Zaire: Diáspora Kongo deseja voltar às origens

  • Arqueóloga Sonia Domingos,  Ex-Coordenadora Científica do Projecto 22 Mbanza Kongo  Cidade a desenterrar para preserva
Mbanza Kongo - Alguns descendentes do antigo Reino do Kongo, espalhados pelo mundo, têm estado a manifestar às autoridades angolanas o desejo de voltarem às origens dos seus antepassados.

A informação foi revelada esta sexta-feira, em Mbanza Kongo, pela ex-coordenadora da Comissão Científica do Projecto “Mbanza Kongo, Cidade a Desenterrar para Preservar”, a técnica do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, Sónia Domingos, segundo a qual muitos destes descendentes manifestaram já o desejo de efectuar testes de ADN para provarem a sua ancestralidade.

A arqueóloga coordenou, de 2013 a 2014, os estudos arqueológicos no centro histórico de Mbanza Kongo, que culminaram com a inscrição desta capital do antigo Reino do Kongo na lista do Património Cultural da Humanidade, no dia 08 de Julho de 2017, pela UNESCO (Fundo das Nações Unidas para Ciência, Educação e Cultura).

Sónia Domingos, que foi homenageada no passado dia 08 deste mês, em Mbanza Kongo, durante o acto provincial comemorativo do Dia da Cultura Nacional, pelos seus feitos, avançou que a "diáspora Kongo" nos Estados Unidos da América e no Brasil é a mais interessada em reaver às origens.

“Os descendentes de angolanos nos EUA são os que mais querem voltar e manifestam o desejo em realizar os testes ADN para que se reconheça a sua ancestralidade Kongo, e, com isso, tentar adquirir a nacionalidade angolana”, sublinhou, adiantando que estes pedidos têm sido feitos por meio de correspondências às autoridades angolanas.

Segunda fase dos estudos arqueológicos em Mbanza Kongo alargará zona inscrita

Sónia Domingos lembrou que estão previstas mais escavações arqueológicas no centro histórico de Mbanza Kongo, que ocupa uma área de 89,29 hectares, tanto nos locais onde já foram efectuados assim como em outros.

O propósito, segundo a profissional em arqueologia, é de alargar a zona tampão inscrita, que compreende uma área de 622,16 hectares, em resposta às recomendações da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Enquanto isso, disse, a prioridade é voltar a escavar em locais como “Tadi Dia Bukikua”, onde foram encontradas as fundações daquilo que se presume ser o antigo palácio real, construído de material rudimentar.

De igual modo, o cemitério ancestral localizado no bairro Álvaro Buta, o interior e a parte adjacente das ruínas da antiga Sé Catedral católica (Kulumbimbi), a zona traseira do museu dos Reis do Kongo e a Missão Católica local voltarão também a ser escavados, notou.

Sónia Domingos referiu que a empreitada aguarda pela programação a ser feita pelo Ministério de tutela para o seu arranque, sendo que o trabalho realizado e os resultados já alcançados encorajam todos os intervenientes a prosseguirem neste caminho.  

“Devemos olhar para o futuro, com vista a melhorarmos muito mais, sobretudo, as condições de recepção de turistas e a diáspora Kongo que tanto deseja voltar e conhecer a cultura dos seus antepassados”, vincou.

A arqueóloga angolana manifestou regozijo, em nome de toda a equipa técnica, constituída por nacionais e estrangeiros, que esteve envolvida nestes estudos e que culminou com a consagração de Mbanza Kongo como Património Mundial.

“Foi um processo longo”, reconheceu, aconselhando os angolanos, assim como a diáspora Kongo, a se reverem neste património e contribuírem para a sua conservação e perpetuação.

A inscrição do centro histórico de Mbanza Kongo pela UNESCO incidiu sobre as ruínas da antiga Sé Episcopal de Mbanza Kongo (Kulumbimbi), antiga residência dos reis do Kongo( museu dos Reis do Kongo), a antiga residência dos secretários do reis.

Complementam estes sítios, o Cemitério dos Reis do Kongo, a árvore milenar “Yala Nkuwu”, o Túmulo de Dona Mpolo, a Igreja Evangélica Baptista em Angola (IEBA), Igreja de Santo António, Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Mpidi-a-Tady, Swinguilu, Tadi Dia Bukikua, entre outros.

O projecto de inscrição da cidade de Mbanza Congo na lista do património mundial, denominado “Mbanza Congo, Cidade a Desenterrar para Preservar”, foi lançado em 2007 pelo Ministério da Cultura, com a realização de uma mesa redonda internacional, nesta cidade, que abordou a mesma temática.

A informação foi revelada esta sexta-feira, em Mbanza Kongo, pela ex-coordenadora da Comissão Científica do Projecto “Mbanza Kongo, Cidade a Desenterrar para Preservar”, a técnica do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, Sónia Domingos, segundo a qual muitos destes descendentes manifestaram já o desejo de efectuar testes de ADN para provarem a sua ancestralidade.

A arqueóloga coordenou, de 2013 a 2014, os estudos arqueológicos no centro histórico de Mbanza Kongo, que culminaram com a inscrição desta capital do antigo Reino do Kongo na lista do Património Cultural da Humanidade, no dia 08 de Julho de 2017, pela UNESCO (Fundo das Nações Unidas para Ciência, Educação e Cultura).

Sónia Domingos, que foi homenageada no passado dia 08 deste mês, em Mbanza Kongo, durante o acto provincial comemorativo do Dia da Cultura Nacional, pelos seus feitos, avançou que a "diáspora Kongo" nos Estados Unidos da América e no Brasil é a mais interessada em reaver às origens.

“Os descendentes de angolanos nos EUA são os que mais querem voltar e manifestam o desejo em realizar os testes ADN para que se reconheça a sua ancestralidade Kongo, e, com isso, tentar adquirir a nacionalidade angolana”, sublinhou, adiantando que estes pedidos têm sido feitos por meio de correspondências às autoridades angolanas.

Segunda fase dos estudos arqueológicos em Mbanza Kongo alargará zona inscrita

Sónia Domingos lembrou que estão previstas mais escavações arqueológicas no centro histórico de Mbanza Kongo, que ocupa uma área de 89,29 hectares, tanto nos locais onde já foram efectuados assim como em outros.

O propósito, segundo a profissional em arqueologia, é de alargar a zona tampão inscrita, que compreende uma área de 622,16 hectares, em resposta às recomendações da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Enquanto isso, disse, a prioridade é voltar a escavar em locais como “Tadi Dia Bukikua”, onde foram encontradas as fundações daquilo que se presume ser o antigo palácio real, construído de material rudimentar.

De igual modo, o cemitério ancestral localizado no bairro Álvaro Buta, o interior e a parte adjacente das ruínas da antiga Sé Catedral católica (Kulumbimbi), a zona traseira do museu dos Reis do Kongo e a Missão Católica local voltarão também a ser escavados, notou.

Sónia Domingos referiu que a empreitada aguarda pela programação a ser feita pelo Ministério de tutela para o seu arranque, sendo que o trabalho realizado e os resultados já alcançados encorajam todos os intervenientes a prosseguirem neste caminho.  

“Devemos olhar para o futuro, com vista a melhorarmos muito mais, sobretudo, as condições de recepção de turistas e a diáspora Kongo que tanto deseja voltar e conhecer a cultura dos seus antepassados”, vincou.

A arqueóloga angolana manifestou regozijo, em nome de toda a equipa técnica, constituída por nacionais e estrangeiros, que esteve envolvida nestes estudos e que culminou com a consagração de Mbanza Kongo como Património Mundial.

“Foi um processo longo”, reconheceu, aconselhando os angolanos, assim como a diáspora Kongo, a se reverem neste património e contribuírem para a sua conservação e perpetuação.

A inscrição do centro histórico de Mbanza Kongo pela UNESCO incidiu sobre as ruínas da antiga Sé Episcopal de Mbanza Kongo (Kulumbimbi), antiga residência dos reis do Kongo( museu dos Reis do Kongo), a antiga residência dos secretários do reis.

Complementam estes sítios, o Cemitério dos Reis do Kongo, a árvore milenar “Yala Nkuwu”, o Túmulo de Dona Mpolo, a Igreja Evangélica Baptista em Angola (IEBA), Igreja de Santo António, Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Mpidi-a-Tady, Swinguilu, Tadi Dia Bukikua, entre outros.

O projecto de inscrição da cidade de Mbanza Congo na lista do património mundial, denominado “Mbanza Congo, Cidade a Desenterrar para Preservar”, foi lançado em 2007 pelo Ministério da Cultura, com a realização de uma mesa redonda internacional, nesta cidade, que abordou a mesma temática.