Boris Johnson investigado por remodelação ao apartamento de Downing Street

  • Boris Johnson, Primeiro Ministro Britanico
Londres - O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, está a ter uma semana para esquecer, e esta quarta-feira foi o ponto alto, com uma audiência na Câmara dos Comuns, onde foi confrontado pelos deputados com vários casos polémicos.

Um deles, talvez o mais importante, está relacionado com a remodelação do apartamento de Boris Johnson em Downing Street, a casa oficial do chefe do governo do Reino Unido.

A oposição acusa o primeiro-ministro de ter aceitado contribuições de financiadores do Partido Conservador para mudar a residência oficial. Refira-se que, ao longo do mandato, o chefe do governo tem a hipótese de remodelar a casa como bem entender, tendo para isso um orçamento anual que ronda os 35 mil euros, e que todos os anos consta do Orçamento do Estado, aprovado no parlamento.

Acontece que esse valor terá sido em muito ultrapassado. Boris Johnson diz que pagou o valor extra do próprio bolso, mas os deputados querem mais explicações.

A investigação decorre desde Março, mas só esta quarta-feira se ficou a saber oficialmente que a Câmara dos Comuns entende haver "razões para suspeitar que pode ter ocorrido uma infracção", tendo aberto uma investigação para esse efeito.

Agora, será analisado se todas transacções relacionadas com as obras no n.º 11 de Downing Street foram feitas pelas regras, sendo uma delas o facto de terem de ser públicas.

Estamos satisfeitos por existirem bases razoáveis para suspeitar que uma ou mais ilegalidades tenham ocorrido", pode ler-se no comunicado da Comissão Eleitoral que está a analisar o caso.

Caso venha a encontrar matéria de facto que possa consubstanciar um incumprimento das normas, a Comissão Eleitoral pode aplicar de imediato uma multa de 23 mil euros, sendo que o assunto pode ser também passado à polícia.

O caso ganha especiais contornos por ter ocorrido durante a pandemia de covid-19, sendo o Reino Unido um dos países mais afectados. Mesmo que não exista nenhuma ilegalidade, Boris Johnson e a mulher, Carrie Symonds, já não se livram de um enorme tombo na popularidade. É que o facto de terem contratado uma decoradora profissional, que entre outras coisas, aconselhou a compra de um papel de parede por 966 euros o rolo, não caiu muito bem na opinião pública.

Apesar de Boris Johnson sempre ter dito que pagou a remodelação do próprio bolso, a verdade é que nunca chegou a dizer o espaço temporal em que o fez. Além disso, os jornais britânicos dão conta de que as obras terão custado mais de 230 mil euros, o que não corresponde ao valor total que o primeiro-ministro teria acesso, uma vez que só está no cargo desde 2019, pelo que, no máximo, teria tido um valor financiado pelo Estado na ordem dos 105 mil euros. A questão é mesmo essa, de onde vem o restante dinheiro?

Mais uma vez, o conservador diz que pagou com o seu dinheiro, mas as suspeitas recaem em fundos que terão sido dados ao partido, mas que afinal foram para o primeiro-ministro.

Os assessores de Boris Johnson mantêm a versão inicial, e afirmam que todo o dinheiro foi declarado e aplicado de forma legal.

Já esta quarta-feira, e quando questionado se teria aceitado 66 mil euros de David Brownlow (contribuidor do Partido Conservador), Boris Johnson limitou-se a dizer que cobriu "todos os custos".

Como se não bastasse tudo isto, o fogo contra Boris Johnson chega ainda de outros lados. Dominic Cummings, antigo homem forte do actual primeiro-ministro, saiu da sombra, revoltado, acusando o antigo parceiro de tudo e mais alguma coisa.

Sobre a famosa remodelação, Dominic Cummings utilizou as palavras "antiética, idiota e possivelmente legal".

Mas a semana não fica por aqui, e o Daily Mail revelou este domingo que, durante a segunda vaga que atingiu o Reino Unido em Outubro, Boris Johnson terá sido um forte opositor de um novo confinamento, tendo chegado a dizer: "Deixem os corpos amontoarem-se aos milhares".

Confrontado esta quarta-feira no parlamento com mais esta acusação, Boris Johnson voltou a negar.

Já depois da audiência parlamentar, o assessor de comunicação do primeiro-ministro disse que o assunto da remodelação dizia mais respeito ao Partido Conservador do que a Boris Johnson, revelando que o chefe do governo, bem como a restante equipa, estão dispostos a colaborar.

Um deles, talvez o mais importante, está relacionado com a remodelação do apartamento de Boris Johnson em Downing Street, a casa oficial do chefe do governo do Reino Unido.

A oposição acusa o primeiro-ministro de ter aceitado contribuições de financiadores do Partido Conservador para mudar a residência oficial. Refira-se que, ao longo do mandato, o chefe do governo tem a hipótese de remodelar a casa como bem entender, tendo para isso um orçamento anual que ronda os 35 mil euros, e que todos os anos consta do Orçamento do Estado, aprovado no parlamento.

Acontece que esse valor terá sido em muito ultrapassado. Boris Johnson diz que pagou o valor extra do próprio bolso, mas os deputados querem mais explicações.

A investigação decorre desde Março, mas só esta quarta-feira se ficou a saber oficialmente que a Câmara dos Comuns entende haver "razões para suspeitar que pode ter ocorrido uma infracção", tendo aberto uma investigação para esse efeito.

Agora, será analisado se todas transacções relacionadas com as obras no n.º 11 de Downing Street foram feitas pelas regras, sendo uma delas o facto de terem de ser públicas.

Estamos satisfeitos por existirem bases razoáveis para suspeitar que uma ou mais ilegalidades tenham ocorrido", pode ler-se no comunicado da Comissão Eleitoral que está a analisar o caso.

Caso venha a encontrar matéria de facto que possa consubstanciar um incumprimento das normas, a Comissão Eleitoral pode aplicar de imediato uma multa de 23 mil euros, sendo que o assunto pode ser também passado à polícia.

O caso ganha especiais contornos por ter ocorrido durante a pandemia de covid-19, sendo o Reino Unido um dos países mais afectados. Mesmo que não exista nenhuma ilegalidade, Boris Johnson e a mulher, Carrie Symonds, já não se livram de um enorme tombo na popularidade. É que o facto de terem contratado uma decoradora profissional, que entre outras coisas, aconselhou a compra de um papel de parede por 966 euros o rolo, não caiu muito bem na opinião pública.

Apesar de Boris Johnson sempre ter dito que pagou a remodelação do próprio bolso, a verdade é que nunca chegou a dizer o espaço temporal em que o fez. Além disso, os jornais britânicos dão conta de que as obras terão custado mais de 230 mil euros, o que não corresponde ao valor total que o primeiro-ministro teria acesso, uma vez que só está no cargo desde 2019, pelo que, no máximo, teria tido um valor financiado pelo Estado na ordem dos 105 mil euros. A questão é mesmo essa, de onde vem o restante dinheiro?

Mais uma vez, o conservador diz que pagou com o seu dinheiro, mas as suspeitas recaem em fundos que terão sido dados ao partido, mas que afinal foram para o primeiro-ministro.

Os assessores de Boris Johnson mantêm a versão inicial, e afirmam que todo o dinheiro foi declarado e aplicado de forma legal.

Já esta quarta-feira, e quando questionado se teria aceitado 66 mil euros de David Brownlow (contribuidor do Partido Conservador), Boris Johnson limitou-se a dizer que cobriu "todos os custos".

Como se não bastasse tudo isto, o fogo contra Boris Johnson chega ainda de outros lados. Dominic Cummings, antigo homem forte do actual primeiro-ministro, saiu da sombra, revoltado, acusando o antigo parceiro de tudo e mais alguma coisa.

Sobre a famosa remodelação, Dominic Cummings utilizou as palavras "antiética, idiota e possivelmente legal".

Mas a semana não fica por aqui, e o Daily Mail revelou este domingo que, durante a segunda vaga que atingiu o Reino Unido em Outubro, Boris Johnson terá sido um forte opositor de um novo confinamento, tendo chegado a dizer: "Deixem os corpos amontoarem-se aos milhares".

Confrontado esta quarta-feira no parlamento com mais esta acusação, Boris Johnson voltou a negar.

Já depois da audiência parlamentar, o assessor de comunicação do primeiro-ministro disse que o assunto da remodelação dizia mais respeito ao Partido Conservador do que a Boris Johnson, revelando que o chefe do governo, bem como a restante equipa, estão dispostos a colaborar.