Aplicação para recolha de impressões digitais acelera deportações dos EUA

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Washington - Uma aplicação de impressões digitais usada por agentes de imigração dos EUA para executar verificações remotas de identidade, tornou-se numa ferramenta para acelerar a política de deportação do presidente Donald Trump, segundo grupos de direitos de imigração.

As 2.500 páginas de documentos obtidos num processo de 2017 mostram que a aplicação, conhecida como EDDIE, ajudou os agentes de Imigração e Fiscalização Aduaneira a acelerar as deportações de migrantes não intencionalmente visados na deportação, segundo um novo relatório.

Essas pessoas são frequentemente detidas como "colaterais" em operações dirigidas a terceiros, relatam os ativistas no relatório publicado segunda-feira, adiantando que a aplicação exacerba o perfil racial em comunidades de imigrantes.

Um boletim informativo de uma agência interna, divulgado com os documentos, descreveu que os agentes de imigração usavam a ferramenta durante operações stop, em colaboração com a polícia local em Escondido, Califórnia, em 2017.

O relatório atribuiu à operação "333 prisões de estrangeiros ilegais" em apenas um mês.

"EDDIE é uma forma de contornar a supervisão e a responsabilidade", afirmou Paromita Shah, da organização sem fins lucrativos Just Futures Law, que elaborou o relatório com o grupo de direitos dos imigrantes Mijente.

"Isto permite que os agentes façam as agendas e façam os interrogatórios longe da vista do público e nesses lugares é mais provável que ocorram abusos", acrescentou.

O porta-voz dos Serviços de Imigração e Alfândega (ICE) dos EUA, Mike Alvarez, rejeitou essas acusações. Ele disse que o uso de campo do aplicativo móvel, que é emparelhado com leitores de impressão digital habilitados para 'bluetooth', não substitui a reserva de detenção num escritório local. "Não há como saber" se o seu uso aumenta as prisões colaterais, sustentou, porque a agência não coleta esses dados.

A aplicação permite ainda que os agentes verifiquem remotamente as impressões digitais recolhidas e as comparem com as dos bancos de dados, por exemplo do FBI, apesar dos tribunais questionaram a confiabilidade dos bancos de dados federais quando usados como única base para decisões de detenção.

Sob poderes extraordinários relacionados com a pandemia a partir de março, os agentes da Patrulha de Fronteira usaram dispositivos móveis de impressão digital para ajudar nas expulsões imediatas para o México, sem dar aos migrantes a hipótese de pedir asilo.

Durante a campanha o presidente eleito prometeu "desfazer os danos" das políticas anti-imigração de Trump, mas não abordou especificamente as questões de recolha de dados e a equipa de Joe Biden não respondeu às perguntas da agência Associated Press (AP).

As 2.500 páginas de documentos obtidos num processo de 2017 mostram que a aplicação, conhecida como EDDIE, ajudou os agentes de Imigração e Fiscalização Aduaneira a acelerar as deportações de migrantes não intencionalmente visados na deportação, segundo um novo relatório.

Essas pessoas são frequentemente detidas como "colaterais" em operações dirigidas a terceiros, relatam os ativistas no relatório publicado segunda-feira, adiantando que a aplicação exacerba o perfil racial em comunidades de imigrantes.

Um boletim informativo de uma agência interna, divulgado com os documentos, descreveu que os agentes de imigração usavam a ferramenta durante operações stop, em colaboração com a polícia local em Escondido, Califórnia, em 2017.

O relatório atribuiu à operação "333 prisões de estrangeiros ilegais" em apenas um mês.

"EDDIE é uma forma de contornar a supervisão e a responsabilidade", afirmou Paromita Shah, da organização sem fins lucrativos Just Futures Law, que elaborou o relatório com o grupo de direitos dos imigrantes Mijente.

"Isto permite que os agentes façam as agendas e façam os interrogatórios longe da vista do público e nesses lugares é mais provável que ocorram abusos", acrescentou.

O porta-voz dos Serviços de Imigração e Alfândega (ICE) dos EUA, Mike Alvarez, rejeitou essas acusações. Ele disse que o uso de campo do aplicativo móvel, que é emparelhado com leitores de impressão digital habilitados para 'bluetooth', não substitui a reserva de detenção num escritório local. "Não há como saber" se o seu uso aumenta as prisões colaterais, sustentou, porque a agência não coleta esses dados.

A aplicação permite ainda que os agentes verifiquem remotamente as impressões digitais recolhidas e as comparem com as dos bancos de dados, por exemplo do FBI, apesar dos tribunais questionaram a confiabilidade dos bancos de dados federais quando usados como única base para decisões de detenção.

Sob poderes extraordinários relacionados com a pandemia a partir de março, os agentes da Patrulha de Fronteira usaram dispositivos móveis de impressão digital para ajudar nas expulsões imediatas para o México, sem dar aos migrantes a hipótese de pedir asilo.

Durante a campanha o presidente eleito prometeu "desfazer os danos" das políticas anti-imigração de Trump, mas não abordou especificamente as questões de recolha de dados e a equipa de Joe Biden não respondeu às perguntas da agência Associated Press (AP).