Bielorrússia: Justiça acusa líder opositora de conspiração

Minsk - A justiça bielorrussa acusou hoje formalmente a dirigente da oposição Maria Kolesnikova, actualmente detida, de conspiração para tomar o poder, promover acções contra a segurança do Estado e criar e dirigir um grupo extremista.

"Poderão condená-la até 12 anos de prisão", informou a oposição no seu canal do Telegram.

As autoridades consideraram encerrada a investigação contra Kolesnikova, detida em Setembro de 2020 após negar-se a ser deportada pelo Comité de Segurança Nacional (KGB, os serviços de informações) da antiga república soviética.

A acusação mais grave consiste em conspiração com o objectivo de tomada do poder por via anticonstitucional, com base no artigo 357º do código penal, algo que a oposição sempre negou de forma categórica.

Kolesnikova decidiu participar nas eleições presidenciais de 2020 apenas na sequência da prisão do candidato que apoiava e com quem colaborava, o banqueiro Viktor Babariko.

Recentemente, a sua irmã Tatsiana, exilada na Polónia, denunciou as pressões para que a dirigente da oposição não fosse representada por um advogado independente.

"A minha irmã converteu-se num símbolo do movimento de resistência contra o poder. A Bielorrússia converteu-se num Estado policial", considerou, em declarações à agência noticiosa Efe.

Música de profissão e residente na Alemanha durante mais de uma década, Maria Kolesnikova foi premiada em Outubro passado, juntamente com Veronika Tsepkalo e a líder opositora no exílio, Sviatlana Tsikhanouskaya, com o prémio Sakarov para a liberdade de pensamento, atribuído pelo Parlamento Europeu.

Desde o início da crise, na sequência das denúncias pela oposição de fraude eleitoral nas presidenciais de 2020, a oposição emitiu diversas ofertas de diálogo ao regime de Minsk, que respondeu com a inclusão de Tsikhanouskaya e de outro líder da oposição, o ex-ministro da Cultura Pavel Latushko, na lista de terroristas elaborada pela KGB.

No início de maio, a justiça bielorrussa condenou quatro colaboradores de Tichanovskaja a penas entre seis e seis anos de meio de prisão por participação em distúrbios massivos e planearem a ocupação de edifícios governamentais antes das eleições que ditaram a reeleição de Alexander Lukashenko, no poder desde 1984, um resultado que não foi reconhecido pela oposição e pelo ocidente.

Recentemente, Lukashenko acusou os Estados Unidos de preparar um golpe de Estado no país e que incluiria o seu assassinato e dos seus filhos, uma alegação corroborada pelo Presidente da vizinha Rússia, Vladimir Putin.

"Poderão condená-la até 12 anos de prisão", informou a oposição no seu canal do Telegram.

As autoridades consideraram encerrada a investigação contra Kolesnikova, detida em Setembro de 2020 após negar-se a ser deportada pelo Comité de Segurança Nacional (KGB, os serviços de informações) da antiga república soviética.

A acusação mais grave consiste em conspiração com o objectivo de tomada do poder por via anticonstitucional, com base no artigo 357º do código penal, algo que a oposição sempre negou de forma categórica.

Kolesnikova decidiu participar nas eleições presidenciais de 2020 apenas na sequência da prisão do candidato que apoiava e com quem colaborava, o banqueiro Viktor Babariko.

Recentemente, a sua irmã Tatsiana, exilada na Polónia, denunciou as pressões para que a dirigente da oposição não fosse representada por um advogado independente.

"A minha irmã converteu-se num símbolo do movimento de resistência contra o poder. A Bielorrússia converteu-se num Estado policial", considerou, em declarações à agência noticiosa Efe.

Música de profissão e residente na Alemanha durante mais de uma década, Maria Kolesnikova foi premiada em Outubro passado, juntamente com Veronika Tsepkalo e a líder opositora no exílio, Sviatlana Tsikhanouskaya, com o prémio Sakarov para a liberdade de pensamento, atribuído pelo Parlamento Europeu.

Desde o início da crise, na sequência das denúncias pela oposição de fraude eleitoral nas presidenciais de 2020, a oposição emitiu diversas ofertas de diálogo ao regime de Minsk, que respondeu com a inclusão de Tsikhanouskaya e de outro líder da oposição, o ex-ministro da Cultura Pavel Latushko, na lista de terroristas elaborada pela KGB.

No início de maio, a justiça bielorrussa condenou quatro colaboradores de Tichanovskaja a penas entre seis e seis anos de meio de prisão por participação em distúrbios massivos e planearem a ocupação de edifícios governamentais antes das eleições que ditaram a reeleição de Alexander Lukashenko, no poder desde 1984, um resultado que não foi reconhecido pela oposição e pelo ocidente.

Recentemente, Lukashenko acusou os Estados Unidos de preparar um golpe de Estado no país e que incluiria o seu assassinato e dos seus filhos, uma alegação corroborada pelo Presidente da vizinha Rússia, Vladimir Putin.