos.

O antigo vice-rei do Bailundo concorreu com João Cauengo Casandji e Joaquim Calado, que obtiveram 31 e 20 votos, respectivamente.

De 37 anos, Isaac Francisco Lucas, da linhagem de Katchitiopololo ou simplesmente Ekuikui IV, vai adoptar o nome de Chongolola.

Em declarações à imprensa, momentos após a sua eleição, o novo soberano do Bailundo, com uma corte de 36 membros, prometeu trabalhar na recuperação da hegemonia tradicional e cultura do reino, bem como no reforço da cooperação com  as instituições sociais, entre governamentais, políticas, religiosas e da sociedade civil.

O soberano disse que vai primar pela união das ombalas do município e demais reinos da província do Huambo, para imprimir uma nova dinâmica na preservação dos valores culturais dos povos ovimbundu.

João Cauengo Casandji e Joaquim Calado, candidatos derrotados, reconheceram os resultados e felicitaram o  novo rei pela vitória.

Já o director do Gabinete da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos na província do Huambo, Jeremias Piedade Chissanga, realçou a maneira pacífica e democrática do evento, demonstrando harmonia e compromisso dos intervenientes com o futuro do Reino do Bailundo.

Disse esperar do novo rei o cumprimento das suas promessas, por considerar ser imperioso e urgente a recuperação da hegemonia do reinado, a julgar pelo momento conturbado que viveu nos últimos dias.

Desde a fundação do Reino do Bailundo, foram soberanos, além de Armindo Kalupeteca, os reis Katiavala I (fundador), Jahulo I, Samandalu, Tchingui I, Tchingui II, Ekuikui I, Numa I, Hundungulo I, Tchissende I, Jungulo, Ngundji, Tchivukuvuku Tchama Tchongonga, Utondossi, Bonji, Bongue, Tchissende II, Vassovava e Katiavala II.

Ekongoliohombo, Ekuikui II, Numa II, Moma, Kangovi, Hundungulo II, Mutu Ya Kevela (vice-rei), Tchissende III, Jahulo II, Mussitu, Tchinendele, Kapoko, Numa II, Pessela Tchongolola, Ekuikui III e Ekuikui IV reinaram igualmente o Bailundo.

Além do Reino do Bailundo, a província do Huambo, no planalto central de Angola, conta ainda com os reinos do Huambo, Chiaka, Sambo e Chingolo.