Jovens do Prenda “assaltam” domingo palco do Centro Cultural Kilamba

  • Agrupamento musical Jovens do Prenda
Luanda – O agrupamento Jovens do Prenda assinala domingo, 17, o seu 53º aniversário com um show no Centro Cultural e Recreativo Kilamba, em Luanda.

Com início marcado para às 11 horas, o show terá a particularidade de trazer a público o cardápio artístico de um dos melhores agrupamentos musicais do país.

Meio século depois da sua criação por Chico Montenegro, Didi da Mãe Preta, Tony do Fumo, Augusto Chacaya, Kangongo, Mingo e Verry Inácio, o agrupamento continua a ser das principais referências da música urbana angolana.

Detentor de um rico cardápio musical, onde se destacam temas como  “Tendinha”, “Desespero”, “Chiquita”, “Nguenda Nyubeka”, “Longa Marcha”, “Majame”, “Samba-Samba”, “Nova Cooperação”,  entre outros, o agrupamento tem provocado um alvoroço entre os fãs, nos palcos por onde actua.

Os Jovens do Prenda surgem em 1968, com a designação Jovens do Catambor, passando ainda nesse mesmo ano a chamarem-se Jovens da Maianga e, finalmente em 1969, passam a ter a designação actual.

O nome surge a conselho de Manguxi, um empresário do Sambizanga que era proprietário do Salão Braguês e alugava aparelhagens, sugeriu que o grupo tivesse a denominação do bairro de onde era proveniente, dai o nome "Os Jovens do Prenda", já que o grupo era originário deste histórico bairro Luanda.

A formação dos Jovens do Catambor já possuía um leque impressionante de músicos, onde se destacavam nomes como Manuelito Maventa, (viola solo), Zeca Kaquarta, (tambor), Napoleão, (puita) e Juca, (dikanza).

José Keno, o guitarrista emblemático dos Jovens do Prenda, entrou para o grupo, vindo dos Sembas; com a sua entrada, fica completa, em 1969, a primeira formação de Os Jovens do Prenda, com José Keno (viola solo), Zé Gama (baixo), Luís Neto (voz), Kangongo (tambor baixo) e Chico Montenegro (tambor solo).

O grupo tem sofrido, muitas cisões e abandonos, levando a que Luís Neto, um dos elementos do grupo, afirmasse: “As pessoas nascem e crescem e cada um vai para onde mais lhe agrada. Os Jovens do Prenda não são só música, é uma verdadeira escola…”

Renascimento

Após um período de ausência (1974 a 1981), os Jovens do Prenda voltam a aparecer no panorama musical angolano, gravando o seu primeiro álbum "Música de Angola, Jovens do Prenda", posteriormente reeditado como "Mutidi". Nele participaram Zé Keno (viola solo e voz), Alfredo Henrique (viola ritmo), Carlos Timóteo (baixo), Avelino Mambo (bateria), Zecax (voz), Massy (saxafone), Fausto (trompete), Verrynácio (tumbas), Chico Montenegro (bongós e voz), Luís Neto (Dikanza) e Gaby Monteiro (percussão e voz).

O segundo álbum "Samba-Samba" é lançado em 1992, levando posteriormente à saída de um dos seus músicos mais emblemáticos, Gaby Monteiro, passando o grupo a ter na formação Manuel Prudente Ramos Neto "Joca", (viola solo), Carlos Timóteo "Calily", (baixo), Zé Luís (viola ritmo), Charles Mbuia (contra solo), Manuel Vicente (tumbas), Patrício Smoke (bateria), Luís Neto e Chico Montenegro (vozes), Conceição Alves Alberto (trompete) e Luís Massy (saxofone).

O grupo sofreu posteriormente imensas remodelações, mas tem-se sempre mantido activo até à actualidade, tendo lançado recentemente um novo álbum.

Discografia

Vários Singles na década de 1970. Mutidi, (1982, IEFE, Discos, Intercontinental Fonográfica, Lda)

Samba-Samba, (1992, Endipu-UEE, Empresa Nacional do Disco e Publicações)

Kudicola Kwetu, (2003)

Iweza, (2010)

Com início marcado para às 11 horas, o show terá a particularidade de trazer a público o cardápio artístico de um dos melhores agrupamentos musicais do país.

Meio século depois da sua criação por Chico Montenegro, Didi da Mãe Preta, Tony do Fumo, Augusto Chacaya, Kangongo, Mingo e Verry Inácio, o agrupamento continua a ser das principais referências da música urbana angolana.

Detentor de um rico cardápio musical, onde se destacam temas como  “Tendinha”, “Desespero”, “Chiquita”, “Nguenda Nyubeka”, “Longa Marcha”, “Majame”, “Samba-Samba”, “Nova Cooperação”,  entre outros, o agrupamento tem provocado um alvoroço entre os fãs, nos palcos por onde actua.

Os Jovens do Prenda surgem em 1968, com a designação Jovens do Catambor, passando ainda nesse mesmo ano a chamarem-se Jovens da Maianga e, finalmente em 1969, passam a ter a designação actual.

O nome surge a conselho de Manguxi, um empresário do Sambizanga que era proprietário do Salão Braguês e alugava aparelhagens, sugeriu que o grupo tivesse a denominação do bairro de onde era proveniente, dai o nome "Os Jovens do Prenda", já que o grupo era originário deste histórico bairro Luanda.

A formação dos Jovens do Catambor já possuía um leque impressionante de músicos, onde se destacavam nomes como Manuelito Maventa, (viola solo), Zeca Kaquarta, (tambor), Napoleão, (puita) e Juca, (dikanza).

José Keno, o guitarrista emblemático dos Jovens do Prenda, entrou para o grupo, vindo dos Sembas; com a sua entrada, fica completa, em 1969, a primeira formação de Os Jovens do Prenda, com José Keno (viola solo), Zé Gama (baixo), Luís Neto (voz), Kangongo (tambor baixo) e Chico Montenegro (tambor solo).

O grupo tem sofrido, muitas cisões e abandonos, levando a que Luís Neto, um dos elementos do grupo, afirmasse: “As pessoas nascem e crescem e cada um vai para onde mais lhe agrada. Os Jovens do Prenda não são só música, é uma verdadeira escola…”

Renascimento

Após um período de ausência (1974 a 1981), os Jovens do Prenda voltam a aparecer no panorama musical angolano, gravando o seu primeiro álbum "Música de Angola, Jovens do Prenda", posteriormente reeditado como "Mutidi". Nele participaram Zé Keno (viola solo e voz), Alfredo Henrique (viola ritmo), Carlos Timóteo (baixo), Avelino Mambo (bateria), Zecax (voz), Massy (saxafone), Fausto (trompete), Verrynácio (tumbas), Chico Montenegro (bongós e voz), Luís Neto (Dikanza) e Gaby Monteiro (percussão e voz).

O segundo álbum "Samba-Samba" é lançado em 1992, levando posteriormente à saída de um dos seus músicos mais emblemáticos, Gaby Monteiro, passando o grupo a ter na formação Manuel Prudente Ramos Neto "Joca", (viola solo), Carlos Timóteo "Calily", (baixo), Zé Luís (viola ritmo), Charles Mbuia (contra solo), Manuel Vicente (tumbas), Patrício Smoke (bateria), Luís Neto e Chico Montenegro (vozes), Conceição Alves Alberto (trompete) e Luís Massy (saxofone).

O grupo sofreu posteriormente imensas remodelações, mas tem-se sempre mantido activo até à actualidade, tendo lançado recentemente um novo álbum.

Discografia

Vários Singles na década de 1970. Mutidi, (1982, IEFE, Discos, Intercontinental Fonográfica, Lda)

Samba-Samba, (1992, Endipu-UEE, Empresa Nacional do Disco e Publicações)

Kudicola Kwetu, (2003)

Iweza, (2010)