Museu de Arqueologia carece de reabilitação

  • Pormenor da cidade de Benguela
Benguela – Cerca de nove mil peças expostas no Museu Nacional de Arqueologia, situado em Benguela, correm o risco de degradar-se, devido ao mau estado de conservação do imóvel, soube, esta terça-feira, a ANGOP.

Segundo o chefe do departamento de animação cultural da infra-estrutura, Abílio Miguel, que falava a propósito do Dia Internacional dos Museus, que hoje se assinala, a situação é preocupante, principalmente na época chuvosa, em que o edifício chega a inundar, o que não ajuda na conservação das peças museológicas.

Para Abílio Miguel, o museu, que conserva peças que retratam a história de Benguela desde o século XVII ao Século XVIII, não tem condições técnicas, materiais e financeira para assegurar uma melhor conservação do seu acervo, pelo que a data serve para reflexão.

“Infelizmente, quando chove, a nossa biblioteca fica inundada, o que afecta a conservação das mais de 9.000 peças disponíveis aqui”, frisou, indicando que se está a aguardar que as entidades afins se pronunciem sobre a reabilitação do edifício.

Entre as peças que despertam interesse dos visitantes, apontou para a existência de, entre outros, ossos de fósseis, moedas macutas (da antiguidade) e missangas, o que elevava para mais de 500 visitantes/dia, contra os actuais 30, muito por conta da Covid-19.     

O Museu Nacional de Arqueologia, localizado junto a praia Morena, na cidade de Benguela, chegou a ter um acervo acima das nove mil peças, num passado recente, muitas das quais roubadas nos vários assaltos sofridos ao longo dos anos.

O edifício onde funciona é uma obra dos séculos XVII/XVIII, onde os escravos eram depositados temporariamente antes de serem levados para a América. Ocupa um perímetro de oito mil metros quadrados e foi construído de blocos de pedra calcária, possuindo portões e gradeamentos de ferro maciço.

Depois do fim do tráfico de escravos, o edifício passou a pertencer à Alfândega de Angola. Em 1976, foi neste mesmo edifício criado o Museu Nacional de Arqueologia.

Acervo do Museu de Etnografia do Lobito sob inventário

Técnicos do Museu Regional de Etnografia na cidade do Lobito, província Benguela, estão a actualizar as mil e 513 peças do seu acervo, soube a ANGOP, esta terça.

Segundo o director daquela instituição, João Luís, o trabalho justifica-se pelo facto do último inventário ter sido realizado a cerca de dois anos.

O museu de Etnografia tem uma exposição permanente de peças que representam a caça, agricultura, máscaras, instrumentos de percussão, representando várias regiões do país.

Falando por ocasião do dia mundial do museu, João Luís, revelou que a instituição está aberta a aquelas pessoas  que queiram oferecer alguma peça para reforçar o seu acervo.

"Vamos estudá-la e fazer o enquadramento e todos saem a ganhar", enfatizou.

Lamentou, no entanto, sobre a falta de pelo menos um técnico para restauro das peças e também sobre a maior parte dos funcionários que estão em idade de reforma.

Explicou que a instituição conta neste momento com 12 técnicos qualificados, com mais de 15 anos, mas corre o risco de ficar com apenas quatro.

Quanto as visitas, informou que dos cerca de 50 visitantes/dia, antes da Covid-19, na sua maioria estudantes, actualmente aparece uma ou duas pessoas.

Quanto aos estrangeiros, lembrou apenas dos passageiros do comboio de turistas proveniente da África do sul, o ano passado.

Referindo-se à infra-estrutura, com algumas partes visivelmente degradadas, o director do museu afirmou que já se conseguiu melhorar a imagem exterior, graças ao apoio de alguns parceiros privados.

O Museu Etnográfico do Lobito tem uma estrutura física datada dos anos 30, mas foi inaugurado em 11 de Novembro de 1978.

Segundo o chefe do departamento de animação cultural da infra-estrutura, Abílio Miguel, que falava a propósito do Dia Internacional dos Museus, que hoje se assinala, a situação é preocupante, principalmente na época chuvosa, em que o edifício chega a inundar, o que não ajuda na conservação das peças museológicas.

Para Abílio Miguel, o museu, que conserva peças que retratam a história de Benguela desde o século XVII ao Século XVIII, não tem condições técnicas, materiais e financeira para assegurar uma melhor conservação do seu acervo, pelo que a data serve para reflexão.

“Infelizmente, quando chove, a nossa biblioteca fica inundada, o que afecta a conservação das mais de 9.000 peças disponíveis aqui”, frisou, indicando que se está a aguardar que as entidades afins se pronunciem sobre a reabilitação do edifício.

Entre as peças que despertam interesse dos visitantes, apontou para a existência de, entre outros, ossos de fósseis, moedas macutas (da antiguidade) e missangas, o que elevava para mais de 500 visitantes/dia, contra os actuais 30, muito por conta da Covid-19.     

O Museu Nacional de Arqueologia, localizado junto a praia Morena, na cidade de Benguela, chegou a ter um acervo acima das nove mil peças, num passado recente, muitas das quais roubadas nos vários assaltos sofridos ao longo dos anos.

O edifício onde funciona é uma obra dos séculos XVII/XVIII, onde os escravos eram depositados temporariamente antes de serem levados para a América. Ocupa um perímetro de oito mil metros quadrados e foi construído de blocos de pedra calcária, possuindo portões e gradeamentos de ferro maciço.

Depois do fim do tráfico de escravos, o edifício passou a pertencer à Alfândega de Angola. Em 1976, foi neste mesmo edifício criado o Museu Nacional de Arqueologia.

Acervo do Museu de Etnografia do Lobito sob inventário

Técnicos do Museu Regional de Etnografia na cidade do Lobito, província Benguela, estão a actualizar as mil e 513 peças do seu acervo, soube a ANGOP, esta terça.

Segundo o director daquela instituição, João Luís, o trabalho justifica-se pelo facto do último inventário ter sido realizado a cerca de dois anos.

O museu de Etnografia tem uma exposição permanente de peças que representam a caça, agricultura, máscaras, instrumentos de percussão, representando várias regiões do país.

Falando por ocasião do dia mundial do museu, João Luís, revelou que a instituição está aberta a aquelas pessoas  que queiram oferecer alguma peça para reforçar o seu acervo.

"Vamos estudá-la e fazer o enquadramento e todos saem a ganhar", enfatizou.

Lamentou, no entanto, sobre a falta de pelo menos um técnico para restauro das peças e também sobre a maior parte dos funcionários que estão em idade de reforma.

Explicou que a instituição conta neste momento com 12 técnicos qualificados, com mais de 15 anos, mas corre o risco de ficar com apenas quatro.

Quanto as visitas, informou que dos cerca de 50 visitantes/dia, antes da Covid-19, na sua maioria estudantes, actualmente aparece uma ou duas pessoas.

Quanto aos estrangeiros, lembrou apenas dos passageiros do comboio de turistas proveniente da África do sul, o ano passado.

Referindo-se à infra-estrutura, com algumas partes visivelmente degradadas, o director do museu afirmou que já se conseguiu melhorar a imagem exterior, graças ao apoio de alguns parceiros privados.

O Museu Etnográfico do Lobito tem uma estrutura física datada dos anos 30, mas foi inaugurado em 11 de Novembro de 1978.