Brasil entre os países eleitos para o Conselho de Segurança da ONU

  • Sede da ONU em Nova Iorque
Nova Iorque - As Nações Unidas elegeram sexta-feira cinco países para o Conselho de Segurança da ONU, numa eleição sem surpresas visto que todos os países, Brasil, Emirados Árabes Unidos, Albânia, Ghana e Gabão, concorriam sem oposição.

Conquistar um lugar num Conselho de Segurança com 15 membros representa uma enorme importância para muitos países, visto poderem ter uma voz forte em matérias como a paz ou segurança internacional.

Neste restrito grupo discutem-se questões actuais como os conflitos na Síria, Iémen, Mali ou Myanmar, a ameaça nuclear representada pela Coreia do Norte ou o Irão, ou os ataques de grupos extremistas como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda, notícia a agência AP.

Esta será a primeira vez que a Albânia participa no Conselho de Segurança e a 11ª vez para o Brasil, que empata assim com o Japão como o país eleito mais vezes para mandatos de dois anos.

Três países africanos discutiram as duas vagas existentes, mas o Congo desistiu na segunda-feira.

O presidente da assembleia-geral, Volkan Bozkir, divulgou os resultados da votação, realizada por escrutínio secreto, e felicitou os vencedores.

Os cinco novos membros deste Conselho vão iniciar os respetivos mandatos a 01 de Janeiro, substituindo cinco países cujos mandatos de dois anos terminam a 31 de Dezembro, Estónia, Níger, São Vicente e Granadinas, Tunísia e Vietname.

O restante Conselho é composto pelos cinco membros permanentes, com direito a veto, Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França, e os cinco países eleitos no ano passado, Índia, Irlanda, Quénia, México e Noruega.

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Albânia, Olta Xhacka, destacou através da rede social Twitter que a eleição daquele país é "uma oportunidade histórica", enquanto o embaixador da Albânia na ONU, Besiana Kadare, agradeceu através da mesma rede social a todos os países que "confiaram a enorme responsabilidade".

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Abdullah bin Zayed Al Nahyan, cujo país só esteve representado no Conselho uma vez, em 1986-1987, comprometeu-se a apoiar o multilateralismo, o direito internacional e a Carta das Nações Unidas e a contribuir para a paz e segurança "com grande diligência e determinação".

A embaixadora dos Emirados Árabes Unidos, Lana Nusseibeh, destacou que o país também irá procurar superar as divisões e progredir nos "desafios mais críticos" na atualidade, como a construção de resiliência às mudanças climáticas, o enfrentar da crise global da saúde e "o aproveitamento do potencial de inovação para paz".

Já o ministério dos Negócios Estrangeiros do Brasil considerou esta eleição um voto de "reconhecimento da contribuição histórica do Brasil para a paz e segurança internacional" e referiu que a nação sul-americana irá trabalhar para promover a solução pacífica dos conflitos, fortalecer as missões de manutenção da paz da ONU e salvaguardar o importante papel daquele organismo.

No ano passado, devido à pandemia, a eleição para novos membros do Conselho de Segurança foi realizada com procedimentos de voto completamente diferentes, devido à pandemia de covid-19.

Nos últimos meses, a assembleia-geral da ONU tem-se reunido presencialmente, com a presença de dois diplomatas por cada país.

Os dez assentos não permanentes no Conselho de Segurança são atribuídos a grupos regionais, que normalmente selecionam candidatos, embora nem sempre obtenham os votos suficientes.

Mesmo quando um país concorre sem oposição, tem de obter dois terços dos votos dos estados membros para garantir um lugar.

Na votação Ghana recebeu 185 votos, o Gabão 183 votos, o Brasil 181 votos, os Emirados Árabes Unidos 179 votos e a Albânia 175 votos.

Conquistar um lugar num Conselho de Segurança com 15 membros representa uma enorme importância para muitos países, visto poderem ter uma voz forte em matérias como a paz ou segurança internacional.

Neste restrito grupo discutem-se questões actuais como os conflitos na Síria, Iémen, Mali ou Myanmar, a ameaça nuclear representada pela Coreia do Norte ou o Irão, ou os ataques de grupos extremistas como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda, notícia a agência AP.

Esta será a primeira vez que a Albânia participa no Conselho de Segurança e a 11ª vez para o Brasil, que empata assim com o Japão como o país eleito mais vezes para mandatos de dois anos.

Três países africanos discutiram as duas vagas existentes, mas o Congo desistiu na segunda-feira.

O presidente da assembleia-geral, Volkan Bozkir, divulgou os resultados da votação, realizada por escrutínio secreto, e felicitou os vencedores.

Os cinco novos membros deste Conselho vão iniciar os respetivos mandatos a 01 de Janeiro, substituindo cinco países cujos mandatos de dois anos terminam a 31 de Dezembro, Estónia, Níger, São Vicente e Granadinas, Tunísia e Vietname.

O restante Conselho é composto pelos cinco membros permanentes, com direito a veto, Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França, e os cinco países eleitos no ano passado, Índia, Irlanda, Quénia, México e Noruega.

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Albânia, Olta Xhacka, destacou através da rede social Twitter que a eleição daquele país é "uma oportunidade histórica", enquanto o embaixador da Albânia na ONU, Besiana Kadare, agradeceu através da mesma rede social a todos os países que "confiaram a enorme responsabilidade".

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Abdullah bin Zayed Al Nahyan, cujo país só esteve representado no Conselho uma vez, em 1986-1987, comprometeu-se a apoiar o multilateralismo, o direito internacional e a Carta das Nações Unidas e a contribuir para a paz e segurança "com grande diligência e determinação".

A embaixadora dos Emirados Árabes Unidos, Lana Nusseibeh, destacou que o país também irá procurar superar as divisões e progredir nos "desafios mais críticos" na atualidade, como a construção de resiliência às mudanças climáticas, o enfrentar da crise global da saúde e "o aproveitamento do potencial de inovação para paz".

Já o ministério dos Negócios Estrangeiros do Brasil considerou esta eleição um voto de "reconhecimento da contribuição histórica do Brasil para a paz e segurança internacional" e referiu que a nação sul-americana irá trabalhar para promover a solução pacífica dos conflitos, fortalecer as missões de manutenção da paz da ONU e salvaguardar o importante papel daquele organismo.

No ano passado, devido à pandemia, a eleição para novos membros do Conselho de Segurança foi realizada com procedimentos de voto completamente diferentes, devido à pandemia de covid-19.

Nos últimos meses, a assembleia-geral da ONU tem-se reunido presencialmente, com a presença de dois diplomatas por cada país.

Os dez assentos não permanentes no Conselho de Segurança são atribuídos a grupos regionais, que normalmente selecionam candidatos, embora nem sempre obtenham os votos suficientes.

Mesmo quando um país concorre sem oposição, tem de obter dois terços dos votos dos estados membros para garantir um lugar.

Na votação Ghana recebeu 185 votos, o Gabão 183 votos, o Brasil 181 votos, os Emirados Árabes Unidos 179 votos e a Albânia 175 votos.