Bolsonaro "sabota" esforços contra COVID-19, diz ONG Human Rights Watch

  • Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
São Paulo - O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, tem sabotado os esforços para mitigar a disseminação do novo coronavírus no país e adoptou políticas que prejudicam os direitos dos brasileiros, diz a organização não governamental (ONG) de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) em relatório divulgado nesta quarta-feira.

Bolsonaro minimizou consistentemente a gravidade da COVID-19, chamando-a de "gripezinha" e criticando os confinamentos e as medidas de distanciamento social. Diz ainda que o presidente do Brasil disseminou informações enganosas sobre o vírus.

Fora a resposta à pandemia, Bolsonaro também minou os direitos das mulheres, atacou repórteres e grupos da sociedade civil, e estigmatizou e intimidou a mídia brasileira independente, afirma a ONG.

"O Supremo Tribunal Federal e outras instituições ajudaram a proteger os brasileiros e a bloquear muitas, embora não todas, as políticas anti-direitos de Bolsonaro. (Essas instituições) precisam permanecer vigilantes", comentou Anna Livia Arida, directora adjunta HRW no Brasil, citada pela agência Reuters.

O enfraquecimento da aplicação da lei ambiental também permitiu que o uso ilegal de fogos para limpar terras aumentasse novamente na Amazônia. Além disso, o desmatamento em 2020 foi o maior desde 2008.

"As políticas do presidente Bolsonaro foram um desastre para a floresta amazônica e para as pessoas que a defendem (…). Ele culpa os povos indígenas, organizações não governamentais e moradores da região pela destruição ambiental, em vez de agir contra as redes criminosas que são a força motriz da ilegalidade na Amazônia", afirma Arida.

Bolsonaro minimizou consistentemente a gravidade da COVID-19, chamando-a de "gripezinha" e criticando os confinamentos e as medidas de distanciamento social. Diz ainda que o presidente do Brasil disseminou informações enganosas sobre o vírus.

Fora a resposta à pandemia, Bolsonaro também minou os direitos das mulheres, atacou repórteres e grupos da sociedade civil, e estigmatizou e intimidou a mídia brasileira independente, afirma a ONG.

"O Supremo Tribunal Federal e outras instituições ajudaram a proteger os brasileiros e a bloquear muitas, embora não todas, as políticas anti-direitos de Bolsonaro. (Essas instituições) precisam permanecer vigilantes", comentou Anna Livia Arida, directora adjunta HRW no Brasil, citada pela agência Reuters.

O enfraquecimento da aplicação da lei ambiental também permitiu que o uso ilegal de fogos para limpar terras aumentasse novamente na Amazônia. Além disso, o desmatamento em 2020 foi o maior desde 2008.

"As políticas do presidente Bolsonaro foram um desastre para a floresta amazônica e para as pessoas que a defendem (…). Ele culpa os povos indígenas, organizações não governamentais e moradores da região pela destruição ambiental, em vez de agir contra as redes criminosas que são a força motriz da ilegalidade na Amazônia", afirma Arida.