Afeganistão: Cerca de 3,1 milhões de crianças em risco de subnutrição aguda

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Genebra -Cerca de 3,1 milhões de crianças menores de cinco anos correm o risco de subnutrição aguda no Afeganistão, alertou hoje, sexta-feira, a OMS, referindo que esse número deverá crescer se o conflito aumentar após a retirada das tropas dos EUA.

O director regional de emergências da unidade da Organização Mundial da Saúde para o Médio Oriente, Rick Brennan, disse que o Afeganistão enfrenta uma fuga de profissionais de saúde, uma falta de acesso de medicamentos essenciais e ataques aos sistemas de saúde.

"Há uma longa história de subnutrição crónica no Afeganistão causada por décadas de subdesenvolvimento", acrescentou Brennan, durante uma conferência de imprensa realizada em Genebra, na qual explicou que, atualmente, o maior desafio para a OMS é a subnutrição aguda.

O médico disse que a prioridade da OMS em particular é o tratamento da subnutrição aguda grave com complicações, ou seja, crianças subnutridas que sofrem com o agravamento da sua situação de saúde por outras doenças.

Hoje, os talibãs declararam que já controlam 85% do território do Afeganistão, enquanto promovem uma ofensiva contra as forças de Cabul, mas essa afirmação do grupo rebelde não pode ser confirmada por uma fonte independente.

Numa conferência de imprensa em Moscovo, Shahabuddin Delawar, um representante dos talibãs, acrescentou que cerca de 250 dos 398 distritos do país estão agora sob controlo dos insurgentes.

Desde a aceleração da retirada das forças estrangeiras, no início de maio, os talibãs capturaram territórios que se estendem desde a fronteira iraniana no Oeste até aquela com a China, no nordeste.

No início da semana, mil soldados afegãos refugiaram-se no Tadjiquistão, após entrar em confrontos com forças talibãs.

Delawar garantiu que a actual retirada das forças norte-americanas foi o resultado da luta dos talibãs.

 

O director regional de emergências da unidade da Organização Mundial da Saúde para o Médio Oriente, Rick Brennan, disse que o Afeganistão enfrenta uma fuga de profissionais de saúde, uma falta de acesso de medicamentos essenciais e ataques aos sistemas de saúde.

"Há uma longa história de subnutrição crónica no Afeganistão causada por décadas de subdesenvolvimento", acrescentou Brennan, durante uma conferência de imprensa realizada em Genebra, na qual explicou que, atualmente, o maior desafio para a OMS é a subnutrição aguda.

O médico disse que a prioridade da OMS em particular é o tratamento da subnutrição aguda grave com complicações, ou seja, crianças subnutridas que sofrem com o agravamento da sua situação de saúde por outras doenças.

Hoje, os talibãs declararam que já controlam 85% do território do Afeganistão, enquanto promovem uma ofensiva contra as forças de Cabul, mas essa afirmação do grupo rebelde não pode ser confirmada por uma fonte independente.

Numa conferência de imprensa em Moscovo, Shahabuddin Delawar, um representante dos talibãs, acrescentou que cerca de 250 dos 398 distritos do país estão agora sob controlo dos insurgentes.

Desde a aceleração da retirada das forças estrangeiras, no início de maio, os talibãs capturaram territórios que se estendem desde a fronteira iraniana no Oeste até aquela com a China, no nordeste.

No início da semana, mil soldados afegãos refugiaram-se no Tadjiquistão, após entrar em confrontos com forças talibãs.

Delawar garantiu que a actual retirada das forças norte-americanas foi o resultado da luta dos talibãs.