Pesquisador defende valorização do ondjango nas comunidades

  • Antigo Jango da cultura em estado de degradação
Catumbela – O pesquisador angolano Mário Makuwa defendeu hoje, terça-feira, no município da Catumbela, maior valorização do ondjango (tendas para reuniões comunitárias), com vista ao resgate dos valores culturais na sociedade.

O investigador cultural falava à ANGOP, a propósito do lançamento recente, naquela circunscrição, do seu livro de estreia na literatura, intitulado “No Ondjango – Reflexões e Memórias”.

Com 96 páginas, o livro, publicado sob chancela da Editora Shalom, em Benguela, numa tiragem de mil exemplares, é resultado de um longo processo de pesquisa sobre os hábitos culturais das comunidades rurais da região Centro-Sul do país.

Mário Makuwa disse que o ondjango deve ser visto como um espaço de cultura e educação comunitária, pois é ali onde os mais velhos passam as suas experiências aos jovens, para que preservem a identidade angolana e resistam à influência da cultural ocidental.

O também músico e compositor critica o “quase desaparecimento” do ondjango, sobretudo nas zonas urbanas, o que, para si, contribui na ignorância por parte da juventude dos valores morais, cívicos e culturais.

A título de exemplo, explicou que no ondjango são tratados rituais de iniciação masculina “Ekwendje ou Evamba” e feminina “Efico”, incluindo o “Alembamento”, que visam preparar os jovens de ambos os sexos para enfrentarem os desafios do lar.

Salientou ainda que esse espaço comunitário pode debruçar-se sobre o quotidiano das comunidades, desde o perigo das doenças tipicamente africanas, como Olondalo, Omekeke o Otala, no sentido de prevenir as pessoas.

Por isso, elucidou que o livro visa desmistificar algumas realidades socio-culturais ignoradas pelas novas gerações, como algumas doenças que só podem ser tratadas por meio de uma terapia tradicional.

Disse que, durante a investigação, que durou cerca de dois anos, foram encontradas as razões pelas quais algumas comunidades na Catumbela criam jacarés, entre outros eventos culturais tidos como mitos.

“Isso tudo só se aprende no ondjango”, realçou o pesquisador cultural Mário Makuwa.

Mário Makuwa nasceu a 3 de Agosto de 1962, na comuna do Cuima, município da Caála, província do Huambo. Começou a compor e a tocar piano, guitarra e gaita no seminário do Bom Pastor, na cidade de Benguela.

Além de uma banda musical e de um grupo folclórico, onde actua como instrumentista, Mário Makuwa criou também o centro turístico e cultural Ondjango, na Catumbela, tendo, ainda, produzido a obra discográfica “Oviholo Vietu”, por editar.

O investigador cultural falava à ANGOP, a propósito do lançamento recente, naquela circunscrição, do seu livro de estreia na literatura, intitulado “No Ondjango – Reflexões e Memórias”.

Com 96 páginas, o livro, publicado sob chancela da Editora Shalom, em Benguela, numa tiragem de mil exemplares, é resultado de um longo processo de pesquisa sobre os hábitos culturais das comunidades rurais da região Centro-Sul do país.

Mário Makuwa disse que o ondjango deve ser visto como um espaço de cultura e educação comunitária, pois é ali onde os mais velhos passam as suas experiências aos jovens, para que preservem a identidade angolana e resistam à influência da cultural ocidental.

O também músico e compositor critica o “quase desaparecimento” do ondjango, sobretudo nas zonas urbanas, o que, para si, contribui na ignorância por parte da juventude dos valores morais, cívicos e culturais.

A título de exemplo, explicou que no ondjango são tratados rituais de iniciação masculina “Ekwendje ou Evamba” e feminina “Efico”, incluindo o “Alembamento”, que visam preparar os jovens de ambos os sexos para enfrentarem os desafios do lar.

Salientou ainda que esse espaço comunitário pode debruçar-se sobre o quotidiano das comunidades, desde o perigo das doenças tipicamente africanas, como Olondalo, Omekeke o Otala, no sentido de prevenir as pessoas.

Por isso, elucidou que o livro visa desmistificar algumas realidades socio-culturais ignoradas pelas novas gerações, como algumas doenças que só podem ser tratadas por meio de uma terapia tradicional.

Disse que, durante a investigação, que durou cerca de dois anos, foram encontradas as razões pelas quais algumas comunidades na Catumbela criam jacarés, entre outros eventos culturais tidos como mitos.

“Isso tudo só se aprende no ondjango”, realçou o pesquisador cultural Mário Makuwa.

Mário Makuwa nasceu a 3 de Agosto de 1962, na comuna do Cuima, município da Caála, província do Huambo. Começou a compor e a tocar piano, guitarra e gaita no seminário do Bom Pastor, na cidade de Benguela.

Além de uma banda musical e de um grupo folclórico, onde actua como instrumentista, Mário Makuwa criou também o centro turístico e cultural Ondjango, na Catumbela, tendo, ainda, produzido a obra discográfica “Oviholo Vietu”, por editar.