Bósnia-Herzegovina assinala 26.º aniversário do massacre de Srebrenica

Sarajevo - A Bósnia-Herzegovina assinala neste domingo,11, o 26.º aniversário do massacre de muçulmanos bósnios em Srebrenica pelas forças sérvias-bósnias, e realizou o sepultamento de outras 19 vítimas do genocídio agora identificadas.

Centenas de pessoas participaram na cerimónia, que acontece anualmente no dia 11 de Julho, em Srebrenica, para homenagear as vítimas.

O mais jovem dos cidadãos assassinados que foi sepultado hoje tinha 16 anos quando morreu, enquanto a vítima mais velha era um homem de 64 anos.

Mais de 8.000 muçulmanos foram mortos em Julho de 1995 após a captura de Srebrenica, um enclave oriental que era então uma área protegida da Organização das Nações Unidas - pelas tropas sérvias-bósnias, sob o comando do general Ratko Mladic.

O líder militar foi condenado à prisão perpétua pelo Mecanismo de Tribunais Criminais Internacionais (MTPI) pelo genocídio de Srebrenica e outros crimes cometidos na guerra da Bósnia, que de 1992 a 1995 opôs muçulmanos, sérvios e croatas bósnios.

O presidente da MTPI, Carmel Agius, que através dos meios digitais dirigiu o evento em Srebrenica hoje, criticou qualquer negação do genocídio para fins políticos daqueles que pretendem continuar com as divisões entre os cidadãos da Bósnia-Herzegovina.

"É evidente como é desonesto e até mesmo vergonhoso continuar a minar a dolorosa verdade", disse Agius.

O presidente da MTPI reiterou que a responsabilidade pelos crimes recai sobre "os perpetradores e aqueles que os lideraram e incitaram", e não em comunidades, grupos étnicos ou nações, pedindo que os crimes cometidos sejam sempre lembrados e que estes "nunca mais aconteçam".

"Faremos todos os possíveis para garantir que a verdade de julho de 1995 continue viva", disse Carmel Agius, acrescentando que "é a tarefa" que se deve a milhares de pessoas que perderam as suas vidas.

O comissário europeu para as Negociações de Alargamento e Vizinhança, Oliver Varhelyi, disse, numa mensagem enviada por vídeo, que "não há espaço na União Europeia para a negação do genocídio e a glorificação dos crimes de guerra, sendo inaceitáveis as tentativas de revisionismo da História".

"Os líderes políticos nos Balcãs Ocidentais devem ser um exemplo de oposição às raízes do ódio que levou ao genocídio e ainda de superação da trágica herança do passado", disse Varhelyi.

No cemitério do Centro Memorial Potocari, nos arredores de Srebrenica, encontram-se 6.671 vítimas, cujos restos mortais foram encontrados em diferentes valas comuns.

Os restos mortais de quase mil vítimas ainda não foram encontrados.

Até agora, 48 pessoas foram condenadas pela Justiça internacional e pelos tribunais da Bósnia-Herzegovina e da Sérvia devido ao massacre de Srebrenica, perfazendo um total de 700 anos de prisão.

Cinco pessoas foram condenadas à prisão perpétua, incluindo Mladic e o ex-líder político dos sérvios-bósnios Radovan Karadzic.

 

Centenas de pessoas participaram na cerimónia, que acontece anualmente no dia 11 de Julho, em Srebrenica, para homenagear as vítimas.

O mais jovem dos cidadãos assassinados que foi sepultado hoje tinha 16 anos quando morreu, enquanto a vítima mais velha era um homem de 64 anos.

Mais de 8.000 muçulmanos foram mortos em Julho de 1995 após a captura de Srebrenica, um enclave oriental que era então uma área protegida da Organização das Nações Unidas - pelas tropas sérvias-bósnias, sob o comando do general Ratko Mladic.

O líder militar foi condenado à prisão perpétua pelo Mecanismo de Tribunais Criminais Internacionais (MTPI) pelo genocídio de Srebrenica e outros crimes cometidos na guerra da Bósnia, que de 1992 a 1995 opôs muçulmanos, sérvios e croatas bósnios.

O presidente da MTPI, Carmel Agius, que através dos meios digitais dirigiu o evento em Srebrenica hoje, criticou qualquer negação do genocídio para fins políticos daqueles que pretendem continuar com as divisões entre os cidadãos da Bósnia-Herzegovina.

"É evidente como é desonesto e até mesmo vergonhoso continuar a minar a dolorosa verdade", disse Agius.

O presidente da MTPI reiterou que a responsabilidade pelos crimes recai sobre "os perpetradores e aqueles que os lideraram e incitaram", e não em comunidades, grupos étnicos ou nações, pedindo que os crimes cometidos sejam sempre lembrados e que estes "nunca mais aconteçam".

"Faremos todos os possíveis para garantir que a verdade de julho de 1995 continue viva", disse Carmel Agius, acrescentando que "é a tarefa" que se deve a milhares de pessoas que perderam as suas vidas.

O comissário europeu para as Negociações de Alargamento e Vizinhança, Oliver Varhelyi, disse, numa mensagem enviada por vídeo, que "não há espaço na União Europeia para a negação do genocídio e a glorificação dos crimes de guerra, sendo inaceitáveis as tentativas de revisionismo da História".

"Os líderes políticos nos Balcãs Ocidentais devem ser um exemplo de oposição às raízes do ódio que levou ao genocídio e ainda de superação da trágica herança do passado", disse Varhelyi.

No cemitério do Centro Memorial Potocari, nos arredores de Srebrenica, encontram-se 6.671 vítimas, cujos restos mortais foram encontrados em diferentes valas comuns.

Os restos mortais de quase mil vítimas ainda não foram encontrados.

Até agora, 48 pessoas foram condenadas pela Justiça internacional e pelos tribunais da Bósnia-Herzegovina e da Sérvia devido ao massacre de Srebrenica, perfazendo um total de 700 anos de prisão.

Cinco pessoas foram condenadas à prisão perpétua, incluindo Mladic e o ex-líder político dos sérvios-bósnios Radovan Karadzic.