Amnistia Internacional pede libertação "incondicional" de Navalny

Nova Iorque - A organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional condenou hoje a detenção do opositor russo Alexei Navalny, à chegada a Moscovo, após ter recuperado de um suposto envenenamento em Agosto, pedindo a sua detenção "incondicional".

"Alexei Navalny foi privado da sua liberdade pelo seu activismo político pacífico e por exercer a sua liberdade de expressão. A Amnistia Internacional considera-o um prisioneiro de consciência e apela à sua libertação imediata e incondicional", disse a organização não-governamental (ONG), numa declaração.

Navalny foi preso no domingo no aeroporto de Cheremetyevo de Moscovo pelos serviços prisionais russos (FSIN), acusando-o de ter violado os termos de uma pena de prisão suspensa a que foi condenado em 2014.

Num comunicado, o FSIN informou que Alexei Navalny "permanecerá detido até à decisão do tribunal" sobre o seu caso, sem especificar uma data.

A prisão de Navalny "é mais uma prova de que as autoridades russas estão a tentar silenciá-lo", disse a chefe do escritório da Amnistia em Moscovo, Natalia Zviagina.

"A organização reitera o seu apelo às autoridades russas para que iniciem uma investigação criminal sobre o envenenamento da Navalny e assegurem que todos os responsáveis sejam levados à justiça num julgamento justo", disse a Amnistia.

A organização denunciou também o desvio de última hora do voo para outro aeroporto, Sheremetyevo, para evitar protestos.

Pelo menos 53 pessoas, incluindo vários dos aliados da Navalny, foram presas no domingo enquanto esperavam o político no aeroporto de Vnukovo.

"Todos os apoiantes da Navalny e jornalistas detidos no aeroporto de Vnukovo em Moscovo devem ser imediata e incondicionalmente libertados. O seu único crime é cumprimentar Alexei Navalny ou cobrir a sua chegada à Rússia", salientou AI.

Por outro lado, a Human Rights Watch aplaudiu o regresso de Navalny à Rússia.

"É um autêntico ato de bravura que Alexei Navalny regresse à Rússia, uma vez que agentes do governo já tentaram matá-lo uma vez", afirmou o diretor executivo desta organização, Kenneth Roth, numa publicação na rede Twitter.

"Mas é compreensível que ele queira fazer parte do movimento pró-democracia na Rússia, não um dissidente no exílio", acrescentou.

Navalny acusou o Presidente russo, Vladimir Putin, de ordenar o seu envenenamento na Sibéria, em agosto passado.

 

"Alexei Navalny foi privado da sua liberdade pelo seu activismo político pacífico e por exercer a sua liberdade de expressão. A Amnistia Internacional considera-o um prisioneiro de consciência e apela à sua libertação imediata e incondicional", disse a organização não-governamental (ONG), numa declaração.

Navalny foi preso no domingo no aeroporto de Cheremetyevo de Moscovo pelos serviços prisionais russos (FSIN), acusando-o de ter violado os termos de uma pena de prisão suspensa a que foi condenado em 2014.

Num comunicado, o FSIN informou que Alexei Navalny "permanecerá detido até à decisão do tribunal" sobre o seu caso, sem especificar uma data.

A prisão de Navalny "é mais uma prova de que as autoridades russas estão a tentar silenciá-lo", disse a chefe do escritório da Amnistia em Moscovo, Natalia Zviagina.

"A organização reitera o seu apelo às autoridades russas para que iniciem uma investigação criminal sobre o envenenamento da Navalny e assegurem que todos os responsáveis sejam levados à justiça num julgamento justo", disse a Amnistia.

A organização denunciou também o desvio de última hora do voo para outro aeroporto, Sheremetyevo, para evitar protestos.

Pelo menos 53 pessoas, incluindo vários dos aliados da Navalny, foram presas no domingo enquanto esperavam o político no aeroporto de Vnukovo.

"Todos os apoiantes da Navalny e jornalistas detidos no aeroporto de Vnukovo em Moscovo devem ser imediata e incondicionalmente libertados. O seu único crime é cumprimentar Alexei Navalny ou cobrir a sua chegada à Rússia", salientou AI.

Por outro lado, a Human Rights Watch aplaudiu o regresso de Navalny à Rússia.

"É um autêntico ato de bravura que Alexei Navalny regresse à Rússia, uma vez que agentes do governo já tentaram matá-lo uma vez", afirmou o diretor executivo desta organização, Kenneth Roth, numa publicação na rede Twitter.

"Mas é compreensível que ele queira fazer parte do movimento pró-democracia na Rússia, não um dissidente no exílio", acrescentou.

Navalny acusou o Presidente russo, Vladimir Putin, de ordenar o seu envenenamento na Sibéria, em agosto passado.