Plano de Gestão do Centro Histórico de Mbanza Kongo com foco na melhoria de vida da população

  • Secretária de Estado da Cultura, Maria da Piedade de Jesus (Arquivo)
Mbanza Kongo- O novo plano de gestão do Centro Histórico de Mbanza Kongo, que deverá estar concluído em Dezembro deste ano, terá como foco a melhoria das condições de vida dos habitantes locais.

O actual plano de gestão de 2016, que expirou em 2020, se dedicou apenas em acções que visavam a conservação e preservação do património histórico-cultural local, sem grande impacto na melhoria de vida dos munícipes.

Segundo a secretária de Estado da Cultura, Maria da Piedade de Jesus, o futuro plano de gestão para o período 2022-2026 reserva acções sociais voltadas para o desenvolvimento integral deste centro histórico.

A educação e pesquisa, avançou, estarão reflectidos no novo documento programático que está a ser elaborado por técnicos do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Maria da Piedade de Jesus disse que os museus nacionais contam já com uma nova legislação que permite a rentabilização dos seus serviços, fazendo cobranças aos visitantes para o acesso às exposições.

A responsável defendeu, ainda, o surgimento de agências de viagem com pacotes de visitas a Mbanza Kongo, para, de igual modo, capitalizar e rentabilizar o património histórico local, sugerindo, para isso, o aumento da capacidade de alojamento e outras para a recepção condigna de mais turistas.

“ Tem de haver, em Mbanza Kongo, guias que irão conduzir os turistas aos distintos pontos de visita, no centro da cidade e na sua periferia”, notou, para quem toda essa programação deve estar inserida num roteiro turístico bem organizado e estruturado.

Actualmente, o acesso ao Museu dos Reis do Kongo e a outros locais de interesse histórico e cultural é feito de forma gratuita.

Construções preocupam Governo

Maria da Piedade de Jesus manifestou-se preocupada com o surgimento de novas construções dentro do perímetro classificado como Património Mundial.

Conforme a responsável, tal procedimento contraria as orientações da UNESCO.

“A UNESCO, de dois em dois anos, efectua uma vistoria para ver se houve alterações”, justificou, para quem as construções na zona classificada devem obedecem a uma comunicação prévia ao Instituto Nacional do Património Cultural que, por sua vez, informa o Centro do Património Mundial.

Maria da Piedade de Jesus referiu-se, concretamente, à construção de um edifício de dois pisos, pertencente a Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE), bem próximo ao sítio histórico denominado Mpindi a Tady, no bairro Sagrada Esperança.

O sítio é conhecido, historicamente, como o local onde os corpos dos defuntos Reis do Kongo eram conservados depois de embalsamados com folhas aromáticas.

Disse ter colhido a informação necessária sobre esta obra, para posterior avaliação pelos técnicos, apelando para que se trabalhe de forma coordenada entre as estruturas locais e centrais, para se impedir futuras acções do género.

O Centro Histórico de Mbanza Kongo, actual capital da província do Zaire, que no passado foi também o centro político-administrativo do antigo Reino do Kongo, foi classificado Património Cultural da Humanidade a 08 de Julho de 2017.

A zona inscrita ocupa uma área de 89,29 hectares, ao passo que a de tampão estende-se numa área de 622,16 hectares.

 

 

 

 

 

 

O actual plano de gestão de 2016, que expirou em 2020, se dedicou apenas em acções que visavam a conservação e preservação do património histórico-cultural local, sem grande impacto na melhoria de vida dos munícipes.

Segundo a secretária de Estado da Cultura, Maria da Piedade de Jesus, o futuro plano de gestão para o período 2022-2026 reserva acções sociais voltadas para o desenvolvimento integral deste centro histórico.

A educação e pesquisa, avançou, estarão reflectidos no novo documento programático que está a ser elaborado por técnicos do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Maria da Piedade de Jesus disse que os museus nacionais contam já com uma nova legislação que permite a rentabilização dos seus serviços, fazendo cobranças aos visitantes para o acesso às exposições.

A responsável defendeu, ainda, o surgimento de agências de viagem com pacotes de visitas a Mbanza Kongo, para, de igual modo, capitalizar e rentabilizar o património histórico local, sugerindo, para isso, o aumento da capacidade de alojamento e outras para a recepção condigna de mais turistas.

“ Tem de haver, em Mbanza Kongo, guias que irão conduzir os turistas aos distintos pontos de visita, no centro da cidade e na sua periferia”, notou, para quem toda essa programação deve estar inserida num roteiro turístico bem organizado e estruturado.

Actualmente, o acesso ao Museu dos Reis do Kongo e a outros locais de interesse histórico e cultural é feito de forma gratuita.

Construções preocupam Governo

Maria da Piedade de Jesus manifestou-se preocupada com o surgimento de novas construções dentro do perímetro classificado como Património Mundial.

Conforme a responsável, tal procedimento contraria as orientações da UNESCO.

“A UNESCO, de dois em dois anos, efectua uma vistoria para ver se houve alterações”, justificou, para quem as construções na zona classificada devem obedecem a uma comunicação prévia ao Instituto Nacional do Património Cultural que, por sua vez, informa o Centro do Património Mundial.

Maria da Piedade de Jesus referiu-se, concretamente, à construção de um edifício de dois pisos, pertencente a Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE), bem próximo ao sítio histórico denominado Mpindi a Tady, no bairro Sagrada Esperança.

O sítio é conhecido, historicamente, como o local onde os corpos dos defuntos Reis do Kongo eram conservados depois de embalsamados com folhas aromáticas.

Disse ter colhido a informação necessária sobre esta obra, para posterior avaliação pelos técnicos, apelando para que se trabalhe de forma coordenada entre as estruturas locais e centrais, para se impedir futuras acções do género.

O Centro Histórico de Mbanza Kongo, actual capital da província do Zaire, que no passado foi também o centro político-administrativo do antigo Reino do Kongo, foi classificado Património Cultural da Humanidade a 08 de Julho de 2017.

A zona inscrita ocupa uma área de 89,29 hectares, ao passo que a de tampão estende-se numa área de 622,16 hectares.