Obras de requalificação da Ombala Mbalundo concluídas em 2021

Bailundo – As obras de requalificação da Ombala Mabalundo, no município do Bailundo (Huambo), paralisadas há cinco anos, poderão ser concluídas até ao primeiro semestre de 2021, de acordo com o director do Gabinete de Estudo, Planeamento e Estatística do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, Mário dos Santos.

O empreendimento, paralisado há cinco anos por razões financeiras, demonstra o valor que as autoridades atribuem às tradições culturais desta região, contemplam a construção do Palácio do Rei, 35 residências para os seus assessores e os túmulos onde repousam os corpos dos reis, Katiavala e os Ekuikui II e IV.

O projecto, iniciado em 2012, abrange também os locais sagrados onde estão preservados os crânios dos anteriores reis, numa acção que visa dar mais dignidade ao símbolo de resistência do Povo Umbundu, por serem estes os locais onde as autoridades tradicionais realizam actividades para pedirem aos ancestrais fertilidade, boa colheita, chuva, protecção e a  paz para os angolanos.

Mários dos Santos referiu-se a importância do projecto por possuir um simbolismos muito grande no que toca a valorização do património nacional.

“Viemos para a retoma dos trabalhos que estão a ser desenvolvidos pelas empresas FINIBAN e a OMATAPALO e reafirmar um prazo razoável para o término das obras, que se prevê seja  até Junho de 2021”, disse.

Em declarações à imprensa, o rei Ekuikui V sublinhou que a visita do director do GEPE do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, Mários dos Santos, veio trazer esperança, por constituir uma mais-valia para as obras em curso na Ombala Mbalundo, tendo atenção às promessas feitas pelos dirigentes sobre a requalificação dos mausoléus.

“Estou muito satisfeito com as garantias da conclusão das obras de pelo menos até em Junho de 2021 e tenho a convicção de que, por ter sido uma orientação do Presidente da República, João Lourenço, será concluído nestes prazos”, sublinhou.

Funcionam na Ombala Mbalundo 35 sobas, dos quais oito permanentes, que residem naquele local tradicional. Diariamente, segundo apurou a Angop, são julgados na corte do Rei vários litígios relacionados com usurpação de terrenos, dívidas, violações sexuais e fuga à paternidade.

O reino do Bailundo foi fundado no século XV, até então designado por Halavala. Foram soberanos do mesmo, os reis Katiavala I, Jahulo I, Samandalu, Tchingui I, Tchingui II, Ekuikui I, Numa I, Hundungulo I, Tchissende I, Jungulo, Ngundji, Tchivukuvuku Tchama Tchongonga, Utondossi, Bonji, Bongue, Tchissende II, Vassovava e Katiavala II.

Ekongoliohombo, Ekuikui II, Numa II, Moma, Kangovi, Hundungulo II, Mutu Ya Kevela (vice-rei), Tchissende III, Jahulo II, Mussitu, Tchinendele, Kapoko, Numa II, Pessela Tchongolola e Ekuikui III Ekuikui IV reinaram igualmente o Bailundo. Ekuikui V é o actual soberano.

O empreendimento, paralisado há cinco anos por razões financeiras, demonstra o valor que as autoridades atribuem às tradições culturais desta região, contemplam a construção do Palácio do Rei, 35 residências para os seus assessores e os túmulos onde repousam os corpos dos reis, Katiavala e os Ekuikui II e IV.

O projecto, iniciado em 2012, abrange também os locais sagrados onde estão preservados os crânios dos anteriores reis, numa acção que visa dar mais dignidade ao símbolo de resistência do Povo Umbundu, por serem estes os locais onde as autoridades tradicionais realizam actividades para pedirem aos ancestrais fertilidade, boa colheita, chuva, protecção e a  paz para os angolanos.

Mários dos Santos referiu-se a importância do projecto por possuir um simbolismos muito grande no que toca a valorização do património nacional.

“Viemos para a retoma dos trabalhos que estão a ser desenvolvidos pelas empresas FINIBAN e a OMATAPALO e reafirmar um prazo razoável para o término das obras, que se prevê seja  até Junho de 2021”, disse.

Em declarações à imprensa, o rei Ekuikui V sublinhou que a visita do director do GEPE do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, Mários dos Santos, veio trazer esperança, por constituir uma mais-valia para as obras em curso na Ombala Mbalundo, tendo atenção às promessas feitas pelos dirigentes sobre a requalificação dos mausoléus.

“Estou muito satisfeito com as garantias da conclusão das obras de pelo menos até em Junho de 2021 e tenho a convicção de que, por ter sido uma orientação do Presidente da República, João Lourenço, será concluído nestes prazos”, sublinhou.

Funcionam na Ombala Mbalundo 35 sobas, dos quais oito permanentes, que residem naquele local tradicional. Diariamente, segundo apurou a Angop, são julgados na corte do Rei vários litígios relacionados com usurpação de terrenos, dívidas, violações sexuais e fuga à paternidade.

O reino do Bailundo foi fundado no século XV, até então designado por Halavala. Foram soberanos do mesmo, os reis Katiavala I, Jahulo I, Samandalu, Tchingui I, Tchingui II, Ekuikui I, Numa I, Hundungulo I, Tchissende I, Jungulo, Ngundji, Tchivukuvuku Tchama Tchongonga, Utondossi, Bonji, Bongue, Tchissende II, Vassovava e Katiavala II.

Ekongoliohombo, Ekuikui II, Numa II, Moma, Kangovi, Hundungulo II, Mutu Ya Kevela (vice-rei), Tchissende III, Jahulo II, Mussitu, Tchinendele, Kapoko, Numa II, Pessela Tchongolola e Ekuikui III Ekuikui IV reinaram igualmente o Bailundo. Ekuikui V é o actual soberano.