Lançado concurso anual de banda desenhada

  • Casa Museu Óscar Ribas realiza jornadas Expo-Ribas
Luanda- O primeiro concurso de banda desenhada baseada nas obras literárias de Óscar Ribas e outros escritores foi lançado oficialmente, esta terça-feira, em Luanda.

O lançamento do concurso enquadra-se nos festejos do 112° aniversario do escritor e jornalista angolano Óscar Ribas.

Óscar Ribas nasceu no dia 17 de Agosto de 1909, na cidade de Luanda e faleceu a 19 de Junho de 2004, em Cascais.

Considerado como um dos "fundadores” da ficção literária em Angola, o etnólogo deixou um valioso legado literário, tendo recuperado muitos temas da tradição oral, religião tradicional e filosofia dos povos de Luanda.

Segundo o director da Casa Museu Óscar Ribas, Sidónio Massoxi, o concurso terá uma periodicidade anual e as inscrições vão de Setembro a Julho do ano seguinte.

Poderão participar do concurso alunos do primeiro e segundo ciclo das escolas públicas e privadas de Luanda.

Numa primeira fase, prosseguiu o director,  por questões do contexto epidemiológico, o concurso será apenas em Luanda.

"As obras poderão ser apresentadas em todas as instituições Óscar Ribas  e têm de ter como características prosa e poesias do escritor", reforçou.

Sidónio Massoxi anunciou ainda na realização de uma exposição na qual os visitantes vão poder ter acesso, pela primeira vez, ao espólio de Óscar Ribas nunca antes vistos, como fotografias, documentos e áudios inéditos.

Para Sidónio Massoxi, as jornadas vão permitir, doravante, dar uma outra dinâmica ao espaço, de maneira a criar novos factos culturais na divulgação da vida e obra do. "Dentro do programa do escritor.

Óscar Ribas, continuou, deixou um legado que deve servir de exemplo para muitos angolanos como a Casa Museu e a Escola de Ensino Especial. "Isso mostra a preocupação do escritor pela preservação e recuperação dos valores morais e culturais”, destacou. 

Óscar Ribas lançou o primeiro livro, "Nuvens que Passam”, foi publicado em 1927. Dois anos depois publicou "Resgate de uma Falta”.

Após 20 anos sem editar, Óscar Ribas surpreendeu os leitores com o livro "Flores e Espinhos”, em 1948, o que juntamente com dois novos títulos publicados em 1950, "Uanga”, e "Ecos da Minha Terra” (1952), constituem, de acordo com estudiosos das literaturas africanas, a segunda fase de publicações do autor.

Na década de 1960, Óscar Ribas publicou os livros "Missosso” (três volumes – 1961, 1962 e 1964), "Alimentação Regional Angolana” (1965), "Izomba – Associativismo e Recreio” (1965), "Sunguilando - Contos Tradicionais Angolanos (1967), "Kilandukilu - Contos e Instantâneos” (1973) e "Tudo Isto Aconteceu – Romance Autobiográfico” (1975).

Após uma pausa de quase duas décadas, Óscar Ribas voltou aos livros com "Cultuando as Musas”, ao que se seguiu o "Dicionário de Regionalismos Angolanos”.

Prestigiado nos meios literários nacional e internacional, membro da União de Escritores Angolanos, Óscar Ribas foi galardoado com diversos prémios, com destaque para os Margaret Wrong (1952), o de Etnografia do Instituto de Angola (1959) e Monsenhor Alves da Cunha (1964).

 

 

O lançamento do concurso enquadra-se nos festejos do 112° aniversario do escritor e jornalista angolano Óscar Ribas.

Óscar Ribas nasceu no dia 17 de Agosto de 1909, na cidade de Luanda e faleceu a 19 de Junho de 2004, em Cascais.

Considerado como um dos "fundadores” da ficção literária em Angola, o etnólogo deixou um valioso legado literário, tendo recuperado muitos temas da tradição oral, religião tradicional e filosofia dos povos de Luanda.

Segundo o director da Casa Museu Óscar Ribas, Sidónio Massoxi, o concurso terá uma periodicidade anual e as inscrições vão de Setembro a Julho do ano seguinte.

Poderão participar do concurso alunos do primeiro e segundo ciclo das escolas públicas e privadas de Luanda.

Numa primeira fase, prosseguiu o director,  por questões do contexto epidemiológico, o concurso será apenas em Luanda.

"As obras poderão ser apresentadas em todas as instituições Óscar Ribas  e têm de ter como características prosa e poesias do escritor", reforçou.

Sidónio Massoxi anunciou ainda na realização de uma exposição na qual os visitantes vão poder ter acesso, pela primeira vez, ao espólio de Óscar Ribas nunca antes vistos, como fotografias, documentos e áudios inéditos.

Para Sidónio Massoxi, as jornadas vão permitir, doravante, dar uma outra dinâmica ao espaço, de maneira a criar novos factos culturais na divulgação da vida e obra do. "Dentro do programa do escritor.

Óscar Ribas, continuou, deixou um legado que deve servir de exemplo para muitos angolanos como a Casa Museu e a Escola de Ensino Especial. "Isso mostra a preocupação do escritor pela preservação e recuperação dos valores morais e culturais”, destacou. 

Óscar Ribas lançou o primeiro livro, "Nuvens que Passam”, foi publicado em 1927. Dois anos depois publicou "Resgate de uma Falta”.

Após 20 anos sem editar, Óscar Ribas surpreendeu os leitores com o livro "Flores e Espinhos”, em 1948, o que juntamente com dois novos títulos publicados em 1950, "Uanga”, e "Ecos da Minha Terra” (1952), constituem, de acordo com estudiosos das literaturas africanas, a segunda fase de publicações do autor.

Na década de 1960, Óscar Ribas publicou os livros "Missosso” (três volumes – 1961, 1962 e 1964), "Alimentação Regional Angolana” (1965), "Izomba – Associativismo e Recreio” (1965), "Sunguilando - Contos Tradicionais Angolanos (1967), "Kilandukilu - Contos e Instantâneos” (1973) e "Tudo Isto Aconteceu – Romance Autobiográfico” (1975).

Após uma pausa de quase duas décadas, Óscar Ribas voltou aos livros com "Cultuando as Musas”, ao que se seguiu o "Dicionário de Regionalismos Angolanos”.

Prestigiado nos meios literários nacional e internacional, membro da União de Escritores Angolanos, Óscar Ribas foi galardoado com diversos prémios, com destaque para os Margaret Wrong (1952), o de Etnografia do Instituto de Angola (1959) e Monsenhor Alves da Cunha (1964).