Blinken propõe solução de dois Estados para conflito israelo-palestiniano

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Washington - Antony Blinken, novo secretário de Estado norte-americano, defendeu hoje no Senado a "solução dos dois Estados" para o conflito israelo-palestiniano, revelando que manterá a decisão da anterior administração de reconhecer Jerusalém como capital do Estado judaico.

Em audição no Comité de Negócios Estrangeiros do Senado, Blinken afirmou que, tal como o presidente-eleito Joe Biden, que tomará posse na quarta-feira como 36º presidente norte-americano, acredita que "a melhor maneira, talvez a única maneira de assegurar a Israel o seu futuro enquanto Estado judaico democrático, é dar aos palestinianos o Estado a que têm direito".

"É a dita solução dos dois Estados", afirmou Blinken perante os senadores norte-americanos.

Admitindo contudo que tal solução "não é realista a curto prazo", apelou a israelitas e palestinianos para que no imediato "evitem medidas unilaterais que tornem a situação ainda mais complexa".

O presidente cessante, Donald Trump, apresentou no ano passado o seu plano de paz para o Médio Oriente, mas este foi rejeitado pela Autoridade Palestiniana (AP), que perante a proposta de um Estado palestiniano desmilitarizado e amputado de territórios onde Israel tem instalado colonatos nos últimos anos, retirou à diplomacia norte-americana o estatuto de mediação.

A AP havia anteriormente rompido todos os contactos com os Estados Unidos na sequência do reconhecimento pela administração Trump de Jerusalém como capital de Israel e da transfência da Embaixada norte-americana no país para a cidade santa de judeus, muçulmanos e católicos, sem articulação internacional.

Não obstante, Blinken afirmou hoje que as decisões relativas a Jerusalém e à Embaixada norte-americana não serão revistas e que o empenhamento da nova administração a favor de Israel é "sagrado".

Na audiência de confirmação perante o Senado, relativamente não contenciosa, Blinken assegurou também que vai tentar trabalhar sobre os "acordos de normalização israelo-árabes" que Trump selou nos últimos meses de sua presidência.

Disse ainda que, se for confirmado no cargo, trabalhará com o Congresso para fortalecer e melhorar o acordo nuclear com o Irão, de que Trump retirou os Estados Unidos em 2018.

Blinken salientou que a promoção dos direitos humanos e da democracia serão parte integrante da aproximação da administração Biden no que diz respeito às relações internacionais e pediu para que os Estados Unidos possam acolher uma cimeira mundial de líderes eleitos democraticamente.

Em relação à China, afirmou que partilhava da acusação de "genocídio" contra os muçulmanos uigures, avançada pela administração cessante de Donald Trump no último dia do mandato.

Além disso, Antony Blinken considerou que Donald Trump "teve razão" para demonstrar uma posição "mais firme com a China", embora estivesse em desacordo em muitos temas.

"O princípio de base estava correto", disse Blinken no Comité de Negócios Estrangeiros do Senado norte-americano sobre a firmeza demonstrada pela Administração Trump, que deixa quarta-feira a Casa Branca, mas fez questão de vincar o seu "desacordo" em relação a "muitos pontos" da estratégia do Presidente cessante.

"Devemos fazer face à China com uma posição de força, não de fraqueza", defendeu Blinken, que assegurou que tal implicará "trabalhar com os aliados em vez de denegri-los" e "participando e liderando as instituições internacional em vez de se retirar delas".

Em audição no Comité de Negócios Estrangeiros do Senado, Blinken afirmou que, tal como o presidente-eleito Joe Biden, que tomará posse na quarta-feira como 36º presidente norte-americano, acredita que "a melhor maneira, talvez a única maneira de assegurar a Israel o seu futuro enquanto Estado judaico democrático, é dar aos palestinianos o Estado a que têm direito".

"É a dita solução dos dois Estados", afirmou Blinken perante os senadores norte-americanos.

Admitindo contudo que tal solução "não é realista a curto prazo", apelou a israelitas e palestinianos para que no imediato "evitem medidas unilaterais que tornem a situação ainda mais complexa".

O presidente cessante, Donald Trump, apresentou no ano passado o seu plano de paz para o Médio Oriente, mas este foi rejeitado pela Autoridade Palestiniana (AP), que perante a proposta de um Estado palestiniano desmilitarizado e amputado de territórios onde Israel tem instalado colonatos nos últimos anos, retirou à diplomacia norte-americana o estatuto de mediação.

A AP havia anteriormente rompido todos os contactos com os Estados Unidos na sequência do reconhecimento pela administração Trump de Jerusalém como capital de Israel e da transfência da Embaixada norte-americana no país para a cidade santa de judeus, muçulmanos e católicos, sem articulação internacional.

Não obstante, Blinken afirmou hoje que as decisões relativas a Jerusalém e à Embaixada norte-americana não serão revistas e que o empenhamento da nova administração a favor de Israel é "sagrado".

Na audiência de confirmação perante o Senado, relativamente não contenciosa, Blinken assegurou também que vai tentar trabalhar sobre os "acordos de normalização israelo-árabes" que Trump selou nos últimos meses de sua presidência.

Disse ainda que, se for confirmado no cargo, trabalhará com o Congresso para fortalecer e melhorar o acordo nuclear com o Irão, de que Trump retirou os Estados Unidos em 2018.

Blinken salientou que a promoção dos direitos humanos e da democracia serão parte integrante da aproximação da administração Biden no que diz respeito às relações internacionais e pediu para que os Estados Unidos possam acolher uma cimeira mundial de líderes eleitos democraticamente.

Em relação à China, afirmou que partilhava da acusação de "genocídio" contra os muçulmanos uigures, avançada pela administração cessante de Donald Trump no último dia do mandato.

Além disso, Antony Blinken considerou que Donald Trump "teve razão" para demonstrar uma posição "mais firme com a China", embora estivesse em desacordo em muitos temas.

"O princípio de base estava correto", disse Blinken no Comité de Negócios Estrangeiros do Senado norte-americano sobre a firmeza demonstrada pela Administração Trump, que deixa quarta-feira a Casa Branca, mas fez questão de vincar o seu "desacordo" em relação a "muitos pontos" da estratégia do Presidente cessante.

"Devemos fazer face à China com uma posição de força, não de fraqueza", defendeu Blinken, que assegurou que tal implicará "trabalhar com os aliados em vez de denegri-los" e "participando e liderando as instituições internacional em vez de se retirar delas".