João Melo coloca na banca “Diário do Medo”

  • Escritor angolano João Melo
Luanda – O escritor angolano João Melo lançou, no Brasil, Portugal e Galiza (Espanha), o seu novo livro de poesia intitulado “Diário do Medo”.

O livro, publicado pela editora Urutau tem um total de 72 poemas, na sua quase totalidade escritos no primeiro ano da pandemia da Covid- 19, entre Março e Dezembro de 2020.

Apenas sete dos textos foram escritos anteriormente, pertencendo a um original que nunca chegou a ser publicado pelo autor, por ter sido perdido devido a problemas informáticos. 

A escrita do novo livro de João Melo coincidiu, não somente com a pandemia da Covid 19, mas também com uma série de episódios de violência policial e de racismo em todo o mundo, como o assassinato de George Floyd e outros, e das consequentes manifestações de protesto que se lhe seguiram.

Numa nota publicada no seu novo livro, o autor assume que este último “constitui uma tentativa pessoal de descrever e, sobretudo, de posicionar-me, ao mesmo tempo como poeta e indivíduo, perante tais dramáticos acontecimentos”.

A professora brasileira Débora Rendelli escreveu na orelha do livro que “poucos conseguem pôr em palavras as angústias, os anseios e os ódios compartilhados pelos indivíduos, sem cair nas repetições quotidianas, lamentadas e repetidas incessantemente. “Melo faz isso”, frisou.

Rendelli acrescenta que a escrita de João Melo é “avassaladora” e que “a quietude não é própria desse autor”.

Neste livro, frisa, Melo não sucumbe ao medo: enfrenta-o e sublima-o.

“Diário do Medo”, o décimo-quinto livro de poesia do autor, já está em pré-venda no site da editora Urutau (urutau.com), podendo, portanto, ser adquirido online.

A obra deverá ir para as livrarias do Brasil, Portugal e Galiza no próximo mês de Novembro. Está ainda a ser negociada uma co-edição com uma editora angolana.

Obra do escritor

Vencedor do Prémio Nacional da Cultura 2009 pelo conjunto da sua obra literária, João Melo é habitualmente publicado em Angola e Portugal, mas tem igualmente livros saídos no Brasil, Itália e Cuba.

Tem ainda poemas e contos publicados em várias antologias, revistas e sites literários em inglês, francês, alemão, árabe e mandarim.

No princípio deste ano, um dos seus contos – “O meu primeiro milhão de dólares” – foi publicado em inglês no site nigeriano Olongo África (www.olongoafrica.com), traduzido pelo norte-americano Cliff E. Landers, tradutor habitual de vários escritores brasileiros.

“A morte é sempre pontual”, outro conto de João Melo, também traduzido por Landers, sairá no próximo verão europeu na revista Catamaran Literary Review, publicada em Santa Cruz da Califórnia, nos Estados Unidos.

Essa revista já publicou anteriormente duas outras estórias do escritor angolano.

O autor tem  mais de vinte livros, entre poesia, contos e um ensaio sobre jornalismo.

Em 2020, publicou, em Portugal, “O dia em que Charles Bossangwa chegou à América”, o seu sétimo livro de contos, que continua a aguardar editor em Angola.

 

 

O livro, publicado pela editora Urutau tem um total de 72 poemas, na sua quase totalidade escritos no primeiro ano da pandemia da Covid- 19, entre Março e Dezembro de 2020.

Apenas sete dos textos foram escritos anteriormente, pertencendo a um original que nunca chegou a ser publicado pelo autor, por ter sido perdido devido a problemas informáticos. 

A escrita do novo livro de João Melo coincidiu, não somente com a pandemia da Covid 19, mas também com uma série de episódios de violência policial e de racismo em todo o mundo, como o assassinato de George Floyd e outros, e das consequentes manifestações de protesto que se lhe seguiram.

Numa nota publicada no seu novo livro, o autor assume que este último “constitui uma tentativa pessoal de descrever e, sobretudo, de posicionar-me, ao mesmo tempo como poeta e indivíduo, perante tais dramáticos acontecimentos”.

A professora brasileira Débora Rendelli escreveu na orelha do livro que “poucos conseguem pôr em palavras as angústias, os anseios e os ódios compartilhados pelos indivíduos, sem cair nas repetições quotidianas, lamentadas e repetidas incessantemente. “Melo faz isso”, frisou.

Rendelli acrescenta que a escrita de João Melo é “avassaladora” e que “a quietude não é própria desse autor”.

Neste livro, frisa, Melo não sucumbe ao medo: enfrenta-o e sublima-o.

“Diário do Medo”, o décimo-quinto livro de poesia do autor, já está em pré-venda no site da editora Urutau (urutau.com), podendo, portanto, ser adquirido online.

A obra deverá ir para as livrarias do Brasil, Portugal e Galiza no próximo mês de Novembro. Está ainda a ser negociada uma co-edição com uma editora angolana.

Obra do escritor

Vencedor do Prémio Nacional da Cultura 2009 pelo conjunto da sua obra literária, João Melo é habitualmente publicado em Angola e Portugal, mas tem igualmente livros saídos no Brasil, Itália e Cuba.

Tem ainda poemas e contos publicados em várias antologias, revistas e sites literários em inglês, francês, alemão, árabe e mandarim.

No princípio deste ano, um dos seus contos – “O meu primeiro milhão de dólares” – foi publicado em inglês no site nigeriano Olongo África (www.olongoafrica.com), traduzido pelo norte-americano Cliff E. Landers, tradutor habitual de vários escritores brasileiros.

“A morte é sempre pontual”, outro conto de João Melo, também traduzido por Landers, sairá no próximo verão europeu na revista Catamaran Literary Review, publicada em Santa Cruz da Califórnia, nos Estados Unidos.

Essa revista já publicou anteriormente duas outras estórias do escritor angolano.

O autor tem  mais de vinte livros, entre poesia, contos e um ensaio sobre jornalismo.

Em 2020, publicou, em Portugal, “O dia em que Charles Bossangwa chegou à América”, o seu sétimo livro de contos, que continua a aguardar editor em Angola.