Valorização dos escombros eterniza oposição à evasão sul-africana em Angola

  • Cunene: Escombro do antigo palácio, classificado como monumento histórico
Ondjiva - A classificação dos escombros do ex-comissariado provincial do Cunene como sítio de interesse histórico nacional, vai eternizar a bravura dos combates angolanos à invasão sul-africana no país, na década de 80.

Classificado através Decreto Executivo nº 100/21, de 20 de Abril, os escombros localizados por detrás do actual Palácio do Governo Provincial é um importante marco de Angola na luta histórica e transnacional contra a segregação racial e social (apartheid) do então regime sul-africano.

Em declaração hoje, quinta-feira, à Angop, a propósito da sua valorização como patrimônio cultural nacional, habitantes do Cunene enalteceram o reconhecimento,  realçando que o mesmo trará a nova e velha gerações os momentos drásticos vividos no período de ocupação sul-africana.

Para o cidadão Lúcio Ndinoite, a valorização deste escombro demonstra a vontade do governo angolano em passar às novas gerações a história da luta pela integridade territorial.

Lembrou que o edifício, de três andares, foi destruído após a invasão simultânea da Cahama, Mulundo e Cuvelai.

Tomás Sapwanale sublinhou que o espaço representa a história das populações do Cunene e do país, em geral, pois constitui um marco da resistência à ocupação das forças estrangeiras nesta parte do território angolano.

Já o coordenador da Associação dos Combatentes e Amigos da Batalha do Cuito Cuanavale no Cunene, tenente-coronel Matias Nauyoma, disse ser uma atitude positiva para a memória colectiva da população.

 “A classificação destes escombros valoriza a resistência do povo do Cunene, para que os irmãos da Namíbia e da África do Sul tivessem a sua independência", ressaltou.

Por seu turno, o director do gabinete provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desporto, Marcelino dos Santos, frisou que a preservação e valorização deste escombro é uma forma de perpetuar a história e o resultado da invasão do território nacional pelas tropas da África do Sul.

Considerou um marco memorável para região, pois a última vez que foram classificados património histórico e cultural da província foi 1994.

Disse que actualmente a região dispõe de oito monumentos e sítios classificados e 47 por classificar, sendo o túmulo do rei Nande ya Hidili e em via de classificação.

Entretanto, realçou que o gabinete criou comités municipais de protecção de património, que a partir do mês de Agosto fará uma inventariação  do estado actual dos monumentos, sítios e locais de atracção turística.

A intenção é catalogar estes monumentos, de forma a criar-se vias de restauração, preservação e protecção.

Foi a 23 de Agosto de 1981, que as forças de defesa e segurança da África do Sul invadiram Angola, numa operação denominada “Protea”, que obrigou a retirada da administração do estado para Castanheira de Pêra (Huila).

A Operação Protea, complementada com a Daisy, durou de Agosto de 1981 a Março de 1988, cujo objectivo era destruir as linhas de abastecimento logístico das forças militares da SWAPO no sul de Angola.

A SWAPO e, se necessário, as FAPLA, deveriam ser expulsas da província do Cunene, a fim de se garantir a segurança da longa linha de fronteira sul-africana.

Classificado através Decreto Executivo nº 100/21, de 20 de Abril, os escombros localizados por detrás do actual Palácio do Governo Provincial é um importante marco de Angola na luta histórica e transnacional contra a segregação racial e social (apartheid) do então regime sul-africano.

Em declaração hoje, quinta-feira, à Angop, a propósito da sua valorização como patrimônio cultural nacional, habitantes do Cunene enalteceram o reconhecimento,  realçando que o mesmo trará a nova e velha gerações os momentos drásticos vividos no período de ocupação sul-africana.

Para o cidadão Lúcio Ndinoite, a valorização deste escombro demonstra a vontade do governo angolano em passar às novas gerações a história da luta pela integridade territorial.

Lembrou que o edifício, de três andares, foi destruído após a invasão simultânea da Cahama, Mulundo e Cuvelai.

Tomás Sapwanale sublinhou que o espaço representa a história das populações do Cunene e do país, em geral, pois constitui um marco da resistência à ocupação das forças estrangeiras nesta parte do território angolano.

Já o coordenador da Associação dos Combatentes e Amigos da Batalha do Cuito Cuanavale no Cunene, tenente-coronel Matias Nauyoma, disse ser uma atitude positiva para a memória colectiva da população.

 “A classificação destes escombros valoriza a resistência do povo do Cunene, para que os irmãos da Namíbia e da África do Sul tivessem a sua independência", ressaltou.

Por seu turno, o director do gabinete provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desporto, Marcelino dos Santos, frisou que a preservação e valorização deste escombro é uma forma de perpetuar a história e o resultado da invasão do território nacional pelas tropas da África do Sul.

Considerou um marco memorável para região, pois a última vez que foram classificados património histórico e cultural da província foi 1994.

Disse que actualmente a região dispõe de oito monumentos e sítios classificados e 47 por classificar, sendo o túmulo do rei Nande ya Hidili e em via de classificação.

Entretanto, realçou que o gabinete criou comités municipais de protecção de património, que a partir do mês de Agosto fará uma inventariação  do estado actual dos monumentos, sítios e locais de atracção turística.

A intenção é catalogar estes monumentos, de forma a criar-se vias de restauração, preservação e protecção.

Foi a 23 de Agosto de 1981, que as forças de defesa e segurança da África do Sul invadiram Angola, numa operação denominada “Protea”, que obrigou a retirada da administração do estado para Castanheira de Pêra (Huila).

A Operação Protea, complementada com a Daisy, durou de Agosto de 1981 a Março de 1988, cujo objectivo era destruir as linhas de abastecimento logístico das forças militares da SWAPO no sul de Angola.

A SWAPO e, se necessário, as FAPLA, deveriam ser expulsas da província do Cunene, a fim de se garantir a segurança da longa linha de fronteira sul-africana.